Relatórios 2015 – DIDOC: Exposições e eventos

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2016.01.27 Relatórios 2015 DIDOC - Exposições e eventos

Cumprindo seu papel social enquanto instituição pública de caráter cultural, em 2015 o APERS promoveu, sediou e participou de cursos, eventos e exposições, além dos já referidos no âmbito das ações educativas.

Entre os dias 31 de setembro e 02 de outubro foi da vez da III Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos, evento realizado bianualmente em parceria com o Departamento e o PPG em História da UFRGS e a Associação dos Amigos do APERS. Esta é uma atividade que envolve planejamento e trabalho ao longo de todo o ano, desde a construção do regulamento do evento, que estabelece as normas para participação de comunicadores e ouvintes, até a leitura e avaliação de trabalhos, montagem de mesas de debate e da estrutura do evento.

Em 2015 a Jornada contou com três mesas de debates, uma conferência, uma oficina, 44 trabalhos apresentados em sessões de comunicações, e com um público ouvinte que chegou a cerca de 100 pessoas. Tivemos a presença de pesquisadores de diversas regiões do estado e do país, com destaque para o interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá. No primeiro semestre de 2016 vamos trabalhar na organização dos anais do evento, que divulgarão os artigos que foram a base para as comunicações apresentadas, e de um livro, construído a partir de textos produzidos pelos palestrantes, que participaram das mesas, oficina e conferência. Novidades em breve!

2015 também viu nascer os anais da XII Mostra de Pesquisa do APERS, evento realizado em 2014, cuja publicação em formato de e-book já está disponível. Clique aqui para acessar.

Em 2016 teremos a XIII Mostra, espaço que visa contribuir para a divulgação e discussão da recente produção intelectual das ciências sociais, humanas e da informação, promovendo a interação entre a comunidade pesquisadora e desta com os órgãos de guarda de acervos; incentivar a utilização de fontes primárias documentais em trabalhos de pesquisa e a realização de estudos a respeito de instituições de memória, suas funções e ações, e divulgar locais de pesquisas e seus respectivos acervos documentais. Fique atento ao blog para acompanhar o lançamento do regulamento, e participe!

De maio a agosto o Arquivo Público do RS também promoveu o Cinema no Arquivo, projeto que teve por objetivo disponibilizar espaços culturais para servidores da Casa, para o público que utiliza nossos serviços e para o público em geral através da projeção de filmes de longa e curta-metragem.

Nesse período foram exibidos dois longas-metragens: Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio; e O Ilusionista, de Jos Stelling; e dez curta metragem: O Comitê, de Peter Sykes; Inhabitants, de Artavazd Peleshian; H2O, de Ralph Steiner; Regen, de Joris Ivens; Ilha das Flores, de Jorge Furtado; Unglassed Windows Cast a Terrible Reflection, de Stan Brakhage; A Concha e o Clérigo, de Germaine Dula; Madame Tuti-Putli, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski; e a coletânea de curtas produzidos entre 1896 e 1906, por Alice Guy; além de duas produções audiovisuais de média e curta-metragem criadas a partir de imagens selecionadas do youtube com música autoral do grupo Dimensão Experimental: 1914 e Brasil um retorno a razão!?, ambos de Klaus Farina. Para saber mais, clique aqui.

Em 2015 nosso Espaço Joel Abílio Pinto dos Santos recebeu três exposições:

  • A (des)urbanização do meio ambiente: exposição fotográfica, que compôs o projeto Cinema no Arquivo, em parceria com o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, tendo como temática o meio ambiente, de 11 de maio a 26 de junho.
  • Mundos de dentro, mundos de fora: trabalhos artísticos de Carlos Giovane de Oliveira, Jacqueline Krueger e Teresa Noeci Brito da Silva, frequentadores da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, de 13 de julho a 14 de agosto, esta exposição também compôs o projeto Cinema no Arquivo.
  • Exposição de Banners do Memorial Jesuíta da Unisinos: reprodução de parte da Coleção de Obras Raras e Especiais do Memorial Jesuíta da Unisinos, de 13 a 28 de novembro.

