É amanhã! Estreia do projeto Cinema no Arquivo com o filme de Lucia Murat: “A memória que me contam”!

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2015.03.25 A Memoria que me Contam     Venha prestigiar mais um evento cultural no auditório Marcos Justo Tramontini, do Arquivo Público do RS. Amanhã, 26 de março de 2015, às 18h30min, teremos a exibição do filme A memória que me contam. Ao final da exibição, haverá debate com o presidente da ONG Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke.

     A entrada é franca! Participe!

    Confira a sinopse e trailer do filme abaixo:

Sinopse: Um drama irônico sobre utopias derrotadas, terrorismo, comportamento sexual e a construção de um mito. Um grupo de amigos, que resistiram à ditadura militar, e seus filhos vão enfrentar o conflito entre o cotidiano de hoje e o passado quando um deles está morrendo. Ana está morrendo. Ex-guerrilheira, ícone da esquerda, ela é o último elo de um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Na sala de espera de uma casa de saúde, eles se reencontram. Utopias falidas, terrorismo e liberação sexual sob o ponto de vista de duas gerações, um grupo de ex-guerrilheiros e seus filhos, são os temas deste filme. A morte de Ana reúne os amigos. No cemitério, antessala da cremação, estão todos presentes para uma última homenagem. Na tela grande, essa homenagem é mais do que perfeita. É uma bela e perfeita cena cinematográfica onde Ana tem a despedida que seus amigos gostariam que tivesse. De Lucia Murat. Com: Simone Spoladore, Irene Ravache, Franco Nero, Clarisse Abunjamra, Hamilton Vaz Pereira, Otávio Augusto, José Carlos Machado, Miguel Thiré, Patrick Sampaio, Naruna Kaplan de Macedo.

Fonte: Taiga Filmes

AfricaNoArquivo – Compartilhando a produção do Projeto (II)

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2015.03.25 AfricaNoArquivo II imagem

Hoje damos sequência à disponibilização dos materiais que compõe a Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo. O “Material de Apoio à Professora e ao Professor!”, a seleção de páginas do inventário de Felisbina da Silva Antunes, a carta de liberdade da Rita e o testamento do Antonio Gaia já estão aqui. Agora, você pode baixar também:

– Carta de Liberdade de Faustino (Jaguarão, 1866) Liberto aos 18 anos com a condição de servir em um dos corpos do Exército por 12 anos no lugar de seu senhor. Possível problematizar o contexto da Guerra do Paraguai e a realidade de uma região de fronteira.

– Processo-crime de insurreição escrava na Aldeia dos Anjos (Comarca de Porto Alegre,1863) Tratando-se de um processo com cerca de 260 páginas, fizemos um recorte optando por digitalizar e transcrever sua abertura, o depoimento, o julgamento e a sentença relacionados ao réu Bento, apresentando a história registrada no documento a partir de sua versão. Contribui para debater a agência e a resistência dos escravizados em uma região (Gravataí) muito próxima aos estudantes que estão em contato com a caixa pedagógica. Interessante notar que esta insurreição já foi objeto das pesquisas do historiador Wagner Pedroso, que utilizou esse processo e diversos outros documentos do acervo do APERS. Acesse sua dissertação de mestrado e um artigo.

– Escritura de compra e venda de Felizarda e seus três filhos (Vila de Porto Alegre/Continente de Rio Grande de São Pedro, 1798) Documento registra a venda de Felizarda e seus filhos “mulatinhos” Francisco, Antonio e Felisbino pela quantia de 305$600. Permite questionar a formação de famílias, a paternidade muitas vezes relacionada aos próprios senhores, as transações mercantis com vidas humanas…

Aos que já acompanharam a postagem do mês passado e leram o material de apoio fica claro que a proposta da Caixa Pedagógica parte da exploração dos documentos em todo o seu potencial, incentivando que cada estudante se debruce sobre eles como pesquisadores, investigando informações, contextos e conceitos. A partir daí estarão aptos à próxima etapa: utilizar o conhecimento adquirido para explorar o jogo de tabuleiro, que será disponibilizado no mês seguinte com a cartela de regras.

