Entrevista com Arlene Guimarães Foletto – parte II de III

Deixe um comentário

logo apers entrevista

No trecho da entrevista publicado na semana anterior, Arlene Guimarães Foletto vinha nos falando sobre as temáticas de sua dissertação e de sua tese de doutorado. Confira a continuação!

Eu queria perguntar se você vê uma reorientação metodológica entre os dois trabalhos, das estruturas agrárias para as trajetórias, da análise serial para o método onomástico e análise estrutural de redes sociais, da riqueza material à riqueza imaterial. O que você vê de continuidade e descontinuidade entre essas duas metodologias e temáticas?

Para mim foi um pouco difícil. Eu tenho “um pé” muito forte no quantitativo, admiro o pessoal que trabalha com um processo, uma fonte e dali escreve histórias maravilhosas. A minha referência é quantitativa. Sofri muito durante o doutorado por eu não conseguir fazer essa base quantitativa, ela ficava me faltando, digamos assim. A intenção era ter feito uma base quantitativa, para daí então poder perceber, selecionar as trajetórias e as relações de uma forma mais ampla. São métodos, sim, diferentes, mas, para mim, sempre se complementam. De certa forma, quando fui rastrear as trajetórias a partir de uma gama variada de fontes que foram sendo levantas ao longo da pesquisa, por inúmeras vezes, voltava para minha base quantitativa do mestrado para dar um maior significado as mesmas. Sabemos que para estudos de ciclos de vida familiares e para perceber as relações, os Registros Paroquiais de Batismos são de extrema importância, e com eles pode se fazer uma boa base quantitativa. Contudo, tive muita dificuldade em acessar tais fontes na Mitra Diocesana de Uruguaiana… Fazendo um parêntese: quando montei o projeto de doutorado, eu tinha consultado a Mitra sobre a possibilidade de pesquisar os registros de batismo da região e eles tinham me dado autorização. Quando ingressei no doutorado, retomei o contato a fim de ir até Uruguaiana pesquisar. Só que nesse ínterim havia mudado o bispo, e o novo me negou o acesso. Chegou a fase da qualificação e os professores pontuaram que seria importante eu acessar os registros de Batismo. Mais uma vez entramos em contato com a Mitra, fizemos documentos, enfim, mas a negativa se mantinha. Diante de tal situação, as fontes do Arquivo Público tiveram um papel ainda maior na pesquisa. Fiquei pensando como resolver esse problema. Neste momento, tive uma ajuda muito grande do pessoal do Arquivo. Comecei a mapear essas pessoas nas diferentes fontes documentais disponíveis aqui do Arquivo, não só com aquilo que é usual para nós, inventários, processos-crime, tabelionato… e passei a consultar todos os registros cíveis, digamos assim. Foi a partir do potencial do Arquivo que consegui mapear parte das trajetórias e das relações das famílias que analisava na época. Mas retomando a sua pergunta: a ideia de ir para as relações tinha como objetivo poder perceber um pouco mais da dinâmica da própria sociedade, os indivíduos, das famílias e de suas estratégias dentro das possibilidades da estrutura, digamos assim. Quando você faz uma amostragem, nem sempre você consegue perceber tal dinâmica. Como eu não consegui fazer a prosopografia, pensei na época: “bom, vou ter que ampliar a leitura, vou ter que ir para outras paragens”. Comecei a buscar outros autores, isso no primeiro semestre do doutorado, e foi nesse ínterim que descobri o José María Imízcoz Beunza. Ele trabalha com a ideia de capital relacional dentro de uma perspectiva denominada análise estrutural de rede social. Assim, a ideia era meio que perceber o movimento desses indivíduos, das suas famílias e como eles se relacionavam com o todo, através dos vínculos, das relações. De certa forma, a própria micro-história trabalha de maneira semelhante. Para conseguir colocar em prática a empreitada, como não tinha sido possível fazer a prosopografia, acabei utilizando o método onomástico. Inclusive, foi “O nome e o como”1 que me ajudou a selecionar as três famílias. Para trabalhar com família de uma forma geral, eram extremamente importantes os registros de batismo para aquilo que eu pretendia perceber. Na ausência destes, busquei as três famílias em todo tipo de documentação, com objetivo de tentar conseguir montar as trajetórias e perceber as relações de tais famílias, onde elas circulavam, com quem se relacionavam, se os vínculos que estabeleciam carregam consigo a reciprocidade necessária para enfrentar questões da vida cotidiana. O capital material que eles possuíam e cada família acumulava, ou não, ao longo das gerações, eu já tinha efetivamente mapeado. Então eu estava atrás do tal capital imaterial, ou melhor, do capital relacional dessas famílias e nesse sentido, o conjunto de fontes levantado foi de extrema importância para perceber os vínculos de parentesco, os vínculos de amizades, de vizinhança, clientelares. E tal rede foi emergindo a partir de diferentes fontes documentais, preservadas aqui. Aos 47 minutos do segundo tempo, como costumo dizer, quando já estava na prorrogação da tese, mudou novamente o bispo de Uruguaiana e nós, mais uma vez, tentamos acessar os registros de batismos e dessa vez conseguimos. Eu lembro que fui entre o Natal e o Ano Novo lá para Uruguaiana, um calor, e levantei todos os registros, em cinco dias, com medo que mudassem de ideia. Com isto sentido que demorei um pouquinho mais, que o usual, para concluir a tese. O que aconteceu? Eu continuei utilizando a base quantitativa que eu tinha do mestrado, a que vinha dos Registros Paroquiais de Terras, outra que vinha da amostra de inventários post-mortem, outra vinha da relação dos estancieiros, mais a que vinha de listas da Guarda Nacional, tanto da reserva quanto do alto comando da guarda nacional e incorporei os Registros Notariais como uma base quantitativa também e, por último, os Registros de Batismos. Nesse conjunto muito variado de fontes, digamos assim, foi possível então perceber tanto a trajetória dos indivíduos, quanto da suas famílias e de sua família mais extensa, da sua própria da parentela. A família do XIX também tem essa organização. A forma com que cada uma dessas famílias construiu seu capital relacional fez diferença para se manter enquanto elite, mantendo o capital material dentro da própria família. Sabemos que se tornar elite, conseguir uma ascensão econômica é uma coisa; a família se manter como elite ao longo das gerações vai perpassar por diferentes estratégias que podem ser vistas no momento de sucessão, mas que fica mais perceptível nas teias das relações onde se pode perceber o capital relacional que a família acumulou ao longo do tempo, e a manteve no topo da hierarquia social. Dito isto, para concluir melhor o que tu me perguntaste, penso que os métodos se completam, nem sempre temos tempo hábil para conseguir utilizar os dois, mas é uma boa estratégia de pesquisa.