No ano que passou o Arquivo Público do RS também participou e apoiou diversos eventos, cedendo seus espaços culturais e contribuindo na divulgação dos mesmos:

  • Programa Memória do Mundo – Oficina para Preparação de Candidatura Edital MoWBrasil
  • Lançamento do livro: Genealogia de Famílias Viamonenses
  • Lançamento da antologia 2ª Guerra Mundial – Reflexos no Brasil
  • Mês da Cultura de Santa Maria
  • Lançamento o Guia de Fundos das Câmaras Municipais do Rio Grande do Sul: período Colonial e Imperial – 1747 a 1889
  • I Jornada do GT História da Infância, Juventude e Família da ANPUH-RS
  • VIII Jornadas do GT Mundos do Trabalhos
  • Ciclo de Cinema e Debates “Mulher, Mulheres: história(s), gênero(s) e feminismo(s)”
  • Lançamento do livro Primitivos Digitais: uma abordagem arquivística

Contamos com a ampla participação de todos em nossos próximos eventos!

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Participe das ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS em 2016!

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2016.01.20 para Regulamento PEP 2016

Nosso Programa de Educação Patrimonial está entrando em seu oitavo ano de atividades. A cada novo período buscamos inovar e qualificar os serviços prestados. Nesse sentido, e no intuito de estreitar os laços entre escolas, Universidade e Arquivo, aprofundando os processos de ensino-aprendizagem a partir do patrimônio cultural vinculado ao ensino de História e à arquivística, no ano de 2016 a participação das turmas nas oficinas de Educação Patrimonial oferecidas nas dependências do APERS será compreendida como parte de um projeto, orientado pelo PEP em contato com professores e coordenações pedagógicas das escolas, desenvolvido ao longo do ano letivo de 2016, e norteado pelo Regulamento PEP 2016. Clique aqui para acessá-lo.

Pedimos ampla divulgação do regulamento, pois todos os agendamentos de oficinas para o ano serão feitos a partir dele.

Professora e professor, leia atentamente, divulgue entre sua rede de contatos, converse com colegas na Escola, e já insiram a participação no Programa em seu plano de ensino para o ano, prevendo as etapas desenhadas pelo regulamento: preparação das turmas antes da vinda à oficina, vivência das oficinas no APERS (com transporte oferecido pelo PEP), e aprofundamento da discussão sobre educação a partir do patrimônio em sala de aula, que resultará em um produto a ser exposto na Mostra PEP de Final de Ano, na primeira semana de dezembro de 2016.

Os “produtos” poderão ser textos, poesias, fotografias, maquetes, peças teatrais, fanzines, ou tudo aquilo que as(os) estudantes possam criar a partir do contato com o patrimônio salvaguardado pelo Arquivo Público, com o conhecimento construído a partir da participação no Programa, e pela reflexão a respeito dos bens culturais de nossa sociedade, do bairro, da comunidade escolar. Todas as atividades são gratuitas e poderão ser orientadas pela equipe do PEP, composta por servidores, professores, estagiários e bolsistas da UFRGS e do APERS.

Conforme regulamento, as inscrições das escolas interessadas em participar serão recebidas até o dia 21 de março de 2016, através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Dúvidas poderão ser elucidadas pelo mesmo endereço, ou do telefone (51) 3288-9117. Estamos empolgados com as possibilidades que se abrem em 2016, e desejamos contar também com a empolgação de professores(as), coordenações pedagógicas, direções, pais e estudantes! Participem!

Comarcas de Bagé e Canguçu/Piratini disponíveis para consulta online

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Está disponível via sistema de Administração de Acervos Públicos (AAP) no portal do Arquivo Público do RS a pesquisa dos dados dos documentos referentes às Comarcas de Bagé e Canguçu/Piratini do acervo do Poder Judiciário.

Após 1 ano e 2 meses de trabalho, foram revisados e indexados os dados de 14.152 processos que estão distribuídos em 531 caixas da Comarca de Bagé. O período compreende os anos 1848 a 1956. A Comarca de Canguçu, termo de Piratini, também foi revisada e indexada, totalizando 162 processos que estão em 08 caixas. O período compreende os anos 1909 a 1954.

Agora é possível pesquisar processos destes acervos, por parte ou período aqui. Se você tiver interesse em consultar estes documentos em nossa Sala de Pesquisa, envie um e-mail para saladepesquisa@smarh.rs.gov.br e solicite seu atendimento!

Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na Área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, quase todas as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição. Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica.