Ressaltamos que os documentos que compõe a Caixa são apenas exemplares selecionados dentro de um acervo riquíssimo. A utilização dos mesmos pode e deve motivar novas pesquisas e desdobramentos.

Nesse sentido, reforçamos o convite para que sigam acompanhando as postagens relacionadas ao Projeto AfricaNoArquivo, e para que compartilhem conosco através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br registros de suas experiências com o material, como reflexões, opiniões dos estudantes e fotos de atividades realizadas nas escolas. Tudo poderá contribuir para a difusão e a valorização desse trabalho, instigando desdobramentos!

Reencontro de professores do Curso de Formação 2014

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DDHH

Na última segunda, 23/03, a equipe do Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS se reencontrou com parte do grupo que participou da quarta edição do curso de formação para professores, realizado em 2014 e intitulado Educação Patrimonial, Cidadania e Direitos Humanos. O objetivo do encontro foi realizar uma conversa sobre as formas encontradas pelos professores para incluir a Educação Patrimonial e o conhecimento adquirido no curso em seus planejamentos junto às escolas, sobre as dificuldades percebidas e as atividades já realizadas.

Os educadores comentaram o quão enriquecedor foi o curso para ampliar o repertório cultural e os recursos pedagógicos por eles utilizados, se dispuseram a abordar o tema em aula e a levar os estudantes para visitar museus e arquivos em 2015, e identificaram possibilidades de trabalho relacionadas aos Direitos Humanos a partir de bens culturais das comunidades em que as escolas estão inseridas.

Na conversa abordamos também os usos da Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo, entregue a estes professores ao final do curso. Eles já tiveram suas primeiras experiências com o material, seja aplicando a pesquisa e o jogo pedagógico com turmas no final do ano letivo de 2014, seja apresentando-o para o corpo docente das escolas no começo desse ano, o que tem despertado a atenção e unido interesses de professores do Currículo por Atividades (CAT), das séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de diferentes disciplinas. Tais experiências reafirmam o caráter interdisciplinar da Educação Patrimonial, e a premente necessidade sentida nas escolas de extrapolar os debates sugeridos pelos atuais currículos fechados em disciplinas.

Contamos com a participação de professores das séries iniciais, o que gerou um diálogo que contribuiu para percebemos o grande potencial do trabalho com o patrimônio cultural e documental também junto às crianças. Ainda que as inscrições no curso tenham sido abertas a professores de todos os níveis do ensino, ainda não temos nenhuma oficina ou material produzido especificamente para este público. Agora, fica este desafio! Também observamos a importância de manter e fortalecer a oferta de atividades que contribuam, por um lado, para o acúmulo de novos conhecimentos sobre temas e conteúdos transversais presentes nos currículos e parâmetros educacionais, assim como para a formação didática dos professores, oferecendo subsídios para a qualificação da prática docente.

Seguiremos em contato com todas e todos os professores que participaram do curso, buscando fortalecer nossa rede de contatos e de formação. Agradecemos a cada participante, tanto os que puderam quanto os que não puderam estar presentes nessa segunda, e nos colocamos sempre a disposição. Em breve receberemos o novo grupo para a formação de 2015, em um trabalho que certamente renderá muitos novos e bons frutos!

Curso de Formação para Professores – Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS – Programação

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Hoje estamos disponibilizando o Programa Completo, clique aqui para acessá-lo, do Cursos de Formação para Professores. Conforme divulgado na semana passada, o Programa de Educação Patrimonial UFRGS/APERS, em parceria com o GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH-RS no ano de 2015, realizará a quinta edição do Curso que abordará a história da escravidão e da liberdade no RS.

Lembramos que o curso é gratuito e que possui carga horária e certificação de 60 horas. Os encontros presenciais acontecerão nos dias 11, 18 e 25 de abril; 9, 16, 23 e 30 de maio; e 13, 20, e 27 de junho de 2015 (sempre aos sábados, das 8h30 as 12h) no Arquivo Público do RS. É destinado aos professores da rede pública de ensino com efetivo exercício em sala de aula e aos membros das equipes (estagiários, monitores, bolsistas) do Projeto Territórios Negros e do Programa de Educação Patrimonial.