2020.01.15 - Arlene

Isso é uma coisa interessante que você estava falando, é que de certa forma você chega aos documentos a partir dos nomes das famílias. Pega os nomes dos indivíduos e das pessoas que compunham aquela família e chega nos diferentes tipos documentais do Arquivo Público. É um caminho um pouco diferente do que muitos historiadores fazem, pegam uma amostra de inventários e chegam em alguns indivíduos, você pega alguns indivíduos e chega a uma diversidade de documentos. Como é que você vê a riqueza de fontes do Arquivo Público que muitas vezes não são exploradas pelos historiadores?

É interessante você levantar isso, porque é uma coisa que fico me perguntando também. A forma como fiz os meus recortes nem sempre foram das maneiras mais convencionais. Mesmo considerando o tripé: status, poder e riqueza, definido por Peter Burke, que sustenta a(s) elite(s), eu parti de um recorte econômico, e não político como a maioria. Claro que não desconsidero a importância da capacidade política e, lógico que ela vai estar ligada também à questão da hierarquia social. Assim, acabei fazendo um recorte um pouco diferente. Como eu tinha aquelas amostras de inventários e os Registros de Terras, conhecia de certa forma a estrutura, conhecia os números, digamos assim. Tinha como saber quem ocupava o topo, quem eram os famosos estancieiros-militares da localidade. Então eu utilizei o critério: rebanho, terra e patente para selecionar os indivíduos e suas famílias, e através do método onomástico comecei a rastreá-los. Como eu não tinha os batismos que eram necessários, tentei buscar uma estratégia que suprisse tal ausência, para então chegar às relações. Então, foi para tentar perceber as relações que davam suporte à elite agrária local que me “joguei” para os diferentes corpos documentais dentro do arquivo. Há infinitas possibilidades, né? Eu lembro, na época, o Jorge [Miranda da Silva, funcionário do Arquivo Público] me ajudar a achar inclusive as atas dos juízes de paz, que era algo que ainda não tinha sido explorado e até agora também, e que estava aqui, guardadinho em uma estante. O Jorge, e outros funcionários, me ajudaram muito! Baixávamos maços e mais maços, e às vezes não encontrávamos nenhum auto que fosse útil, diretamente, para a pesquisa. Então, como eu disse lá no início, o Arquivo me fez pesquisadora, e acho que continuo pesquisadora em relação à capacidade desse Arquivo.

