Ação Educativa em Arquivos XI: experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (II)

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2016-09-28-acao-educ-em-arquivos-apcbh   A postagem de hoje na categoria “Ação Educativa em Arquivos” traz a continuidade da reflexão levantada no texto anterior, a partir das experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH). No final de julho apresentamos, de forma mais geral, as ações que vinham sendo desenvolvidas por este Arquivo desde a sua criação, na década de 1990. Hoje, vamos nos debruçar sobre os processos de reflexão que levaram à reformulação das visitas monitoradas à instituição e à formulação de novas compreensões que ajudaram a expandir os usos do Arquivo e de seus acervos nas ações educativas, para além da pesquisa e ensino sobre história local, como vinha sendo enfocado. Para acompanhar nossa análise, reveja o post anterior aqui.

   Alguns elementos levaram a equipe do APCBH a identificar a importância dessa reformulação: dificuldades percebidas em aplicar visitas que oportunizassem contato direto com os documentos, devido às limitações de infraestrutura do Arquivo (pouco espaço físico, sem área pedagógica ou para lanches e descontração, etc.); mudanças nas demandas das escolas a partir de transformações em seus currículos, que passaram a valorizar projetos transversais em detrimento às pesquisas sobre história local; percepção de que os documentos poderiam ser explorados para a construção de sentidos relacionados a identidades e memórias individuais e coletivas, gerando relações de pertencimento entre estudantes e arquivo, e não apenas para aprofundar conhecimentos sobre história local.

    Dois projetos foram fundamentais para que a equipe pudesse trabalhar nessa perspectiva: o projeto “Circuito de Museus”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, e o projeto “Arquivo 20 anos”, realizado para comemorar as duas décadas do APCBH.

    A partir do primeiro, foi possível receber retornos dos estudantes quanto à visita ao Arquivo, já que ao final das visitas do circuito eles registravam suas impressões em materiais que compuseram uma exposição. Tais retornos evidenciaram a dificuldade dos jovens em se reconhecer no espaço do Arquivo, demonstrando que a dinâmica relacionada à história da cidade a partir de documentos fotográficos ficava registrada para eles como mais uma aula de História, quase sem relação entre o acervo manuseado e a instituição que o salvaguardava. A visita ao Arquivo seria mais uma visita a um “museu”, porém sem os atrativos de um museu?!

    Já o segundo, oportunizou recursos para a contratação de uma consultoria na área, para a produção de sinalizações interpretativas plotadas em determinados espaços do Arquivo, trazendo reflexões apresentadas por uma “mascote” ao longo do percurso da visita, para a impressão de fac-símiles de documentos que seriam manuseados pelos grupos escolares, e para a montagem de kits pedagógicos com materiais para conservação preventiva de documentos (luvas e máscaras, lápis 2B, borracha, tecido, produtos caseiros para evitar infestação por pragas, etc.) dos próprios estudantes – viabilizando uma dinâmica de relação entre a preservação dos documentos do Arquivo e dos documentos pessoais dos visitantes. O próprio percurso da visita foi ampliado, passando agora por depósitos de acervos em diferentes estágios do tratamento documental, demonstrando a dinamicidade do trabalho cotidiano nos processos de gestão documental.

    Estas observações e conquistas oportunizaram a introdução da discussão sobre preservação e valoração dos documentos de arquivo, em paralelo aos documentos produzidos pelos próprios indivíduos ao longo de sua trajetória de vida. Assim, conceitos fundamentais à área de arquivos foram trazidos para dentro das visitas, debatendo a formação de acervos e fundos, valor informacional, formato e suporte dos documentos, etc.

    Algumas destas problematizações têm nos acompanhado ao longo do trabalho desenvolvido pelo APERS no campo da ação educativa, e o diálogo com o trabalho de outras instituições certamente é importante para que possamos nos atualizar, qualificar e ter estímulo para seguir. A experiência mineira evidencia dois pontos que, para nós, também são claros: a importância da avaliação constante do trabalho, expressa pelo salto de qualidade que foi possível dar a partir dos retornos e exposições produzidos pelas turmas, e a necessidade de recursos para o desenvolvimento do trabalho – no caso do APERS, a parceria com a UFRGS tem sido fundamental para que possamos investir na produção de reproduções de documentos, materiais pedagógicos em geral, contratação de bolsistas e de transporte para as escolas, compra de equipamentos, entre outros elementos.