Logo Laranja

Para a segunda edição do projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas, foram construídas propostas de trabalho para a sala de aula com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos. Essas propostas foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog do Arquivo, com os seguintes objetivos:

  • Contribuir, a partir de mais uma ação dentro da perspectiva da Difusão Cultural e das Ações Educativas, para a divulgação dos acervos do Arquivo e das suas potencialidades;
  • Contribuir para o uso de fontes arquivísticas no trabalho pedagógico desenvolvidas nas escolas de Educação Básica;
  • Fomentar discussões, no âmbito dos processos de ensino-aprendizagem, em torno dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva histórica.
  • Divulgar e incentivar a utilização, tanto para pesquisa quanto para o ensino, de documentos tais como os processos administrativos de indenização, inventários e processos-crime do período da escravidão, de processos de desquites e divórcios, de processos administrativos da Secretaria da Justiça, dentre outros que trabalhados.

Até o dia 28 de novembro, foram produzidas 6 propostas pedagógicas, com em média, 36 páginas cada uma. Desde o início da segunda edição até a metade do mês de dezembro as propostas pedagógicas tiveram cerca de 108 visualizações no Blog Institucional.

Com o encerramento dessa segunda edição do projeto, ocorrerá a publicação de uma coletânea em volume único, contendo as seis propostas. Praticamente finalizada, o arquivo aguarda apenas ficha catalográfica e ajustes finais de formatação. Para o ano de 2016 está prevista a publicação da coletânea no mês de fevereiro e a interrupção da produção de novas propostas pedagógicas. Nesse caso, não haverá uma IIIª edição para o próximo ano, uma vez que a historiadora responsável pelo projeto se dedicará a outras atividades na instituição. De qualquer forma, permanece no horizonte da Divisão de Documentação a possibilidade de publicação das propostas elaboradas nas duas edições. Para isso, a equipe da Divisão estará atenta aos editais e possibilidades de captação de recursos para esse fim.

Outra atividade que demandou atenção das equipes da Divisão de Documentação foi a elaboração do projeto piloto Estágio Curricular para o Curso de História. O Estágio Curricular em História é um dos serviços educativos oferecido pelo APERS. Caracteriza-se por uma série de atividades destinadas ao cumprimento de estágio curricular obrigatório ou para horas complementares exigidas para integralização dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em História. Objetiva oportunizar aos graduandos dos cursos de história vivências relacionados aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. No projeto-piloto foram previstas a apresentação da instituição e dos processos de trabalho realizados por sua equipe, em especial a equipe de historiadoras do APERS; observação participativa de atividades realizadas por historiadores; prática monitorada de atividades previamente selecionadas pela equipe responsável pela supervisão do estágio.

O Estágio Curricular objetivou oportunizar aos graduandos dos cursos de História vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. Seis alunos do Curso de História da FAPA concluíram o estágio que contou com uma carga horária de 30 horas. Para o ano de 2016 foram planejadas as seguintes atividades: seminário sobre instituições de guarda de acervos e seus profissionais, e estágio curricular.

CaixaPedagogicaAinda entre as ações educativas, merece destaque o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Ele foi desenvolvido ao longo de 2014 a partir de recursos captados junto ao Prêmio Pontos de Memória 2012, do IBRAM (conforme registrado na aba “Projetos Patrocinados”). Em 2015 centramos o trabalho na finalização da montagem de 700 caixas pedagógicas, na distribuição das mesmas, e na divulgação dessa ação. Intencionávamos realizar parceria com a Secretaria Estadual de Educação para o processo de distribuição em todas as escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto originalmente no projeto aprovado pelo IBRAM. No entanto, como esta parceria não se efetivou, a entrega das caixas às escolas tornou-se mais morosa, exigindo que um responsável de cada instituição venha até o APERS retirar o material. Assim, após enviarmos e-mails para as Coordenadorias Regionais e Secretarias Municipais e divulgarmos em nossas mídias sociais, decidimos ampliar o público-alvo a partir do segundo semestre de 2015, passando a atender todas as escolas públicas que manifestem interesse em receber a caixa.

Ao longo deste percurso contamos com o auxílio da equipe do Departamento de Transporte da SMARH, que em diversos turnos cedeu um carro da Central de Veículos, com motorista, para visitar escolas de Canoas e Gravataí entregando as caixas. O motorista viajou sempre acompanhado por Davi dos Santos, estagiário que faz parte de nossa equipe de Ação Educativa. Registramos e agradecemos também o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA), que abriu espaço em seu IV Encontro de Educadores, realizado em outubro de 2015, para que pudéssemos entregar o material aos professores da rede municipal de Porto Alegre.

