Núcleo de Ação Educativa do APERS: balanço de 2018 e perspectivas para 2019

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    O Núcleo de Ação Educativa do Arquivo Público tem se organizado a partir da consolidação na instituição de ações no âmbito da difusão em arquivos e dos usos educativos de seu patrimônio documental e arquitetônico. Vinculado à Divisão de Preservação, Acesso e Difusão (DIPAD), no último período tem contato com uma servidora formada em História e três estagiários também da História.

     Em 2018 as principais atividades desenvolvidas pelo Núcleo organizaram-se em torno do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS, que realiza oficinas para turmas escolares e formações para professores em parceria entre o Arquivo e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e da Jogoteca Educativa do APERS, projeto que visa a criação de jogos a partir do acervo e do patrimônio cultural em geral.

1. Construção da Jogoteca Educativa do APERS

Apostando no potencial dos jogos como ferramentas didáticas lúdicas, decidimos produzir jogos autorais que mobilizem documentos do APERS, o universo dos arquivos e do patrimônio cultural. O projeto envolve leituras, pesquisa, escrita, criatividade e produção “caseira” de tabuleiros, cartinhas e demais materiais de cada jogo.

As pesquisas para início da atividade iniciaram ainda em dezembro de 2017, envolvendo apropriação em relação ao uso de jogos em processos de ensino-aprendizagem, visita à Ludoteca da Faculdade de Educação da UFRGS, buscas pela internet a respeito de ações similares, etc. Em maio de 2018, o projeto foi lançado com o painel “Documentos e Jogos no Ensino de História”, realizado como parte da programação da 2ª Semana Nacional de Arquivos. A partir daí foram criados dois jogos: Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre – inspirado no jogo “Detetive” da Estrela; ambienta-se no período da ditadura civil-militar e convida os jogadores a desvendar um crime ocorrido em um dos lugares de memória marcados pelo regime na cidade; trabalha a partir do acervo da Comissão Especial de Indenização, salvaguardado pelo Arquivo, e Enigmas do Patrimônio – mescla resolução de charadas com a dinâmica de jogo da memória; trabalha conceitos do campo do patrimônio cultural e das instituições de memória.

Ainda no âmbito desse novo projeto outras ações foram importantes: como pode ser acompanhado em notícias anteriores aqui no blog, nossa equipe participou de diferentes eventos divulgando a jogoteca e sua primeira criação. Também servimos como campo de estágio para dois estudantes da disciplina Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, oferecida na Faculdade de Educação da UFRGS. Gustavo Ziehl e Carlos Casara, a quem agradecemos muito pela colaboração – estiveram 40 horas conosco participando de visita ao APERS e apresentação de suas atividades educativas, leitura e discussão de textos sobre educação patrimonial e jogos no ensino, realização de rodadas de teste do Caso X, contribuição na produção de seus materiais, contato com escolas para agendamento da atividades-piloto e, enfim, visita ao Instituto de Educação Flores da Cunha, à Escola Imperatriz Leopoldina e à Escola Oscar Pereira para aplicação do jogo, que teve excelente repercussão entre professores e estudantes.

A partir de maio de 2019 tanto o Caso X quanto o Enigmas do Patrimônio estarão disponíveis para locação por professores e professoras, que deverão cadastrar-se junto à Jogoteca, retirar e fazer a devolução dos materiais com a equipe de Ação Educativa. Informações pelo e-mail: acaoeducativa@planejamento.rs.gov.br.

2. Sequência às ações do Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP)

Nossa parceria com o Departamento de História da UFRGS, especialmente na pessoa da prof.ª Carla Simone Rodeghero, segue firme apesar de não termos tido acesso a editais externos para captação de recursos no último período – a exemplo do PROEXT, com o qual fomos contemplados em anos anteriores, mas que desde 2016 deixou de ser aberto. Contando com nossa equipe interna e com bolsistas contratados com recursos da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, cuja atuação concentramos no segundo semestre para dar conta da realização das oficinas sem alterações que desqualificariam a proposta.

Na 2ª metade do ano que passou reabrimos a agenda de oficinas para as escolas, ofertarmos nova capacitação de oficineiros, voltada aos estudantes da já referida disciplina de Estágio em Educação Patrimonial, e realizamos um evento especial de encerramento das atividades do ano.