    Certamente é possível realizar bons trabalhos com criatividade e empenho das equipes, mas nossa trajetória tem demonstrado a centralidade de lutar para que o poder público reconheça a importância da valorização das instituições de memória, e dos Arquivos, destinando condições materiais e humanas para aprofundar ações culturais, educativas e de gestão. Além disso, o diálogo com as experiências de Belo Horizonte nos fazem refletir sobre a importância de conectar oficinas de demais ações educativas com o papel técnico, político e social dos arquivos. Isso pode ser dado a partir de temáticas e reflexões históricas, mas elas precisam estar conectadas ao nosso tempo presente, e fazerem sentido para indivíduos e coletividades de agora. Por isso o investimento em temas que nos fazem pensar enquanto cidadãos e cidadãs de nosso tempo, como acesso à informação e ao patrimônio, relações étnico-raciais, relações de gênero, democracia e direitos humanos. Seguiremos!

Oficina de Genealogia – Raízes Negras: propostas e perspectivas

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Ficha de inscrição aqui.

Pesquisando no Arquivo: Possibilidades de pesquisa para Antropologia Médica II

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     Neste mês, daremos continuidade ao assunto postado em julho (clique aqui para acessar), sobre a possibilidade de pesquisa na perspectiva da Antropologia Médica e vamos apresentar dois prontuários, do acervo do Hospital Psiquiátrico São Pedro, interessantes para análise.

    Sob forte influência da corrente interpretativa do antropólogo Clifford Geertz o qual investigou, a partir da realidade concreta, os múltiplos significados que emergem através das interações sociais, Arthur Kleinman e Byron Good, professores de Harvard, desenvolveram ideias e métodos de análise, em meados dos anos 80.

    Assim, ao analisarem os fatores culturais que intervêm no campo da saúde/doença, sistematizaram um modelo que atribui importância teórica aos aspectos sociais e culturais. Por exemplo, ao utilizar o termo ‘desease’ no sentido de doença contagiosa, moléstia, referente a um corpo doente e ‘illness’ para se referir ao conjunto de sintomas subjetivos ou a percepção singular de cada paciente sobre sua própria doença, Kleinmann inaugura um grande campo de pesquisa para a Antropologia.

    Para fins de melhor clareza, Kleinmann discorre: “um paciente pode estar severamente doente (desease) sem estar illness (se sentir doente), como na hipertensão silenciosa, e outro pode estar severamente illness (se sentindo doente) sem a desease (doença), como na depressão grave”.

    Dessa forma, não é o objetivo aqui se preocupar com a desease e sim com a illness, ou seja, entender a experiência humana de sintomas de sofrimento a qual varia não somente de pessoa para pessoa como também de cultura para cultura numa perspectiva temporal. Mapear, explicitar, narrar, descobrir esses sintomas provocados (ou não) pela desease são objetos da antropologia.

    O primeiro prontuário selecionado é o de J.R.M (data da internação: 29 de junho de 1884). Na ficha de entrada, não há muitas informações, diferentemente dos prontuários do século XX os quais possuem descrição mais longa, sendo portanto, mais volumosos.

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Prontuario J.R.M.

    Era comerciante e solteiro, não possui foto. Conforme a solicitação de seu irmão, J.R.M. recebeu alta em 17 de setembro de 1921 a fim de “ser-lhe dado assistência domiciliar”. O que chama atenção na ficha do J.R.M são os dados pessoais. Há um campo chamado “Condição social” e está preenchido como “Livre”. A importância aqui está não no que se pode ler, mas no que podemos inferir. No Brasil, oficialmente, a abolição da escravatura foi em 1888. Essa informação é importante porque possibilita a leitura do contexto social do período considerado, pois a existência de um campo ‘Condição social: livre’ pressupõe uma outra condição oposta: “Condição social: escravo”.