Até dezembro de 2015 foram distribuídas cerca de 400 unidades. Ainda temos um grande número de exemplares para fazer chegar aos estudantes e professores em 2016! Se você é professor(a), estudantes, ou membro de alguma comunidade escolar, comente sobre o projeto. Pergunte se a escola já recebeu o material, e caso haja interesse, entre em contato conosco através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou do fone (51)3288-9117.

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Dando prosseguimento a nossa série de publicações sobre as principais atividades desenvolvidas pelas equipes do Arquivo Público do RS em 2015, hoje publicamos o relatório a respeito do atendimento aos usuários, realizado pelas equipes da Divisão de Documentação – DIDOC, o qual consiste na disponibilização dos documentos na Sala de Pesquisa, na entrega de documentos comprobatórios aos cidadãos e na recepção de visitantes.

No ano de 2015 atendemos 6.149 usuários, os quais geraram 12.327 solicitações de atendimentos. Como usuários do APERS, aqui consideramos os usuários internos, servidores da Instituição, que demandam acesso aos documentos, visto que o processo de análise e tratamento técnico é uma atividade continua, o cidadão comum e os pesquisadores.

O atendimento ao cidadão comum consiste no fornecimento de cópias de documentos para fins comprobatórios, como certidões de nascimento, casamento e óbito. Em 2015 atendemos a 5.672 cidadãos, os quais requereram um total de 12.262 cópias de documentos, sendo que 2.886 cidadãos realizaram suas solicitações por telefone, 2.226 por e-mail e 2.258 presencialmente no balcão de atendimento do APERS.

Já o atendimento ao pesquisador é uma atividade técnica que demanda conhecimento do acervo, no que diz respeito tanto às tipologias quanto às localizações físicas no Arquivo. No que se refere ao atendimento ao pesquisador, ao longo do ano de 2015, nossa Sala de Pesquisa passou por uma série de reformulações que impactaram positivamente em nosso atendimento. Entre elas, podemos citar o fato de contarmos com uma sala individual para atender aos novos pesquisadores e aqueles que tem dúvidas quanto ao acervo a ser pesquisado, uma servidora da área da História com dedicação exclusiva para este fim, grupo de trabalho entrosado quanto a procedimentos e rotinas e atualização dos instrumentos de pesquisa já existentes. Estas melhorias se refletem em alguns números: em 2015, entre os meses de janeiro e dezembro, atendemos um total de 438 pesquisadores gerando 4.631 pedidos de documentação, sendo 186 solicitações realizadas por telefone, 2.159 por e-mail e 2.258 presencialmente. Em comparação ao ano anterior, em 2014, no mesmo período, foram atendidos 171 pesquisadores que realizaram 2.412 solicitações, isto é um aumento de 60% no número de pesquisadores e de 48% no número de solicitações de atendimento.

Quantidade de Atendimentos a Pesquisadores 2014-2015 Mensal

Quantidade de Atendimentos 2014-2015 Mensal

Outra atividade que desenvolvemos em 2015 foi a realização de visitas guiadas, que consiste na recepção e percurso com os visitantes pelas dependências da Instituição, tendo por objetivo apresentar e difundir o Arquivo Público do RS. Destaca-se, para tanto, os contextos arquitetônico, administrativo, histórico e cultural da Instituição, no ano que passou realizamos 50 visitas a 770 visitantes. Desde o mês de julho oferecemos, semanalmente, dois horários fixos de visitas guiadas, com duração de 1h30min, nas segundas-feiras às 14h30min e nas sextas-feiras às 10h.

Também participamos de 03 edições do Projeto Os Caminhos da Matriz, por meio do qual as instituições culturais que circundam a Praça se reúnem para oportunizar aos cidadãos visitas guiadas mensais e gratuitas, recebendo 72 visitantes e de uma edição da Caminhada orientada Viva o Centro a Pé, realizada pela Secretaria da Cultura (SMC), Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo e Programa Viva o Centro, recebendo 50 visitantes.

Para o ano de 2016, ressaltamos o nosso compromisso de continuar atendendo com qualidade, focados nas necessidades de cada usuário, buscando nessa relação próxima estarmos sempre atentos as demandas e buscando solucioná-las de maneira eficiente.