Os interessados devem entrar em contato, para mais informações e para proceder com a inscrição (vagas limitadas), pelo telefone (51) 3288-9112/9117 ou pelo e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br.

2015.03.20 Cartaz Programação Corrigido

Ação Educativa em Arquivos

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A partir de hoje, sempre na terceira semana de cada mês, publicaremos artigos relacionados a ações educativas em instituições arquivísticas. A motivação para a escrita e compartilhamento de reflexões acerca do tema vem tanto das experiências cotidianas desenvolvidas no APERS nos últimos anos, quanto da percepção de que é necessário aprofundar a produção de conhecimento e o intercâmbio entre arquivistas, historiadores, educadores, estudantes e demais interessados na área.

Pensando o papel social dos arquivos e seu caráter enquanto lugar de memória, podemos afirmar que ainda há muito por fazer no Brasil para que tais instituições sejam socialmente reconhecidas em seu potencial educativo e cultural. Ainda que diversos arquivos brasileiros já desenvolvam ações educativas, hoje quando pensamos em visitar espaços culturais, quando imaginamos turmas escolares ou grupos da comunidade em contato com o patrimônio cultural, em geral nos remetemos a passeios em museus e bibliotecas, ao contato com acervos tridimensionais, com livros e coleções de periódicos. Para muitos a paisagem de estantes repletas de caixas e encadernações de documentos pode parecer complexa e ao mesmo tempo árida, pouco atrativa aos olhos do público geral, para além dos pesquisadores já habituados com esse cenário.

Entretanto, o estudo de ações no Brasil e em outros países, e a nossa própria experiência tem demonstrado que os arquivos podem, sim, ser qualitativamente explorados como espaços educativos, e que esse trabalho tanto contribui para a qualificação dos processos de ensino e aprendizagem nas escolas e espaços não formais de educação, quanto para que a sociedade conheça e reconheça a importância das instituições arquivísticas, e delas se apropriem.

2015.03.18 Ação Educativa em Arquivos Imagem2

Sabemos que na França, por exemplo, os “serviços educativos” vem sendo construídos e consolidados nos arquivos públicos desde a década de 1950. Como coloca Annick Pegeon, responsável pelo Serviço Educativo dos Archives Nacionales da França, “ao longo de décadas, o documento arquivístico fez, paulatinamente, sua entrada na escola, facilitada pela criação, na França, a partir dos anos de 1950, dos serviços educativos em arquivos, que oferecem aos professores e seus alunos oficinas e visitas pedagógicas destinadas a proporcionar a descoberta dos arquivos e dos grandes períodos históricos” (PEGEON, 2012). Outros países europeus, como a Itália e a Espanha, já desenvolveram uma trajetória maior nessa área.

No Brasil, podemos apontar que o final da década de 1980 – com a abertura democrática, a entrada em cena de diversos grupos e minorias reivindicando direitos e reconhecimento, e a chamada “Constituição Cidadã” – marcou um novo período nas relações da sociedade e do poder público com o patrimônio cultural, estando o patrimônio documental nesse bojo. Esse processo se expressou, entre outros textos legais e ações estatais, no novo texto constitucional, na legislação sobre salvaguarda e preservação do patrimônio, na Lei de Arquivos (8.189, de janeiro de 1991), e nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que passaram a considerar fundamental o contato com documentos históricos nas escolas para o estudo das Ciências Humanas e a compreensão dos processos históricos. Da década de 1980 para cá, certamente uma série de atividades nesse sentido têm sido levadas a cabo em arquivos.