    No segundo prontuário, a data de internação de P.O.F foi em 1894 e alta se deu por falecimento em 1938. Era solteiro, tinha 21 anos e trabalhava no serviço pastoril. Logo, em 25 de abril de 1895, há um documento assinado por Antônio Augusto Borges de Medeiros ao diretor do Hospital São Pedro, informando que “a família não pode mais dar a mesada para seu sustento, em vista ao estado de pobreza em que se acha” e solicita “providências para que o mesmo seja considerado no número dos indigentes”.

    Logo após, na penúltima folha do prontuário, como vemos um trecho na imagem abaixo, podemos constatar elementos para buscar a percepção da doença pela família (illness), pois há um relato assinado pelo pai do paciente sobre o dia exato do adoecimento: 22 de junho de 1938: “estava durmindo com outro e acordando-se queixou-se de dor de cabeça e embrulhamento no estômago; deram-lhe folha de laranjeira. De manhã o pai indo vê-lo perguntou se já lhe tinham dito que este estava ficando doido (…) No quinto dia, pediu ao pai uma palavra em particular e então disse-lhe que havia cometido uma grande falta (…) reconhecia a vergonha do papel que tinha praticado e que já tinha pensado em matar-se, mas também lembrou-se que era uma covardia e, por isso, não tinha realizado (…) que se ele morresse queria que dessem para a criança umas vacas (…) começou a desnortear”.

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Prontuario P.O.F.

    Para isso, nada melhor do que entender a trajetória particular de um indivíduo doente. Suas crenças, sentimentos, aspirações, seus entraves, o mundo cultural que o rodeia. Investigar quais foram as perdas, as ameaças, as dificuldades enfrentadas no fluxo normal da vida. Para tanto, ter em mente o contexto histórico, social e cultural do período é fundamental para contextualizar cada prontuário a ser analisado. E está aí talvez a maior dificuldade porque há muitas lacunas, uma vez que o modelo de saúde da época considerada (fins do século XIX) tem forte influência positivista, a qual desconsidera as micro-narrativas.

    A importância desses prontuários está na investigação desses elementos para recriar o cenário da época e assim entender as percepções da doença, pois “a desordem é sempre interpretada pelo doente, pelo médico e pelas famílias”. (Kleinman & Good, 1985)

    Nosso objetivo é o de instigar a pesquisa lembrando, mais uma vez, que este acervo possui restrição de acesso, tema já abordado anteriormente (clique para acessar a publicação).

Os Caminhos da Matriz: APERS fará parte do Roteiro do dia 24 de setembro!

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    No próximo sábado, dia 24 de setembro acontecerá mais uma edição do roteiro de visitas guiadas Os Caminhos da Matriz, por meio do qual as instituições culturais que circundam a Praça se reúnem para oportunizar aos cidadãos visitas mensais e gratuitas.

    Nesta edição o Arquivo Público do RS participará do Roteiro 2 junto com a Cúria Metropolitana e o Solar dos Câmara/Memorial do Legislativo. Esperamos todos na Praça da Matriz, às 14 horas para o início o passeio!

2016.07.27 Caminhos da Matriz

Nomeada nova chefia da Divisão de Gestão Documental

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2016-09-21-cleo-chefia-diged     Hoje, dia 21 de setembro, foi publicada no Diário Oficial do Estado a nomeação do arquivista Cléo Belício Lopes como chefia da Divisão de Gestão Documental do Arquivo Público do RS.

    Cléo, 34 anos, é graduado em Arquivologia desde 2009 (UFRGS) e integra o quadro de servidores do Governo do Estado do RS desde 2010.

Aconteceu a XIII Mostra de Pesquisa APERS

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            Entre os dias 12 e 14 de setembro, nos turnos da tarde e da noite, foi realizada a XIII Mostra de Pesquisa do APERS. O evento contou com a apresentação de 24 trabalhos entre apresentação de artigos e de pôsteres. Os assuntos abordados passaram pelas temáticas da Escravidão e das relações Étnico-raciais; pelo Patrimônio Documental e Cultural; pelos Golpes de Estado e Ditaduras; pelas discussões ligadas à história das cidades e do estado do Rio Grande do Sul; pela história das profissões e da profissionalização, a partir de aspectos sociais; pelas representações do século XVII e XVIII; e pela análise de biografias.