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APERS na Comissão Organizadora do XIII Encontro Estadual de História

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No ano de 2016 ocorrerá o XIII Encontro Estadual de História, promovido pela Associação Nacional de História – Seção Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá de 18 a 21 de Julho nas dependências da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), na cidade de Santa Cruz do Sul/RS, e versará sobre o tema Ensino, democracia e direitos, buscando dialogar com o atual contexto político da sociedade brasileira, relacionado às responsabilidades acadêmicas e sociais do ofício das historiadoras e historiadores.

No intuito de contemplar instituições diversas caracterizadas como possíveis espaços de atuação para estes profissionais, voltados tanto ao ensino quanto à pesquisa e ao patrimônio histórico-cultural, a Comissão Organizadora e Científica do Encontro será composta não apenas pela Diretoria e Conselho Fiscal da ANPUH-RS, e Comissão Organizadora Local, mas também por uma Comissão Interinstitucional, para a qual o Arquivo Público do RS foi convidado, sendo nela representado pela servidora Clarissa Sommer.

Os debates sobre o papel dos(as) historiadores(as) na sociedade atual serão amplamente aprofundados nos diversos fóruns do evento, desde as mesas redondas e conferências, passando por simpósios temáticos, minicursos e oficinas. Mais informações a respeito podem ser acessadas através da página do evento: clique aqui. Destacamos que as inscrições para proposição de simpósios, minicursos e oficinas já estão abertas, e se estendem até o dia 20 de março. Para a área de memória e patrimônio, interessante notar que serão priorizadas as oficinas propostas por professores e profissionais de arquivos, bibliotecas, museus e instituições afins.

Esteja atento(a) e participe! Seguiremos compartilhando novidades sobre o XIII EEH.

Relatórios 2015 – DIDOC: Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS

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O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), realizado nesta parceria institucional desde 2009, teve novidades, desafios e conquistas em 2015. Graças aos recursos captados através da UFRGS pelo Edital ProEXT, Programa de Extensão Universitária do MEC, ao empenho da equipe e a acolhida que o Arquivo dá ao público recebido em suas dependências, foi possível manter a realização das oficinas de Educação Patrimonial, do curso de formação para professores e da capacitação de oficineiros, entre outras atividades. Os recursos viabilizaram a contratação de transporte para o deslocamento das turmas até o Arquivo, e de bolsistas, que junto aos estagiários do APERS atuaram como oficineiros com ao público escolar, assim como a produção de um livro e de um folder do PEP.

Ao longo do ano foram ministradas 85 oficinas, atendendo um total de 1.769 estudantes. Foram 48 oficinas Os Tesouros da Família Arquivo (para 6º e 7º ano), 24 oficinas Resistência em Arquivo (para o Ensino Médio), e 13 oficinas Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia (para 8º e 9º ano). Se compararmos ao número de oficinas realizadas em 2014 entre abril e dezembro (128), aparentemente tivemos um desempenho menor, entretanto, 2015 foi palco de uma atividade bastante importante e enriquecedora: a reformulação da oficina Tesouros, a primeira criada pelo PEP, construída a partir de documentos relacionados ao contexto da escravidão no Rio Grande do Sul. Dedicamos boa parte do primeiro semestre a esta reformulação, em paralelo ao desenvolvimento da 5ª edição do curso de formação para professores. Nossa equipe participou dos encontros do curso – também voltado à temática da escravidão e da luta por liberdade –, desenvolveu pesquisa no acervo para selecionar documentos que abordassem os contextos e conceitos desejados, fez a digitalização, transcrição, reprodução e plastificação dos mesmos, criou materiais de apoio, pintou as novas caixas em MDF utilizadas na dinâmica… Tudo preparado com carinho entre março e junho, quando retomamos o recebimento das turmas, seguindo com oficinas entre junho e o começo de dezembro.