Quanto à capacitação, organizada em 40 horas, envolveu encontros para apresentação das oficinas “Tesouros da Família Arquivo” e “Resistência em Arquivo”, encontros preparatórios para leitura, estudo e debate de seus materiais, observações das duas oficinas sendo realizadas por nossa equipe, e seis práticas de oficinas para cada um dos estudantes mencionados, de acordo com o agendamento das escolas. Agradecemos a Guilherme Pires Nunes, Ignacio Angues, Julien Mello, Mariana Silva, Paula Ribeiro e Pedro Henrique Bastistella por terem se somado ao grupo do PEP, contribuindo com o oferecimento e qualificação de nossas oficinas.

Sobre as oficinas, em junho iniciamos o agendamento para as turmas escolares, processo que seguiu ao longo de quase todo segundo semestre, já que a agenda é bastante dinâmica. As visitas ocorreram entre 21 de agosto e 06 de dezembro, em um total de 39:

  • 01 oficina com aplicação dos jogos África No Arquivo e Caso X (para turma do curso de Museologia da UFRGS, disciplina Educação em Museus);
  • 10 Tesouros da Família Arquivo, para 6º e 7º anos do Ens. Fundamental;
  • 05 Desvendando o Arquivo: relações de gênero na história, para 8º e 9º anos do Ens. Fundamental;
  • 23 Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos, para 9º anos e Ensino Médio.

Entre as oficinas “Resistência em Arquivo” realizadas vale destacar a oferecida no dia 17 de julho, dentro da programação do X Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História, a convite da organização do evento.

Já a respeito do evento de final de ano, foi uma alegria fechar as atividades de 2018 recebendo no Arquivo, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, pessoas a quem respeitamos muito: Cláudio Weyne Gutierrez, Ignez Maria Serpa e Nilce Azevedo Cardoso compuseram a mesa “Vozes que não se calam! Direitos Humanos, Democracia, Liberdade”, realizada na tarde de 10 de dezembro, momento em que compartilharam suas histórias de luta contra a ditadura com servidores do APERS, equipe do PEP, professores e estudantes que lotavam nosso auditório. Seus processos de indenização fazem parte do acervo e são utilizados durante a oficina Resistência em Arquivo.

3. Perspectivas para 2019

Nossa atuação em 2019 terá uma organização similar à dos anos anteriores, mesclando ações vinculadas ao PEP (com a UFRGS) e iniciativas educativas do APERS.

Nessa primeira metade do ano já estamos envolvidos com atividades internas, como a retomada da divulgação e distribuição da caixa pedagógica AfricaNoArquivo, e a realização de pesquisas para atualização da oficina Resistência em Arquivo, que foi criada em 2013 e desde então, além da renovação física de seus materiais, não teve inserção de novos documentos ou conceitos. Ainda no 1º semestre, pretendemos criar mais um jogo educativo, dessa vez trabalhando conceitos arquivísticos; organizar nova edição do curso de formação para professores, que será realizado ainda esse ano; e produzir o 2º volume da publicação “PEP em Revista” (clique aqui para acessar o Vol. 1).

A partir de junho retomaremos o agendamento de oficinas, em julho voltamos a rearticular a equipe recebendo bolsistas da UFRGS, em agosto iniciamos o processo de capacitação de oficineiros, e no final de agosto abrimos as portas para as turmas!

Agradecemos a todas e todos que participaram das ações educativas do APERS em 2018! Cada momento partilhado com professores e estudantes dão sentido à nossa existência enquanto instituição pública. Também agradecemos a toda a equipe que se dedicou nesse último período para manter o PEP UFRGS/APERS em funcionamento:

  • Carla Simone Rodeghero (Professora Dep. e PPG em História, coordenadora do Programa de Extensão junto à UFRGS),
  • Clarissa Sommer Alves (Téc. Assuntos Culturais/Historiadora APERS),
  • Elincoln Lucas (Bolsista UFRGS),
  • Gustavo Ziel (Estagiário APERS),
  • Jéssica Gomes de Borba (Estagiária APERS),
  • Laryssa Fontoura (Estagiária APERS),
  • Marina Alburgeri (Bolsista UFRGS),
  • Paulo Fasolo Klein (Estagiário APERS),
  • Thiago Frazzon Arend (Bolsista UFRGS).

    Que 2019 seja um ano de muita produção criativa e realizações que contribuam para valorizar a área de arquivos e a educação em nosso país. Venham conosco!

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2ª Semana Nacional de Arquivos no APERS: Participe do Painel Documentos e Jogos no Ensino de História

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Cartaz Lançamento II Sem Nac de Arquivos

Como parte da programação da II Semana Nacional de Arquivos, o APERS realizará o painel “Documentos e Jogos no Ensino de História“, atividade que marca o lançamento público do projeto “Jogoteca Educativa do APERS“.