            Aqueles que acompanharam o evento tiveram a oportunidade de presenciar discussões muito qualificadas a respeito de cada um dos trabalhos, que além das problematizações sobre as diferentes temáticas, também contribuíram com o conhecimento e com a difusão de acervos documentais espalhados pelas cidades e estados do nosso país.

            O Arquivo Público agradece ao apoio da Associação de Arquivistas do RS, da Associação Nacional de História e da Associação de Amigos do APERS, que inclusive esteve presentes nos três dias de evento, pelo apoio destinado a realização de mais uma Mostra de Pesquisa. Agradece também aos autores, pela confiança depositada na Instituição para o compartilhamento de seus trabalhos. E agradece ao público que esteve presente, incluindo os alunos do Curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Maria que vieram de longe para prestigiar o evento.

            Em dezembro lançamos os Anais da XIII Mostra que será publicada aqui no Blog do APERS. E depois disso, esperaremos todos para a XIV edição.

APERS Entrevista: Analistas PROCERGS

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No mês de agosto completamos 10 anos do primeiro atendimento documentado via Sistema de Administração de Acervos Públicos – AAP (para saber mais clique aqui). Hoje entrevistamos Diones Rossetto e Viviane Hekman, analistas da Companhia de Processamento de Dados do RS – PROCERGS que atualmente são responsáveis por assessorar o Arquivo Público do RS nas demandas do sistema AAP.

2016-09-14-apers-entrevista-analistas-procergs FOTO PROCERGS

Diones Francisco Rossetto, 30 anos, é graduado em Ciência da Computação pela PUC/RS e pós-graduado em Engenharia de Software pela UNISC. É analista de Computação na PROCERGS e trabalha com o sistema AAP desde 2011.

Viviane Therezinha Langone Hekman, é graduada em Processamento de Dados pela Unisinos, especialista em Análise de Sistemas pela PUC/RS e em Gestão Empresarial pela ESPM. É analista de Sistemas na PROCERGS e trabalha com o sistema AAP desde 2004, quando iniciou o levantamento de requisitos para informatização do APERS.

Blog do APERS: O sistema AAP foi desenvolvido em sua totalidade pelas equipes do Arquivo Público do RS e da PROCERGS. Qual foi o maior desafio ao receber essa demanda?

Diones: Dentre os inúmeros desafios que este sistema nos apresentou, o principal deles foi desenvolver um sistema que atenda o cliente de forma plenamente satisfatória e atenda os requisitos necessários da área de arquivística.

Viviane: O maior desafio foi a normalização dos processos de indexação dos documentos, isso foi condição sine qua non para viabilizar a informatização do APERS. Para este processo houve uma imersão dos técnicos da PROCERGS e ativa participação colaborativa dos arquivistas do APERS com apoio total da Diretora da instituição, na época a Sra. Rosane Feron. Na normalização dos processos, o APERS aderiu a norma ISAD (G) e posteriormente a Nobrade. Para que fosse possível informatizar os serviços de atendimento ao público, houve normalização também dos processos de atendimento ao cidadão/pesquisador.

Blog do APERS: Para iniciar o trabalho de desenvolvimento do sistema foi necessário se apropriar de alguns conceitos e teorias que fundamentam a arquivística. O que mais chamou a sua atenção sobre essa nova área?

Diones: Toda a parte de terminologia, acervos e organização documental requereu bastante estudo e, como não possuía conhecimento prévio, foi muito interessante essa experiência.

Viviane: Foi o embasamento nos quatro pilares da arquivologia, ou seja, classificação, avaliação, descrição e preservação. Bem como o gerenciamento de políticas e ações arquivísticas, na preservação do patrimônio histórico.

Blog do APERS: Como a experiência em trabalhar com o sistema AAP colabora para que vocês pensem o acesso a informações e documentos no desenvolvimento de novos sistemas?