A nova  Tesouros está mais densa, focada na análise e problematização de documentos que ajudam a conhecer melhor a trajetória de mulheres e homens outrora escravizados, que resistiram no cotidiano por uma vida melhor. Os estudantes entram em contato com quatro diferentes tipos de carta de liberdade; com um testamento de um liberto que fazia parte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário; com um processo criminal em que uma criança negra, livre, de 11 anos foi sequestrada no Uruguai e escravizada ilegalmente aqui; com três inventários que demonstram diferentes estruturas de posse de escravizados, suas idades, afazeres e contexto social no qual estavam inseridos; e com a história do casal Ana e Manoel, contada a partir de um registro de compra e venda, de uma carta de liberdade e de um registro de casamento. Esse destaque dado à oficina Tesouros em 2015 explica a quantidade bem maior de práticas dela frente as demais: para testar o novo modelo, entre os meses de junho e julho agendamos apenas esta oficina, retomando as outras duas em agosto.

Quanto ao já mencionado curso de formação para professores, intitulado Educação Patrimonial e Cidadania: história da escravidão e da liberdade no RS, foi realizado entre os meses de abril e junho, em 10 encontros nas manhãs de sábado. Foram capacitados 38 professores, que concluíram as horas necessárias para o recebimento do certificado, além de duas servidoras do IPHAE e 11 estagiários e bolsistas da equipe do PEP. Para mais informações, veja o relatório do curso.

Devido à programação diferenciada, a capacitação de oficineiros também ocorreu de forma distinta no 1º semestre. Foi possível receber três estudantes da disciplina de Estágio de Docência III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS, que se incluíram no processo de reformulação da oficina, participando de alguns dos encontros do curso de formação, realizando visita ao conjunto arquitetônico do APERS, construindo materiais didáticos para a oficina Tesouros em parceria com a equipe do PEP, e finalmente realizando quatro práticas dessa oficina. No 2º semestre voltamos à capacitação em seu formato habitual, com 12 encontros, sendo quatro de aproximação com as oficinas e sua base teórica, dois de observação, e seis de práticas. Neste semestre foram capacitados 11 oficineiros.

Em 2015 também participamos de eventos promovendo a difusão do PEP:

  • No encontro Dos Ofícios de Clio V: Patrimônio e Diversidade Cultural, promovido pelo GT Acervos/ANPUH-RS, a historiadora Clarissa Sommer apresentou a comunicação intitulada “Oficina Os Tesouros da Família Arquivo e Caixa Pedagógica AfricaNoArquivo: ações educativas no Arquivo Público do Estado do RS e patrimônio negro”;
  • No XXVIII Simpósio Nacional de História da ANPUH-Brasil as professoras Carla Simone Rodeghero (UFRGS) e Claudira Cardoso (FAPA e IFRS) apresentaram a comunicação “O arquivo como espaço de ensino: experiências de educação patrimonial na parceria UFRGS-APERS”;
  • A oficina Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos foi apresentada na UNIVATES por Andressa Malhão, Clarissa Sommer, Deise Freitas e Nôva Brando, como parte da programação do IV Simpósio Internacional Diálogos na Contemporaneidade e Semana Acadêmica do Centro de Ciências Humanas e Sociais;
  • No XVI Salão de Extensão da UFRGS, Andressa Malhão e João Victor Câmara apresentaram a comunicação “Educação patrimonial e formação de professores: escravidão, liberdade e emancipação como demanda escolar”;
  • No XI Salão de Ensino da UFRGS foi a vez de Amanda Ciarlo e Guilherme Lauterbach apresentarem “De Patacho a Panxo: o uso de processos crime em oficinas de educação patrimonial sobre escravidão e liberdade”.

Como mencionado anteriormente, também produzimos o livro “PEP em revista: O Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS”, pensado em formato de revista, bastante ilustrado e dinâmico, que conta a história do PEP de 2009 até meados de 2015. O material está pronto, aguardando envio à Gráfica da UFRGS para impressão, e será lançado em seguida. Já o folder do PEP, produzido este ano, está impresso! Confira:

Fechamos o balanço de um ano tão produtivo agradecendo a participação de cada uma e cada um que colaborou de alguma forma para esta construção tão coletiva: estudantes de graduação e de cada escola, professores da Educação Básica, professores das Universidades, equipe PEP… Que 2016 seja ainda melhor!

Neste sentido, aproveitamos para informar que em 2016 o agendamento de oficinas será organizado a partir de um regulamento, que será publicado aqui no blog na próxima quarta. O principal objetivo é estreitar os laços com as escolas, fazendo com que as atividades de educação patrimonial extrapolem a vivência das oficinas no espaço do Arquivo, sendo aprofundadas na comunidade escolar. Informações pelo e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br. Até breve!

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