2015.03.18 Imagem para Ação Educ em Arquivos

No APERS, especialmente a partir de 2009, passamos a dedicar um esforço considerável para consolidar ações na área da difusão, com especial atenção ao potencial educativo da instituição e de seus acervos, oferecendo oficinas, visitas guiadas, cursos de formação para professores, capacitações de oficineiros, propostas pedagógicas virtuais. A relação com a comunidade tem se estreitado cada vez mais, com demanda crescente e reconhecimento por parte de universidades, escolas e outras instituições de memória.

A categoria “Ação Educativa em Arquivos” surgiu de tudo isso: a partir da nossa experiência, do conhecimento de diversas outras experiências em arquivos do Brasil e de fora do país, e por acreditar na necessidade de institucionalizar a função educativa nos arquivos, e não apenas realizar ações isoladas ou circunstanciais. Através desses artigos mensais pretendemos contribuir para conectar pessoas e ideias, reunir e compartilhar informações, e contribuir com mais alguns tijolinhos na construção de uma visão global e social dos arquivos no mundo contemporâneo. Acompanhe!
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PEGEON, Anick. Uma Experiência Pedagógica em Arquivos: A disciplina “Arquivo” dos Archives nacionales da França. Acervo, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 89-102, jan./jun. 2012 – pág. 89. Disponível em: http://www.revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info/article/viewFile/562/447

Cinema no Arquivo: A Memória que me Contam

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No dia 26 de março de 2015, o APERS promove o projeto Cinema no Arquivo. Celebrando o Dia Internacional da Mulher e o aniversário de 109 anos do APERS, exibiremos o filme A Memória que me Contam, de Lucia Murat.

Este filme retrata a história da utopia perante o poder e as fragilidades, dúvidas e feridas íntimas daqueles que seus filhos ainda consideram como “heróis”. Ana, a personagem livremente inspirada em Vera Silvia Magalhães, é apresentada no filme como uma fantasia dos principais personagens. Para eles, ela aparece jovem, como quando eles a conheceram. No filme, Ana nos é apresentada pela construção das diferentes visões que cada um dos amigos tem sobre esta amiga “incomum”.

A ligação do Arquivo Público do RS, lugar de guarda e preservação de documentos, com este filme se faz presente a partir do momento em que une memória e história.

A exibição do filme será realizada às 18h30min, no Auditório Marcos Justo Tramontini – APERS. Logo após, teremos um debate com Jair Krischke, presidente da ONG Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH).

A entrada é franca e não exige inscrição prévia. Venha prestigiar mais um evento cultural do APERS! Participe! Para acompanhar o evento via Facebook, clique aqui.

2015.03.18 Cinema no Arquivo cartaz blog

Pesquisando no Arquivo: Registros Paroquiais

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     Nossa primeira indicação da categoria Pesquisando no Arquivo será sobre os livros de Registros Paroquiais. Você sabe o que esses livros informam? Vamos voltar no tempo…

     Em 1850, a Lei de Terras, regulamentada pelo Decreto 1.318, de 30/01/1854, criou a Repartição Geral das Terras Públicas, órgão responsável por dirigir a medição, dividir e descrever as terras devolutas e prover sua conservação; propor ao governo quais terras devolutas deveriam ser reservadas à colonização indígena e fundação de povoações, e quais deveriam ser vendidas, além de fiscalizar tal distribuição e promover a colonização nacional e estrangeira; realizar o registro das terras possuídas, propondo ao Governo a fórmula a ser seguida para a legitimação dessas terras e revalidação de títulos.

2015.03.18 Pesquisando no Arquivo     Estes assentamentos, chamados de Registros Paroquiais de Terras, tornaram-se obrigatórios para todos os possuidores de terras, sendo os vigários de cada freguesia os encarregados de receber tais declarações, que, por sua vez, deveriam ter duas cópias iguais, contendo nome do possuidor, designação da freguesia em que estão situadas, nome particular da situação (se o tiver), sua extensão (se for conhecida) e seus limites.

    Em nosso acervo, temos disponíveis alguns Registros Paroquiais de Terras, clique aqui e confira a lista de livros. Se você tiver interesse em pesquisar estes documentos, envie um e-mail para saladepesquisa@sarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

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