Diones: A experiência em trabalhar no AAP e em temas de arquivos, certamente trouxe muito mais informações sobre a forma de documentação, sobre a organização dos acervos nos arquivos, sobre história e genealogia.

Viviane: Com os resultados obtidos no uso do sistema AAP introjeta-se a importância de gerenciar e administrar documentos, aplicando os conceitos e teorias utilizados pela Arquivologia. Esses conceitos permitem às empresas públicas ou privadas maior controle sobre as informações que produzem e custodiam, bem como otimizar a logística dos espaços para a guarda dos documentos, permitindo desta forma, prestarem serviços com mais eficiência e rapidez, atendendo adequadamente aos cidadãos.

Blog do APERS: Hoje em dia é bastante comum acessar serviços por aplicativos. Disponibilizar o acesso ao sistema AAP pelo aplicativo RS Móvel foi uma iniciativa de vocês, como surgiu a ideia?

Diones: A ideia surgiu devido a um trabalho que estava fazendo na disciplina da Pós-Graduação que estava cursando na época, na qual pude ter contato com o desenvolvimento de tecnologia móvel. Como o AAP não possuía tal recurso, decidimos criar essa ferramenta e adicionarmos ela ao RS Móvel, e ao mesmo tempo, permitir uma melhor experiência dos usuários do APERS durante suas pesquisas e atendimento com o uso dessa inovação tecnológica.

Viviane: O Diones teve uma disciplina sobre tecnologia móvel no curso de pós-graduação que cursou em 2015/2016, daí surgiu a oportunidade de aplicar este conhecimento no desenvolvimento da plataforma da Pesquisa de Documentos também para o RS Móvel.

Blog do APERS: Sabemos que muitos programas de gerenciamento de documentos e informações são desenvolvidos por profissionais da área de tecnologia da informação sem o auxílio de arquivistas ou conhecimento da teoria arquivística. A partir da parceria entre profissionais da PROCERGS e do APERS, quais dicas vocês podem dar aos profissionais da tecnologia da informação ao desenvolverem sistemas com essa finalidade?

Diones: A área de arquivística é uma área muito rica e o desenvolvimento de soluções para a mesma e requer muito suporte, informações e ajuda de profissionais dessa área, a fim de entregarmos um sistema de suporte eficiente aos conceitos de arquivologia, tão importante para a manutenção da história da sociedade.

Viviane: No processo de informatização de toda atividade/negócio é essencial a parceria entre profissionais de informática e de quem detém o conhecimento, para a excelência no resultado final.

Servidora do APERS participa de Curso de Conservação e Restauro de Documentos

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             Entre os dias dois de julho e três de setembro, a historiadora e servidora do APERS Nôva Brando, participou do Curso de Conservação e Restauração de Documentos Arquivísticos – Módulo Intermediário, oferecido pelo Centro Histórico Cultural Santa Casa e ministrado pela professora Maria Luisa Damiani.

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            Durante dez manhãs de sábado, foram trabalhados os seguintes conteúdos: 1) desenvolvimento dos procedimentos de conservação, prevenção e restauração de pasceis; 2) análise dos fatores de degradação dos documentos; 3) tratamento químico: higienização, alcalinização e noções de tratamento de documentos contaminados por fungos; 4) reestruturação de documentos em suporte papel: técnicas de velatura, enxerto, obturações, consertos; 5) noções de conservação de jornais; 6) noções de conservação de fotografias; e 7) materiais adequados para acondicionamento de acervos documentais. Além disso, foi disponibilizada ampla bibliografia para consulta, além de lista com locais onde são encontrados produtos e materiais necessários a atividade de conservação e restauro de documentos.

            Durante a capacitação, foi possível ainda, estabelecer um diálogo entre algumas necessidades do Arquivo, por meio da servidora, e os procedimentos e métodos adequados para o desenvolvimento de atividades de conservação e restauro sugeridos por Maria Luisa. Com essa notícia, o APERS segue manifestando o apoio, sempre que possível, à capacitação dos servidores públicos que nessa instituição atuam.