A mesa contará com palestra do prof. dr. Nilton Mullet Pereira (FACED/UFRGS), um dos organizadores do livro Jogos no Ensino de História, publicado pela Evangraf em 2013 – pode ser baixado aqui. Em sua trajetória como historiador doutor em Educação, Nilton tem produzido e incentivado reflexões sobre o uso de jogos no ensino.

Também participam Jéssica Borba, licenciada em História pela FAPA, atualmente cursando bacharelado em História na UFRGS, e Paulo Fasolo Klein, licenciado em História e bacharelando pela UFRGS. Ambos fazem parte do Núcleo de Ação Educativa do APERS, atuaram ativamente em 2018 na pesquisa e produção de jogos, e compartilharão com o público essa experiência.

A entrada é gratuita! Participe dessa e de outras atividades oferecidas na programação da II SNA. Faça sua inscrição clicando aqui.

Ação Educativa em Arquivos XI: experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (II)

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2016-09-28-acao-educ-em-arquivos-apcbh   A postagem de hoje na categoria “Ação Educativa em Arquivos” traz a continuidade da reflexão levantada no texto anterior, a partir das experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH). No final de julho apresentamos, de forma mais geral, as ações que vinham sendo desenvolvidas por este Arquivo desde a sua criação, na década de 1990. Hoje, vamos nos debruçar sobre os processos de reflexão que levaram à reformulação das visitas monitoradas à instituição e à formulação de novas compreensões que ajudaram a expandir os usos do Arquivo e de seus acervos nas ações educativas, para além da pesquisa e ensino sobre história local, como vinha sendo enfocado. Para acompanhar nossa análise, reveja o post anterior aqui.

   Alguns elementos levaram a equipe do APCBH a identificar a importância dessa reformulação: dificuldades percebidas em aplicar visitas que oportunizassem contato direto com os documentos, devido às limitações de infraestrutura do Arquivo (pouco espaço físico, sem área pedagógica ou para lanches e descontração, etc.); mudanças nas demandas das escolas a partir de transformações em seus currículos, que passaram a valorizar projetos transversais em detrimento às pesquisas sobre história local; percepção de que os documentos poderiam ser explorados para a construção de sentidos relacionados a identidades e memórias individuais e coletivas, gerando relações de pertencimento entre estudantes e arquivo, e não apenas para aprofundar conhecimentos sobre história local.

    Dois projetos foram fundamentais para que a equipe pudesse trabalhar nessa perspectiva: o projeto “Circuito de Museus”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, e o projeto “Arquivo 20 anos”, realizado para comemorar as duas décadas do APCBH.

    A partir do primeiro, foi possível receber retornos dos estudantes quanto à visita ao Arquivo, já que ao final das visitas do circuito eles registravam suas impressões em materiais que compuseram uma exposição. Tais retornos evidenciaram a dificuldade dos jovens em se reconhecer no espaço do Arquivo, demonstrando que a dinâmica relacionada à história da cidade a partir de documentos fotográficos ficava registrada para eles como mais uma aula de História, quase sem relação entre o acervo manuseado e a instituição que o salvaguardava. A visita ao Arquivo seria mais uma visita a um “museu”, porém sem os atrativos de um museu?!

    Já o segundo, oportunizou recursos para a contratação de uma consultoria na área, para a produção de sinalizações interpretativas plotadas em determinados espaços do Arquivo, trazendo reflexões apresentadas por uma “mascote” ao longo do percurso da visita, para a impressão de fac-símiles de documentos que seriam manuseados pelos grupos escolares, e para a montagem de kits pedagógicos com materiais para conservação preventiva de documentos (luvas e máscaras, lápis 2B, borracha, tecido, produtos caseiros para evitar infestação por pragas, etc.) dos próprios estudantes – viabilizando uma dinâmica de relação entre a preservação dos documentos do Arquivo e dos documentos pessoais dos visitantes. O próprio percurso da visita foi ampliado, passando agora por depósitos de acervos em diferentes estágios do tratamento documental, demonstrando a dinamicidade do trabalho cotidiano nos processos de gestão documental.

    Estas observações e conquistas oportunizaram a introdução da discussão sobre preservação e valoração dos documentos de arquivo, em paralelo aos documentos produzidos pelos próprios indivíduos ao longo de sua trajetória de vida. Assim, conceitos fundamentais à área de arquivos foram trazidos para dentro das visitas, debatendo a formação de acervos e fundos, valor informacional, formato e suporte dos documentos, etc.