Na sua dissertação você fez o mapeamento do macro e depois partiu para uma escala mais micro. Eu queria perguntar é se você vê uma coisa como pré requisito da outra?

Eu devo, também, um pouco da minha trajetória ao Giovanni Levi. Eu tive o contato a Herança Imaterial antes da Herança Imaterial2 ser “A” Herança Imaterial para nós, digamos assim, isto foi… no início da minha trajetória como pesquisadora também, então algumas coisas caminharam juntas. Escolhi Itaqui, Freud explica [Arlene é natural de Itaqui], mas parte desta culpa está relacionada com a leitura de Levi. Ele me mostrou que você pode fazer História em um espaço qualquer, onde aparentemente nada de excepcional aconteceu. Através de um recorte pode haver diversas maneiras em potencial para descobrir questões macro. Penso que hoje em dia a maioria dos profissionais de nossa área busca perceber as relações entre macro e micro. Você faz um recorte, o recorte micro ajuda na quantidade de fontes que podem ser levantadas, para assim ter um maior subsídio para observar as trajetórias e relações, por exemplo, que seria inviável num espaço macro, para um pesquisador solitário. Só que, em contrapartida, é do conhecimento sobre o macro que tiramos nossas perguntas, e que podem então ser respondidas a partir do micro. Então, para mim, eles caminham juntos, é o chamado “jogo das escalas” que melhoram nossas análises. Existem as exceções? Existem, mas pelo que se tem demonstrado, esses micros estão em sintonia com esse todo. Por sua vez, o todo é um mosaico de diferentes micros, não necessariamente diferentes, contraditórios, e assim por diante…

Confira na próxima semana a terceira e última parte da entrevista!

1 Referência ao texto de Carlo Ginzburg e Carlo Poni. GINZBURG, Carlo e PONI, Carlo. “O nome e o como”. In: ________. A micro-história e outros ensaios. Rio de Janeiro/Lisboa: Bertrand Brasil/DIFEL, 1991 p. 169-178.

2 LEVI, Giovanni. A Herança Imaterial. Trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

APERS agora possui “Vitrine de Memória”

Deixe um comentário

A Vitrine de Memória do Arquivo Público RS surgiu com o objetivo de reunir móveis e objetos antigos do APERS, dispersos pelo conjunto arquitetônico, e conciliá-los em um melhor aproveitamento de espaço (salas de passagem do Prédio III ao Prédio II).  Com a ajuda voluntária do museólogo Pedro Girardi, as arquivistas Iara Gomide e Marta Araujo deram ao espaço uma nova utilidade, proporcionando ao público visitante o entendimento das atividades realizadas ao longo do tempo no Arquivo, assim como preservando a história administrativa e funcional da Instituição. A proposta baseia-se na exposição dos móveis, utensílios e equipamentos de trabalho, banners e fotos, utilizados no passado. A vitrine serve também de apoio para os guias que acompanham os visitantes ao contarem a história do APERS. A Vitrine de Memória foi concluída em 18 de dezembro de 2019, como exposição permanente da instituição. Confira registros do espaço:

Exposição virtual “Caminhos dos Arquivos – Nossas Histórias, Nossas Heranças”: Novo Hamburgo, Rio Grande e Santa Maria

Deixe um comentário

A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu: e ela não perde o que merecer ser salvo.” Eduardo Galeano.