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Sábado de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Setembro 2016

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APERS em Números – Agosto 2016

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de agosto:

– Assessorias SIARQ/RS: 12

– Usuários atendidos: 588

– Cidadão: 482

– Usuários internos: 04

– Pesquisadores: 102

– Novos pesquisadores: 30

– Atendimentos aos usuários: 1.132

– Cidadão: 592

– Usuários internos: 12

– Pesquisadores: 258

– Documentos recuperados: 70

– Indexação Sistema AAP: 1.613

– Oficinas de educação patrimonial: 14

– Visitas guiadas: 07

– Visualizações blog institucional: 16.266

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de agosto:

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Gráfico de atendimentos mensais realizados aos usuários do APERS em agosto.

Clique aqui e saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Oficinas de educação patrimonial – Agosto 2016

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Imagem para post Oficinas

Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de agosto:

Dia 11: os participantes da Capacitação de Oficineiros APERS | UFRGS vivenciaram a oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: pela manhã, os alunos das turmas 80 e 90 / 8º e 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Oswaldo Aranha participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Olga Madalena Boelter. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 17: pela manhã, os alunos da Turma C31, 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Fabiana Borges Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 18: pela manhã, os alunos da turma C30, 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Wenceslau Fontoura participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Alda Marici da Silva Silveira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 18: os participantes da Capacitação de Oficineiros APERS | UFRGS vivenciaram a oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia”. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: pela manhã, os alunos da Turma C32, 9º ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aramy Silva participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Fabiana Borges Meira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 23: pela tarde, os alunos da Turma 60A, 6º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Planalto Canoense participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Sherol Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: pela manhã, os alunos da turma C32, 9º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos participaram a oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Fátima Veiga Mendonça. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 24: pela tarde, os alunos do Curso de Museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vivenciaram a oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Zita Rosane Possamai. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 25: pela manhã, os alunos das turmas 81, 82 e 92, 8º e 9º anos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Vila Cruzeiro do Sul participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Geórgia Frota Nunes. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: pela manhã os alunos da Turma 70A, 7º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Planalto Canoense participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Sherol Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 30: a tarde os alunos da Turma 81, 8º ano, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Ione Monteiro. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 31: pela manhã, os alunos da Turma A, 6º ano, da Escola Municipal de Educação Básica Alberto Santos Dumont participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Ana Paula Freitas Madruga. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Da 31: a tarde, os alunos da Turma 82, 8º ano, Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Ferreira de Abreu participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: Historiador por um dia” acompanhados pela professora Andreia Ferreira de Souza. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Para saber mais sobre nossas oficinas  clique aqui.

Atividades SIARQ/RS – Agosto 2016

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Enquanto Órgão Gestor do Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul – SIARQ/RS, o Arquivo Público do RS (APERS) atua para efetivar a gestão documental nos órgãos do Poder Executivo. Durante o mês de agosto os arquivistas e servidores participaram de reuniões de assessoria técnica, reuniões de comitês e grupos de trabalho, que listamos abaixo:

Dias 04, 11, 18 e 25: os arquivistas Cléo Belicio e Jonas Ferrigolo Melo participaram das reuniões do Comitê Gestor do PROA, realizadas na Sala de Gestão da SMARH, onde foram analisadas as demandas recebidas dos órgãos usuários do Sistema.

Dia 15: os arquivistas do APERS prestaram assessoria sobre gestão documental aos servidores da Secretaria da Educação (SEDUC), no Instituto de Educação General Flores da Cunha. O APERS foi representado por Cléo Belicio, Maria Cristina Fernandes e Renata Vasconcellos e a SEDUC por Letícia Koetz Luiz.

Dia 18: na Secretaria do Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional (SEPLAN), as arquivistas do APERS Aerta Moscon e Viviane de Portella participaram de reunião com Leocadia Jung e Bruna Assmann da Divisão de Logística sobre os procedimentos recolhimento de documentos ao APERS.

Dia 19: as arquivistas do APERS estiveram na Defensoria Pública do Estado RS, que manifestou iniciativa de elaborar seus instrumentos de gestão documental, e neste sentido solicitou apoio e orientação técnica ao Arquivo Público. Participantes: Ana Cristina Wachter e Viro Zimmermann (DPE); Marta Araújo e Renata Vasconcellos (APERS).