    Algumas destas problematizações têm nos acompanhado ao longo do trabalho desenvolvido pelo APERS no campo da ação educativa, e o diálogo com o trabalho de outras instituições certamente é importante para que possamos nos atualizar, qualificar e ter estímulo para seguir. A experiência mineira evidencia dois pontos que, para nós, também são claros: a importância da avaliação constante do trabalho, expressa pelo salto de qualidade que foi possível dar a partir dos retornos e exposições produzidos pelas turmas, e a necessidade de recursos para o desenvolvimento do trabalho – no caso do APERS, a parceria com a UFRGS tem sido fundamental para que possamos investir na produção de reproduções de documentos, materiais pedagógicos em geral, contratação de bolsistas e de transporte para as escolas, compra de equipamentos, entre outros elementos.

    Certamente é possível realizar bons trabalhos com criatividade e empenho das equipes, mas nossa trajetória tem demonstrado a centralidade de lutar para que o poder público reconheça a importância da valorização das instituições de memória, e dos Arquivos, destinando condições materiais e humanas para aprofundar ações culturais, educativas e de gestão. Além disso, o diálogo com as experiências de Belo Horizonte nos fazem refletir sobre a importância de conectar oficinas de demais ações educativas com o papel técnico, político e social dos arquivos. Isso pode ser dado a partir de temáticas e reflexões históricas, mas elas precisam estar conectadas ao nosso tempo presente, e fazerem sentido para indivíduos e coletividades de agora. Por isso o investimento em temas que nos fazem pensar enquanto cidadãos e cidadãs de nosso tempo, como acesso à informação e ao patrimônio, relações étnico-raciais, relações de gênero, democracia e direitos humanos. Seguiremos!

Ação Educativa em Arquivos X: experiências do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (I)

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Após algumas viagens mais distantes, que nos levaram a arquivos estrangeiros, na postagem deste mês e do próximo a respeito de ações educativas em arquivos voltaremos nossa atenção ao trabalho desenvolvido pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte. Este arquivo municipal foi fundado em 1991, mesmo ano de publicação da Lei de Arquivos no Brasil, nascendo voltado à modernização de tais instituições, engajado na construção de procedimentos de gestão documental amparados pela então nova legislação, em meio aos avanços democráticos vivenciados por nossa sociedade com o fim da ditadura e no contexto de promulgação da Constituição de 1988.

Nosso texto de hoje será referenciado especialmente no artigo “Educação Patrimonial e o Ensino de História em Instituições Arquivísticas: Ações educativas no Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte”, de Raphael Rajão Ribeiro, historiador e então chefe do Departamento de Tratamento, Pesquisa e Acesso do APCBH, e Michelle Cobra Torre, graduada em História e Comunicação Social, publicado pela Revista Acervo em volume de 2012. Neste trabalho os autores historicizam a trajetória das ações educativas desenvolvidas pela instituição, chamando a atenção para uma situação especial em meio à realidade arquivística que nos cerca majoritariamente: trazem à luz as experiências de um arquivo que vem se preocupando e atuando fortemente na área educativa desde sua fundação, compreendida como parte importante de suas ações de difusão. Por este motivo, decidimos dividir a reflexão em duas partes, apresentando de forma mais geral neste post os trabalhos desenvolvidos pelo APCBH até o ano de 2010, e no mês seguinte os processos de reflexão que levaram à reformulação de suas visitas monitoradas e à formulação de novas compreensões que ajudariam a expandir os usos do Arquivo e de seus acervos nas ações educativas para além da pesquisa e ensino sobre história local.

Raphael e Michelle refletem a respeito de tais ações buscando compreender os pressupostos teóricos e metodológicos que as embasaram ao longo dos anos, apontando para a escassez de produções específicas que fundamentem a educação em arquivos, assim como para a ausência de divulgação sistemática das ações levadas a cabo no país, o que teria contribuído para uma aproximação de referenciais do ensino de história e da educação patrimonial. Destacam que a presença de historiadores na equipe e o contato com referenciais franceses corroboraram para “maior ênfase na abordagem da instituição e de seu acervo pelo seu valor de evidência para o estudo do passado”. Nesse sentido, também teriam contribuído as novas diretrizes para a educação nacional constituídas no processo de redemocratização dos anos de 1980 e 1990, que colocavam a necessidade de se trabalhar com procedimentos de pesquisa histórica nas práticas de ensino-aprendizagem da Educação Básica.

Nesse percurso de análise, vão se debruçando sobre as atividades e projetos desenvolvidos desde a década de 1990, demonstrando como os serviços educativos demandados, especialmente pelas escolas, sempre estiveram presentes na vida do APCBH, contribuindo para seu reconhecimento social e fortalecimento de seus laços com a comunidade.