Chegamos à sexta edição da série de postagens mensais sobre o Programa Caminhos dos Arquivos, do qual faz parte o projeto de exposição, em módulo virtual, denominada “Caminhos dos Arquivos: Nossas Histórias, Nossas Heranças”. Hoje destacamos as instituições Arquivo Público Municipal de Novo Hamburgo, Arquivo Público e Histórico Municipal do Rio Grande e Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria compartilhando seus serviços e trajetórias:

AMPNH _ FOTO INSTITUICAOArquivo Público Municipal de Novo Hamburgo – Criado por Lei Municipal em agosto de 2000, com a finalidade de proteger o acervo municipal, garantir e possibilitar acesso às informações contidas nos documentos sob sua guarda, além de custodiar documentos de valor acumulados pelos órgãos públicos, como também promover exposições, cursos, seminários e palestras e ser um espaço de pesquisa sobre a história da cidade. Divulgar o patrimônio documental e conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação dos documentos e da memória cultural de Novo Hamburgo é um dos principais objetivos do Arquivo Municipal. Em maio de 2017 a instituição recebeu o reconhecimento do Conselho Nacional de Arquivos. Desde então, o Arquivo de Novo Hamburgo faz parte do Cadastro Nacional de Entidades Custodiadas de Acervos Arquivísticos (CODEARQ). O reconhecimento nacional coloca Novo Hamburgo no mapa das cidades que preservam as suas histórias. O acervo do Arquivo Público Municipal constitui-se de coleções de jornais: 5 de Abril (1927-1962); Jornal NH (1960-1994), recortes de Jornais – Folha da Tarde (1955-1981); Última Hora (1961-1962), Gazeta de NH (1949-1952), Jornal Hamburguês (1964-1967), fotos de Novo Hamburgo de várias épocas e Livros públicos dos primórdios do município (enterros, registro de funcionários, livro de queixas, exposições). Faz parte do uma Biblioteca que possui livros históricos (didáticos, enciclopédias, bíblias e outros).

Endereço: Rua Eng. Ignácio Plangg, 66, 3° andar, Novo Hamburgo/RS.

Horário de atendimento: de terça à sexta-feira, das 8h30 às 17h30.

Contato: (51) 3594-2013 Ramal 208 – arquivo@novohamburgo.rs.gov.br

Pref. Munc. R. GrandeArquivo Público e Histórico Municipal do Rio Grande – É o órgão central do Sistema Municipal de Arquivos – SISMARG. Reúne documentos da Administração Municipal do século XIX, de 1850 a 2011 aproximadamente. São manuscritos, datilografados, impressos, fotografias, plantas arquitetônicas, microfilmes, fitas VHS e Cassete, CDs, clichês e coletâneas de leis do período do império, dentre outros, que compõe o acervo. A primeira legislação a citar o Arquivo no âmbito do Poder Executivo Municipal, foi o Decreto-Lei nº 40 de 1941, que destinou créditos especiais para ampliação da Unidade. Embora não disponha de um ato de criação, supõe-se que o Arquivo tenha sido criado junto aos primórdios e o estabelecimento da Administração Pública Municipal. Em 1948, através da Lei n° 24 de 1948, passa a compor o setor de Pessoal e Arquivo da Diretoria de Administração. Com a necessidade de preservar a história da cidade, em 1985, o Decreto nº 4729, que instituiu o Regimento Interno do Centro Municipal de Cultura Inah Martensen, insere o Arquivo Histórico como parte do Patrimônio Histórico-Cultural da cidade do Rio Grande. No ano de 1998, com a Reforma Administrativa estabelecida através da Lei nº 525, o Arquivo volta a fazer parte da Divisão de Protocolo e Arquivo da Secretaria de Administração do Município. É citado também na nova estrutura de 2012 (Lei nº 7265). Finalidades do arquivo: salvaguardar o patrimônio documental do Poder Público Municipal primando pela preservação e acesso aos fundos documentais e formular a política municipal de arquivos e exercer orientação normativa, visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo, qualquer que seja o suporte da informação ou a sua natureza. Oferece aos seus usuários serviços como pesquisas, visitas guiadas, capacitação e exposição temática.