Dia 19: servidores da SMARH reuniram-se Departamento de Perícia Médica e Saúde do Trabalhador (DMEST) para tratarem sobre a migração dos prontuários médicos do suporte papel para o eletrônico. Participantes: Aerta Moscon, Cléo Belicio e Iara Machado (APERS), Carmen Collman, Fábio Zimmer, Jorge Luiz Santos Pereira, Kleber da Silva Rocha, Marcelo de Araujo Silva, Sidemia Kleber e Antônio Henrique Abraão Ribeiro (DMEST), Flavia Rodrigues Donini Cezar (DIPRO) e Rosilane Rios da Conceição (Comitê Gestor PROA).

Dia 24: no APERS, os arquivistas Cléo Belicio, Iara Gomide, Marta Araújo, Renata Vasconcellos e Silvia Soares receberam o Soldado Bombeiro Jorge Luiz, do 1º Comando Regional de Bombeiros – 1CRB, para assessorarem o órgão sobre a situação atual do arquivo onde se encontram os Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) do município de Porto Alegre.

Dia 25: as arquivistas do APERS Aerta Moscon e Viviane de Portella participaram de reunião com os arquivistas Anderson Machado e Carlos Alberto dos Santos do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN-RS) sobre os procedimentos de recolhimento de documentos ao APERS.

Dia 26: as arquivistas do APERS estiveram na Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional (SEPLAN), onde prestaram assessoria explicando os procedimentos para proceder com a eliminação de documentos e abrir o processo no Sistema PROA; esclarecendo as dúvidas de classificação de processos e, ainda, verificando o fluxo de trabalho visando melhoria no andamento das atividades. Participantes: Leocadia Nunes Jung, Angela Maria Gades Silva, Bruna Fonseca Assmann, Rômulo Mérida Campos. (SEPLAN), Marta Helena de Araujo, Silvia Soares (APERS).

Dia 26: servidores da Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC) se reuniram com arquivistas do APERS para conversarem sobre o uso do Sistema PROA. Participantes: Anderson Fraga dos Santos, Carla Andara, Norma Mergel e Sussila Rangel (CIENTEC), Cléo Belicio e Renata Vasconcellos (APERS).

Dia 30: as arquivistas do APERS Renata Vasconcellos, Marta Araújo e Silvia Soares reuniram-se na Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) com os servidores Gladis de Mello Bento, Alexandre Fraga dos Santos, Eva Vilma Soares de Lucca, para prestarem assessoria sobre gestão documental.

Dia 30: no 1º Comando Regional de Bombeiros (1CRB), Iara Gomide e Cléo Belicio, do APERS, foram recebidos pelo bombeiro Sd. Luiz, para assessoria técnica sobre gestão documental.

Dia 31: na Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Regional (SEPLAN), a arquivista do APERS Viviane de Portella participou de reunião com Ângela Silva, Bruna Assmann e Leocadia Jung da Divisão de Logística sobre os procedimentos recolhimento de documentos ao APERS.

Dia 31: servidores estaduais estiveram reunidos na Sede Complementar do CAFF para definir a continuidade das atividades (avaliação, transferência e recolhimento) na documentação da Divisão de Pessoal da SMARH e das extintas Caixa Econômica Estadual, Cintea e Conest. Participantes: Aerta Moscon, Renata Vasconcellos e Cléo Belicio (APERS/SMARH), Samantha Signor, Flávia Cézar (DIPRO/SMARH), Caroline Assmann (DIPES/SMARH) e João Batista Cachapuz (SEFAZ).

Durante o mês, o Arquivo Público recebeu e verificou quatro (04) processos administrativos para aprovação de Listagem de Eliminação de Documentos, conforme estabelecido pelo Decreto 52.808/2015, em seu Art. 6º, parágrafo V.

Ainda em junho, foram recebidos na caixa do e-mail assuntos-proa@smarh.rs.gov.br, quarenta e três (43) e-mails de diversos órgãos, referentes a solicitações, esclarecimentos de dúvidas com relação à atribuição de assuntos no Sistema PROA. Além desses, na caixa de correio do SIARQ/RS foram recebidos oito (8) e-mails com questões sobre gestão documental.

Para solicitar assessoria ao SIARQ/RS, visando implementar as normativas e os instrumentos de gestão documental, pode entrar em contato pelo e-mail siarq-apers@smarh.rs.gov.br ou telefone (51) 3288-9114.

Visitas guiadas ao APERS – Agosto 2016

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No mês de agosto foram realizadas sete visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 08: André Luiz Tognoli Lima, historiador no Arquivo Estadual Jordão Emerenciano de Pernambuco, acompanhado de sua esposa Rejane Leimig.

Dia 08: Andreia Szyskafretta, auxiliar em arquivo, e Eva Nunes, Janete da Silva, Liliane da Silva, Marina dos Santos, serviços gerais no APERS.

Dia 09: cinco alunos do programa Jovem Aprendiz do Instituto Murialdo acompanhados pela professora Luciane Brum.

Dia 11: pela manhã, Fabiane Severo, Mara e Graziela Silva da Geda Cia de Dança Contemporânea, realizaram a visita com o objetivo de conhecer o espaço físico (interno e externo) e o histórico do Arquivo Público.

Dia 11: a tarde, três alunos do programa Jovem Aprendiz do curso de Auxiliar Administrativo do Instituto Murialdo acompanhados pela professora Ivanise Helena da Silva Santos.

Dia 12: Aline Leal da Silva, estudante do Curso de História da Ulbra de Canoas. Aline realizou a visita para coletar informações para um trabalho da disciplina de Projeto de Pesquisa em História e gostou de conhecer o espaço e os acervos custodiados.

Dia 22: Célia Paulina Martins e Rodolfo da Silva Machado, alunos do Curso de História da Ulbra de Canoas. Os estudantes também realizaram a visita para coletar informações para o trabalho da disciplina de Projeto de Pesquisa em História.

Dia 22: 36 alunos da turma Jovens Aprendizes do curso de Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos do Senac, acompanhados pelo professor Luciano de Lima Silveira. O professor trouxe os alunos com a expectativa de “oportunizar aos alunos um momento de reflexão sobre a importância dos documentos e registros, bem como sua importância na construção da cidadania do povo”.

Guias: Caroline Basseggio, Gigliori Rodrigues, Iara Machado e Viviane Portella

Lembramos que oferecemos, semanalmente, visitas guiadas ao conjunto arquitetônico, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h. Agende sua visita pelo e-mail visitas@smarh.rs.gov.br ou ligue para (51) 3288 9127.

XIII Mostra de Pesquisa – Alteração na Programação

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Infelizmente temos uma modificação na programação da XIII Mostra: a Mesa de Abertura foi cancelada. A historiadora e servidora do APERS, Clarissa Sommer, que iria abrir o evento, está de licença médica. Até o momento, estávamos aguardando pelo diagnóstico e pela previsão de melhora e de retorno da servidora. Entretanto, hoje soubemos que não será possível sua participação no evento.

Por esse motivo, a XIII Mostra de Pesquisa iniciará com a apresentação dos trabalhos da primeira mesa temática, as 15h30 do dia 12 de setembro. Clique aqui para acessar a programação completa.

Contamos com a compreensão de todos e ficamos à disposição para quaisquer esclarecimento pelo telefone 3288 9112 ou pelo e-mail mostradepesquisa@smarh.rs.gov.br.

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Curso de Gestão Documental: inscrições abertas

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Curso Gestao Documental

    O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) e a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), através da Escola de Governo, disponibilizam o Curso de Gestão Documental, que ocorrerá de 26 a 29 de setembro de 2016, na Fundação.

    Visando divulgar o Sistema de Arquivos do Estado do Rio Grande do Sul (SIARQ/RS), a importância em realizar a gestão documental e a aplicabilidade dos instrumentos arquivísticos vigentes, o curso é destinado a servidores que atuam em Arquivos.

   As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 14 de setembro, para se inscrever o candidato deve seguir as orientações do Edital de Abertura 18/2016, clique para acessar.

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