Para eles, a condição de arquivo municipal propiciou grande contato com as escolas da região, que apresentaram demandas por reproduções de documentos que pudessem ser usadas em sala de aula, assim como por visitações. Nos anos iniciais, em que a instituição Foto Visita APCBHestava instalada em um espaço diminuto, em salas da então Secretaria Municipal de Cultura, o Arquivo reproduziu uma amostra de seu acervo, que era levada às escolas. A partir da mudança para um espaço próprio, ocorrida em 1996, o APCBH passou a receber visitas do público escolar, que seguem sendo oferecidas até hoje. Daquele ano até 2010 as visitas monitoradas foram organizadas como espaço para apresentação tanto da instituição quanto da trajetória histórica do município, a partir de um trabalho didático com fotografias. Para qualificar a interação entre Arquivo e professores, estes eram convidados para realização prévia de visitas técnicas.

Em 1997, ano marcado pelas comemorações dos cem anos da capital mineira, foi lançado o Projeto Momentos de uma capital centenária, que teve como produto a reprodução 31 documentos fotográficos, em pranchas e em slides, que foram distribuídos para todas as escolas da cidade, retratando paisagens marcantes da história local. Apesar do mérito nas intenções do projeto, de sua qualidade ou abrangência no alcance, a ausência de acompanhamento mais sistemático do que era feito com o material nas escolas fez com que em muitos casos os kits não chegassem aos verdadeiros interessados, sendo tomados por indivíduos como um “presente” do Arquivo, e não como um material didático que deveria ser compartilhado por professoras e professores, socializado na biblioteca escolar.

A partir de 1999 iniciou-se o Projeto Histórias de Bairros de Belo Horizonte, em muito resultante da constante procura do Arquivo por estudantes das séries iniciais da Educação Básica, que desejavam pesquisar sobre a história local. O APCBH iniciou o “levantamento de fontes em seus acervos e nos de outras instituições de memória da cidade, sistematizado a partir da divisão espacial dos bairros”, e pensando produtos a partir do material coletado. Já em 2007 foi constituída uma equipe para “produzir uma coleção de cadernos paradidáticos APCBH 1voltados para o público de 9 a 12 anos”. Os primeiros exemplares da Coleção História de Bairros de BH foram lançados em 2008, contando hoje com nove cadernos, mais o volume dedicado ao professor. Todos podem ser baixados pela internet, acesse aqui um dos exemplares! Estes produtos colocaram o Arquivo em uma nova posição: deixaria de envolver-se apenas com o processo de seleção de fontes que seriam trabalhadas pelos professores em sala de aula, colocando-se como agente ativo, produtor de reflexões e propositor de metodologias no campo do ensino de história, evidenciando a pertinência da atuação de outros atores na confecção de materiais didáticos, para além dos profissionais diretamente envolvidos com as escolas e do grande mercado editorial brasileiro do livro didático.

Em 2003 foi lançado o material Vídeo Documento, com 11 minutos de duração, conduzido pela narrativa de uma criança chamada Davi, estudante que entra em contato com o Arquivo a partir de uma proposta de atividade feita pela professora. Já buscando ampliar a percepção dos acervos como documentos que informam sobre o passado, o foco do vídeo é discutir “o sentido daquele arquivo público municipal como patrimônio da cidade. Para tanto, parte-se das referências da criança: seu arquivo pessoal e a variedade de documentos que o compõem; suas vivências na cidade, como o uso do transporte coletivo; os locais que reconhece na documentação histórica, como o parque central da cidade; a importância de se preservar os documentos e os critérios utilizados para isso”. O material foi reconhecido pelo IPHAN com o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade na categoria de melhor ação de Educação Patrimonial do ano, e passou a ser utilizado nas visitas monitoradas.

APCBH 2Em 2007, para qualificar a preparação das e dos professores, e consequentemente das(os) estudantes, às visitas, foi publicada a cartilha “Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte: informação e memória”, que pode ser acessada aqui. Nela são apresentados conceitos importantes para a compreensão das funções de uma instituição arquivísiticas, suas atividades nos processos de gestão documental, salvaguarda, difusão e acesso ao patrimônio cultural documental , além de apresentar o APCBH, sua história e acervos, trazer orientações para melhor organização e aproveitamento da visita, e sugestões de atividades para a sala de aula.