Endereço: Largo Engenheiro João Fernandes Moreira, s/n (Prédio do Gabinete do Prefeito), Centro, Rio Grande/RS

Horário de Funcionamento: 09:00 às 15:00

Contatos: (53) 3233-8471 – arquivo.riogrande@gmail.com

 

Higienização_AcervoArquivo Histórico Municipal de Santa Maria – AHMSM: Foi criado pelo Prefeito Vidal Castilho Dania, através da Lei Municipal nº 784 de 22 de dezembro de 1958, dentro do contexto das comemorações do centenário da cidade, funcionando junto à Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide, destinado a conservar todos os objetos e documentos relativos à história do município de Santa Maria. A partir do ano de 1992, através de um ato do Prefeito Evandro Behr (Lei Municipal nº 3.568 de 16 de dezembro), o Arquivo Histórico passou a fazer parte da estrutura organizacional da Secretaria de Município da Cultura, funcionando de forma desvinculada da Biblioteca, assumindo a guarda dos documentos, jornais, revistas, folhetos, fotografias e fitas que faziam parte do acervo da biblioteca. Assumiu as competências de proteção do patrimônio documental histórico; levantamento e coleta dos documentos históricos arquivísticos; guarda e conservação permanente dos documentos sendo vedada a sua distribuição parcial ou total; organização dos documentos de acordo com as diretrizes oficiais que disciplinam a matéria; disciplinação do acesso aos documentos; descrição e divulgação de seu acervo, através de instrumentos próprios. O Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria constitui-se num importante local de memória do município, construída a partir dos documentos que compõem seu acervo. A partir do 2º semestre de 1997 a instituição “fixa residência” na Casa de Cultura de Santa Maria, permanecendo neste local até maio de 2008, momento em que passa a ocupar a antiga sede da Secretária de Município da Cultura no Centro Integrado de Cultura Evandro Behr. Foi também durante o ano de 2008 que a unidade de informação passou a contar com profissionais Arquivistas do quadro de carreira da Prefeitura Municipal e muitas outras benfeitorias foram realizadas, como a fundação da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria, no dia 10 de agosto de 2010. Outro marco fundamental da trajetória do AHMSM foi a criação do Sistema Municipal de Arquivos de Santa Maria (SIARQ-SM). O Decreto Executivo nº 120 de 18 de outubro de 2011, devidamente assinado pelo Prefeito Cezar Augusto Schirmer, institui o SIARQ-SM, responsável pela organização sistêmica das atividades de administração e proteção do patrimônio arquivístico de Santa Maria, na esfera da documentação pública. Os serviços oferecidos são: pesquisas no acervo, visitas guiadas, capacitação, exposições permanente e itinerante, bem como realiza encontro anual de seus pesquisadores, oficinas e palestras de educação para o patrimônio.

Endereço: Rua Appel, 900, bairro Nossa Senhora de Fátima, Santa Maria/RS

Horário de Funcionamento: 07:30 às 12:00 e das 13:00 às 16:30

Contatos: (55) 3222-8300 – arquivohistoricosm@gmail.comFacebook  – Site

Atividades SIARQ/RS – Dezembro 2019

Deixe um comentário

capa facebook

O Arquivo Público do RS, enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de dezembro os servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dia 03: Na Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas (CORAG), o arquivista do APERS Cléo Belicio participou de assessoria técnica, para orientações e verificação das atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos.

Dia 03: Na Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), os arquivistas do APERS Juliano Balbon e Maria Cristina Fernandes realizaram visita de assessoria técnica, para orientações e verificação das atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos.

Em dezembro, o Arquivo Público analisou nove (09) Listagens de Eliminação de Documentos visando a aprovação, recebidos por processos administrativos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

E, neste mês, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@planejamento.rs.gov.br, quatorze (14) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos doze (12) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@planejamento.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Visitas guiadas ao APERS – Dezembro 2019

Deixe um comentário

Visitas Guiadas APERS

No mês de dezembro foram realizadas 05 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 03: nesta terça-feira visitaram o Arquivo os estagiários Bernardo S. Pereira e Guilherme P. de Moura, da Secretaria de Trabalho e Assistência Social.

Dia 06: 06 alunos do Programa Jovem Aprendiz do Instituto Leonardo Murialdo, acompanhados pelo professor Marcelo da Silva.

Dia 17: Profª Valéria Monaretto, da Faculdade de Letras da UFRGS, acompanhada por Joseanne S. Morais, Greice N. Nascimento, Gênova Maria Pulz, Luciana E. Fernandes, Maria C.S. Machado e Maria Angélica Jacques.