As produções aqui evocadas evidenciam a centralidade dada pelo APCBH às ações educativas enquanto elemento constitutivo de sua identidade enquanto instituição pública de arquivo. O sucesso e reconhecimento do trabalho, agraciado com parcerias, recursos captados externamente e premiação em nível nacional, certamente está relacionado à dedicação de uma equipe constituída e consolidada para esta área, e à compreensão, por parte da instituição como um todo, do potencial e do papel social dos Arquivos enquanto espaços de memória, cultura e educação. Seguiremos com essa reflexão!

Ação Educativa em Arquivos IX: serviço educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

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Torre do TomboRetomando nossa série de postagens sobre ação educativa em arquivos, hoje abordamos as atividades desenvolvidas pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, localizado na cidade portuguesa de Lisboa, instituição importantíssima para pesquisadores do mundo inteiro, que abriga acervo milenar e, em muitos aspectos, intimamente relacionado à história do Brasil e dos demais países que foram colônias portuguesas.

Sua data de criação é incerta, e remonta ao século XIV. A mais antiga certidão expedida é de 1378. Desde então até o ano de 1755 funcionou como Arquivo do rei e dos seus vassalos, da administração do reino e das possessões ultramarinas, servindo à administração régia, emitindo certidões e franqueando a consulta a poucos pesquisadores. Apenas no século XIX as atribuições do Arquivo alargaram-se à formação de funcionários e ao ensino da Diplomática, em um processo que pouco a pouco trouxe a compreensão contemporânea do Arquivo como instituição voltada à sociedade.

Hoje, como um dos arquivos de âmbito nacional da rede portuguesa de arquivos, é subordinado à Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, serviço central da administração direta do Estado português, que por sua vez é integrado à Secretaria de Estado da Cultura. Tem investido em sua difusão por meio do Serviço Educativo, compreendido como uma necessidade para fazer valer os dispositivos legais que reconhecem o papel sócio cultural dos arquivos e do patrimônio por eles salvaguardados, conforme podemos acompanhar através do artigo “Conhecer e visitar: o Serviço Educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo”, de Maria de Lurdes Henriques.

Em um cenário marcado pela visão de que os arquivos seriam instituições eminentemente voltadas a apoiar a administração pública e atender a demanda de pesquisadores, nos quais pouco ou nenhum espaço sobraria para a educação. Maria de Lurdes enfatiza o esforço que fora empreendido nos últimos 10 anos, até mesmo entre os profissionais da área, para convencer sobre a necessidade de ir além das visitas tradicionalmente oferecidas ao público interessado em conhecer o Arquivo, passando a assumir uma postura pró ativa no campo da educação para a cidadania, buscando atrair novos públicos e atuando de forma articulada às escolas, afinal, somente é possível valorizar e divulgar aquilo que se conhece.

No caso português, o ainda jovem Serviço Educativo passou a oferecer “visitas temáticas apoiadas em textos didáctico-pedagógicos, complementados por documentos seleccionados, que poderão ser visualizados em diferentes suportes, do original ao digital”. São abordados temas como as origens e evolução da Língua Portuguesa; literatura e censura literária; formação e evolução do Estado Português; minorias étnicas e religiosas, entre muitos outros.

Guardar-memorias_abrir-caminhosO primeiro produto editado e publicado pelo Serviço como material de apoio voltado a um público amplo, especialmente de professores e estudantes, foi o “Guia jovem: Guardar memórias… Abrir caminhos…”, distribuído gratuitamente em todas as bibliotecas escolares. Igualmente, passou-se a criar e produzir exposições e mostras documentais, como polo dinamizador para as visitas e a interação com o público, já que estas permitem abordagens diversificadas, com a construção de diálogos que dependem muito dos saberes e interesses trazidos pelos visitantes.

No mesmo sentido, o Arquivo assinou protocolo de colaboração entre a Direcção Geral de Arquivos e a Direcção Geral do Desenvolvimento e Inovação Curricular, por meio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, que coordena mais de 2 mil bibliotecas escolares, tendo como objetivo a sensibilização dos professores responsáveis pelas bibliotecas para as potencialidades pedagógicas e para a relevância dos recursos de informação disponíveis nos arquivos. Se as experiências cotidianas demonstravam que os professores muitas vezes não consideravam os arquivos como locais a visitar, tal como seriam bibliotecas, museus, monumentos ou sítios arqueológicos, o importante seria cativar e demonstrar o contrário. Esta proximidade com os professores tem sido valorizada em cada ação, especialmente no planejamento, construção e realização das visitas, pensadas de acordo com o perfil e os interesses dos grupos, em diálogo desde o agendamento, passando pela troca de materiais preparatórios, até a visita em si.

Maria de Lurdes também registra que a dedicação da instituição à digitalização de documentos contribuiu para a efetivação do Serviço Educativo, ao viabilizar a ampliação do acesso sem prejudicar a conservação dos originais.

Conhecer um pouco mais sobre as experiências portuguesas, em um país ibérico onde a arquivística é bastante desenvolvida, nos dá mais fôlego para seguir a diante na consolidação de nosso próprio serviço educativo, demonstrando que estamos na direção correta!

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Referência:

HENRIQUES, Maria de Lurdes. Conhecer e visitar: o Serviço Educativo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. ALA, n.27, 2012: 7° SIAT. Disponível em http://docplayer.com.br/4894782-Conhecer-e-visitar-o-servico-educativo-do-arquivo-nacional-da-torre-do-tombo.html, acesso em 24 mai 2016.

Relatórios 2015 – DIDOC: Ações educativas e culturais

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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul possui uma série de atividades na Área de Ação Educativa, sobretudo as vinculadas ao Programa de Educação Patrimonial, consolidadas e reconhecidas pelas mais diversas instituições ligadas à educação. De modo geral, quase todas as atividades são desenvolvidas dentro da própria instituição. Na intenção de darmos continuidade e estendermos essa aproximação, elaboramos o projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas que pretendeu levar um pouco do Arquivo Público até a escola, a partir da construção de propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição. O objetivo caracterizou-se pela disponibilização virtual de atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da educação básica.

Logo Laranja

Para a segunda edição do projeto APERS? Presente, Professor? Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas, foram construídas propostas de trabalho para a sala de aula com fontes arquivísticas, a partir do eixo temático História e Direitos Humanos. Essas propostas foram disponibilizadas, no formato PDF, no Blog do Arquivo, com os seguintes objetivos:

  • Contribuir, a partir de mais uma ação dentro da perspectiva da Difusão Cultural e das Ações Educativas, para a divulgação dos acervos do Arquivo e das suas potencialidades;
  • Contribuir para o uso de fontes arquivísticas no trabalho pedagógico desenvolvidas nas escolas de Educação Básica;
  • Fomentar discussões, no âmbito dos processos de ensino-aprendizagem, em torno dos Direitos Humanos a partir de uma perspectiva histórica.
  • Divulgar e incentivar a utilização, tanto para pesquisa quanto para o ensino, de documentos tais como os processos administrativos de indenização, inventários e processos-crime do período da escravidão, de processos de desquites e divórcios, de processos administrativos da Secretaria da Justiça, dentre outros que trabalhados.

Até o dia 28 de novembro, foram produzidas 6 propostas pedagógicas, com em média, 36 páginas cada uma. Desde o início da segunda edição até a metade do mês de dezembro as propostas pedagógicas tiveram cerca de 108 visualizações no Blog Institucional.

Com o encerramento dessa segunda edição do projeto, ocorrerá a publicação de uma coletânea em volume único, contendo as seis propostas. Praticamente finalizada, o arquivo aguarda apenas ficha catalográfica e ajustes finais de formatação. Para o ano de 2016 está prevista a publicação da coletânea no mês de fevereiro e a interrupção da produção de novas propostas pedagógicas. Nesse caso, não haverá uma IIIª edição para o próximo ano, uma vez que a historiadora responsável pelo projeto se dedicará a outras atividades na instituição. De qualquer forma, permanece no horizonte da Divisão de Documentação a possibilidade de publicação das propostas elaboradas nas duas edições. Para isso, a equipe da Divisão estará atenta aos editais e possibilidades de captação de recursos para esse fim.

Outra atividade que demandou atenção das equipes da Divisão de Documentação foi a elaboração do projeto piloto Estágio Curricular para o Curso de História. O Estágio Curricular em História é um dos serviços educativos oferecido pelo APERS. Caracteriza-se por uma série de atividades destinadas ao cumprimento de estágio curricular obrigatório ou para horas complementares exigidas para integralização dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em História. Objetiva oportunizar aos graduandos dos cursos de história vivências relacionados aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. No projeto-piloto foram previstas a apresentação da instituição e dos processos de trabalho realizados por sua equipe, em especial a equipe de historiadoras do APERS; observação participativa de atividades realizadas por historiadores; prática monitorada de atividades previamente selecionadas pela equipe responsável pela supervisão do estágio.

O Estágio Curricular objetivou oportunizar aos graduandos dos cursos de História vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores em instituições arquivísticas. Seis alunos do Curso de História da FAPA concluíram o estágio que contou com uma carga horária de 30 horas. Para o ano de 2016 foram planejadas as seguintes atividades: seminário sobre instituições de guarda de acervos e seus profissionais, e estágio curricular.

CaixaPedagogicaAinda entre as ações educativas, merece destaque o projeto AfricaNoArquivo: fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil. Ele foi desenvolvido ao longo de 2014 a partir de recursos captados junto ao Prêmio Pontos de Memória 2012, do IBRAM (conforme registrado na aba “Projetos Patrocinados”). Em 2015 centramos o trabalho na finalização da montagem de 700 caixas pedagógicas, na distribuição das mesmas, e na divulgação dessa ação. Intencionávamos realizar parceria com a Secretaria Estadual de Educação para o processo de distribuição em todas as escolas de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Viamão, conforme previsto originalmente no projeto aprovado pelo IBRAM. No entanto, como esta parceria não se efetivou, a entrega das caixas às escolas tornou-se mais morosa, exigindo que um responsável de cada instituição venha até o APERS retirar o material. Assim, após enviarmos e-mails para as Coordenadorias Regionais e Secretarias Municipais e divulgarmos em nossas mídias sociais, decidimos ampliar o público-alvo a partir do segundo semestre de 2015, passando a atender todas as escolas públicas que manifestem interesse em receber a caixa.

Ao longo deste percurso contamos com o auxílio da equipe do Departamento de Transporte da SMARH, que em diversos turnos cedeu um carro da Central de Veículos, com motorista, para visitar escolas de Canoas e Gravataí entregando as caixas. O motorista viajou sempre acompanhado por Davi dos Santos, estagiário que faz parte de nossa equipe de Ação Educativa. Registramos e agradecemos também o apoio da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA), que abriu espaço em seu IV Encontro de Educadores, realizado em outubro de 2015, para que pudéssemos entregar o material aos professores da rede municipal de Porto Alegre.

Até dezembro de 2015 foram distribuídas cerca de 400 unidades. Ainda temos um grande número de exemplares para fazer chegar aos estudantes e professores em 2016! Se você é professor(a), estudantes, ou membro de alguma comunidade escolar, comente sobre o projeto. Pergunte se a escola já recebeu o material, e caso haja interesse, entre em contato conosco através do e-mail acaoeducativa@smarh.rs.gov.br, ou do fone (51)3288-9117.

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Divulga APERS – Diretrizes 2016

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2016.01.06 Divulga APERS – Diretrizes 2015Hoje divulgamos as diretrizes gerais de nossas mídias virtuais e artigos periódicos que pretendemos publicar aqui no blog ao longo deste ano!

Para o blog institucional:

A partir de março as Técnicas em Assuntos Culturais Gigliori Rodrigues e Caroline Baseggio publicarão na categoria Pesquisando no Arquivo, na segunda semana de cada mês, artigos abordando as possibilidades de pesquisa nos acervos do APERS.

Na terceira semana a partir de março a Técnica em Assuntos Culturais Nôva Brando escreverá resenhas mensais de artigos publicados em edições de nossa Mostra de Pesquisa, instigando os pesquisadores a inscreverem seus trabalhos na edição de 2016.

Na quarta semana, a partir do mês de abril e de forma bimensal, nossa Técnica em Assuntos Culturais Clarissa Alves continuará a publicar seus artigos na categoria Mulheres no APERS, nos instigando ao debate sobre a temática tendo como ponto de partida o catálogo seletivo resultante do projeto “Afinal, onde estão as mulheres no APERS? Gênero, memória e história”. E a partir de maio Clarissa continuará a publicar na categoria Ação Educativa em Arquivos sobre experiências de ações educativas em instituições arquivísticas.

Na página no Facebook publicaremos chamadas para artigos publicados em anos anteriores em nosso blog institucional, nas terças e quintas-feiras, e claro, às quartas-feiras continuaremos a fazer as chamadas das publicações semanais! Assim, nas terças-feiras faremos chamadas para artigos publicados em 2015 nas categorias Ação Educativa em Arquivos, Acervo da Justiça e Pesquisa Histórica, AfricaNoArquivo, Mulheres no APERS, gênero e história, e Pesquisando no Arquivo, e nas quintas-feiras publicaremos chamadas para as dicas da categoria Mundos dos Arquivos publicadas na temporada de 2013.

Quanto ao Twitter continuaremos a postar, de segunda a sexta-feira, dicas que envolvam a área de atuação do APERS, além das chamadas para os conteúdos publicados em nosso blog institucional e replicações das postagens do Facebook.

Para 2016 desejamos que você continue a nos acompanhar pelas mídias, mas claro, também queremos sua presença em nossa Sala de Pesquisa, eventos e demais atividades que realizamos visando sua participação e interação!

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