Dia 19: pela manhã 18 alunos do Programa SENAC-RS Comunidade, acompanhados pelo professor Marcio Oliveira, Orientador de Educação Profissional.

Dia 27: à tarde 19 alunos do Programa SENAC-RS Comunidade, acompanhados pela professora Cintia Castro Verardi, Orientadora de Educação Profissional.

Guia: Iara Gomide.

Lembramos que oferecemos, semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Agende sua visita pelo e-mail visitas@planejamento.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288 9134.

Atividades SIARQ/RS – Novembro 2019

Deixe um comentário

capa facebook

O Arquivo Público do RS, enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de novembro os servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dias 01 a 30: Na Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas (CORAG), os arquivistas do APERS Juliano Balbon e Maria Cristina Fernandes participaram de duas (02) assessorias técnicas, para orientações e verificação das atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos.

Dias 08 e 21: Na Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), os arquivistas do APERS Juliano Balbon, Cléo Belicio e Maria Cristina Fernandes e a historiadora Nôva Brando realizaram assessorias técnicas, para orientações e verificação das atividades de gestão documental para transferência e recolhimento de documentos. Foram 43 participantes capacitados com noções de memória e patrimônio, patrimônio documental e arquivo, além de normas e práticas em gestão documental.

Dias 19 a 22: os arquivistas Jonas Ferrigolo e Maria Cristina Fernandes e a historiadora Clarissa Sommer ministraram curso de capacitação em Gestão Documental, com carga horária de 12 horas, destinada a servidores da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Instituto Geral de Perícias (IGP), Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), Secretaria de Administração Penitenciária (SEAPEN) e Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE), a convite da Comissão Setorial de Arquivo da SSP. Para ver fotos, clique aqui.

Dias 28 e 29: o arquivista Cléo Belicio esteve na Sede Complementar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (SECOM/CAFF), para a realização das atividades de organização dos acervos da Caixa Econômica Estadual – CEE e da Divisão de Pessoal e Desenvolvimento de Recursos Humanos do Departamento Administrativo da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão – DIPES/DEADM/SEPLAG.

Em novembro, o Arquivo Público analisou cinco (05) Listagens de Eliminação de Documentos visando a aprovação, recebidos por processos administrativos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

E, neste mês, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@planejamento.rs.gov.br, vinte e nove (29) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos dez (10) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@planejamento.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Oficinas de Educação Patrimonial – Outubro e Novembro 2019

Deixe um comentário

Imagem para post Oficinas

Fechando as postagens relativas às oficinas realizadas no ano de 2019 a partir do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, confira as turmas recebidas nos meses de outubro e novembro:

Outubro

  • 02/10: nessa tarde 24 professores, pesquisadores e ativistas sociais participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” ofertada dentro da programação do evento Questões para a História Negra do RS / 8º Curso de Formação para Professores PEP UFRGS-APERS. Confira fotos o evento aqui.

  • 04/10: Acompanhados pela professora Daniela Scheffers, as e os estudantes da turma 203, 2° ano do Colégio Estadual Inácio Montanha, estiveram no Arquivo Público em uma manhã de sexta-feira para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” Para ver as fotos, clique aqui.

  • 08/10: Em uma manhã de terça-feira, as e os alunos do 2º ano do Colégio Estadual Inácio Montanha, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pela professora Denise Marques. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 09/10: Durante uma manhã de quarta-feira, os estudantes de 9° ano da EEEM Oscar Pereira estiveram no APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pela professora Adriana Costa. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 10/10: Acompanhados pelo professor Rodrigo Souza dos Santos, estudantes do 8° ano da EMEF Pepita Leão foram recebidos no Arquivo Público em uma manhã de quinta-feira para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 10/10: Durante uma tarde de quinta-feira, os alunos da EEEM Ceará vieram ao APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pela professora Adriana Costa. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 11/10: Em uma tarde de sexta-feira as e os estudantes do 6° ano da EEEM Oscar Pereira estiveram no Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Jaqueline Fraga. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 15/10: Em uma manhã chuvosa de terça-feira, as alunas e alunos do 6° ano do Colégio Romano Senhor Bom Jesus vieram ao APERS para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Maria Eduarda Carvalho. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 16/10: Durante a manhã de quarta-feira, os estudantes do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí, vieram visitar o Arquivo Público para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 17/10: Nem o temporal daquela sexta-feira de manhã foi suficiente para impedir que as e os alunos do 2° ano do Colégio Estadual Inácio Montanha viessem ao APERS. Acompanhados pela professora Raquel Braun, elas e eles vieram participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 22/10: Durante a manhã a equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS deslocou-se até a Unisinos para ofertar a oficina “Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na história” dentro da programação do VII Ofícios de Clio, evento promovido pelo GT Acervos, da ANPUH-RS. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 23/10: Durante a manhã de quarta-feira, estudantes do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 24/10: Na tarde de quinta-feira, o APERS recebeu a visita de mais uma turma do 3° ano do Ensino Médio da Fundação Bradesco de Gravataí que, acompanhados pelo professor Diego Scherer, vieram participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 25/10: Pela manhã de sexta-feira, as e os estudantes do 6° ano do Colégio Romano São Mateus, vieram ao Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Karen Cerutti. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 29/10: Durante a manhã de terça-feira as e os estudantes de 6° ano do Colégio Romano Santa Marta vieram ao APERS para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pelo professor Alessandro Maldonado. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 31/10: Na manhã de quinta-feira, estudantes da turma 163 do 6° ano do Colégio Romano Senhor Bom Jesus vieram ao Arquivo Público para participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Eduarda Carvalho. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 31/10: Na noite de 31/10, quinta-feira, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da EEEF Cândido Portinari estiveram no APERS para vivenciar a oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, acompanhados pela professora Adriana Quadros. Para ver as fotos, clique aqui.

Novembro

  • 01/11: em meio às atividades da Semana do Servidor, colegas do estado foram convidados a visitar o APERS e ter contato com seu acervo por meio do brincar! Foi uma excelente experiência com os jogos “Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre” e “AfricaNoArquivo”. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 05/11: Na manhã de terça-feira alunos(as) do 3° ano do Colégio Fundação Bradesco, de Gravataí, vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Diego Scherer. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 06/11: Na manhã de quarta-feira, estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Augusto Meyer vieram ao APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Alfredo Ranzan. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 07/11: nessa tarde 26 estudantes do 9º ano do Colégio de Aplicação da UFRGS estiveram no APERS acompanhados pelo professor Vanderlei Machado para vivenciar a oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditaduras e direitos humanos”. Para ver fotos, clique aqui.

  • 12/11: Na tarde de terça-feira, o Arquivo Público recebeu as turmas de 6°, 7° e 8° ano do professor Bruno Xavier Silveira. Os estudantes da EMEF Nossa Senhora de Fátima vieram participar da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 13/11: Na manhã de quarta-feira estudantes de 8° ano da EMEF Herbert José de Souza vieram ao APERS participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Relações de Gênero na História”, acompanhados pelo professor Marcelo Roberto Rios. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 14/11: Durante a manhã de quinta-feira estudantes do 9° ano da EMEF Pepita Leão estiveram no APERS para participar da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, acompanhados pelo professor Rodrigo Souza dos Santos. Para ver as fotos, clique aqui.

  • 19/11: na manhã de terça-feira 33 estudantes do 9º ano da EMEF Herbert José de Souza visitaram o APERS para participar da oficina “Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na história”, acompanhados do prof. Marcelo Roberto Rios. Para ver fotos, clique aqui.

  • 20/11: Na manhã de quarta-feira 30 alunos e alunas do 6º ano da EMEF Gonçalves Dias (Portão/RS) estiveram no Arquivo Público vivenciando a oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”, acompanhados pela professora Caren Kangberg. Para ver fotos, clique aqui.

  • 22/11: 28 estudantes do 7º ano da EMEF Theodoro Bogen estiveram no APERS acompanhados pelo professor Guilherme Fraga. Naquela tarde de sexta participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”.

  • 28/11: a última oficina do ano foi realizada com estudantes do 9º ano do Colégio de Aplicação da UFRGS. Acompanhados pelo professor Vanderlei Machado, participaram da oficina “Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos”. Para ver as fotos, clique aqui.

Para saber mais a respeito das oficinas e demais ações desenvolvidas no âmbito do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, clique aqui.

Older Entries

%d blogueiros gostam disto: