Participe de nossa capacitação de oficineiros em Educação Patrimonial!

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A partir de hoje está aberto o período de inscrições para a segunda edição de 2014 da Capacitação de oficineiros, promovido pelo APERS em parceria com a UFRGS. O público-alvo são estudantes de graduação em História e demais áreas ligadas ao Patrimônio Cultural que estejam cursando a partir do 3º semestre, e o principal objetivo do curso de capacitação é oportunizar contato teórico e prático com a metodologia da Educação Patrimonial. Serão inscritos estudantes da disciplina de Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial, do curso de Licenciatura em História da UFRGS (que realizarão as atividades para cumprir seu estágio obrigatório), e demais interessados que pretendam receber certificado de 40h complementares.

O curso iniciará no dia 15 de agosto e está organizado em doze encontros. Os quatro primeiros são encontros teóricos, em que debateremos textos ligados à temática e conheceremos a metodologia das oficinas. Eles ocorrerão nos dias 15, 18, 20 e 22 de agosto, sempre às 14h, no auditório do APERS. O 5º e 6º encontro é reservado para a observação, em que os oficineiros devem acompanhar a realização de uma oficina pela equipe do Arquivo. A partir do 7º encontro ocorrerão as práticas, em que cada oficineiro acompanhará um pequeno grupo de alunos da Educação Básica ao longo de todo o turno da oficina, trabalhando com eles conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, a partir de um documento pertencente ao acervo do Arquivo.

As inscrições devem ser feitas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br, informando nome completo, instituição, curso, semestre e telefone para contato. Para acessar o cronograma, clique aqui. Participe!

 2014.07.30 Capacitação Oficineiros 2014.02

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APERS? Presente, professor! – Herança de Pai para Filho: resistência e conquistas nos registros de testamento

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2014.07.30 Herança de Pai para Filho_BlogNesta quarta, estamos disponibilizando a sexta proposta pedagógica do Projeto APERS? Presente, professor! Ela está inserida dentro do eixo temático Cativeiro e Resistência – a escravidão negra no Rio Grande do Sul a partir de fontes arquivísticas e recebeu o nome de Herança de Pai para Filho: resistência e conquistas nos registros de testamento. Tem como proposta a problematização das formas de resistência e das possibilidades de conquistas agenciadas por negros escravizados dentro do sistema escravista e as rupturas e permanências das condições de vida da população negra em nosso país. Acesse aqui o arquivo da proposta.

Caso o professor tenha interesse em  acessar uma  cópia  na  íntegra  da  fonte  utilizada  na  construção  da  proposta,  clique  em:  processo 1, processo 2. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

Ótimo trabalho professores!

Arquivos & conceitos: Gestão de documentos

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2014.07.30 Arquivos e conceito - Gestão

A gestão de documentos reúne os procedimentos realizados junto aos documentos acumulados organicamente desde sua produção/ recepção até sua eliminação ou guarda permanente, tendo práticas arquivísticas contínuas aos documentos recolhidos.

Entre seus objetivos estão: assegurar a produção, administração, manutenção e destinação dos documentos; garantir que a informação esteja disponível quando e onde for necessária a quem lhe é de direito; avaliar a documentação de acordo com seus valores, estabelecendo o seu destino em tabela de temporalidade; assegurar a eliminação dos documentos que não apresentem valor primário e secundário; e contribuir para o acesso e a preservação dos documentos que sejam de guarda permanente (LOPES, 1997).

De maneira geral a gestão de documentos se desenvolve em três fases: produção, utilização/ conservação e destinação. Conceitualmente estas fases se definem como:

  • Produção: ocorre na concepção e gestão de formulários, preparação e gestão de correspondência, gestão de informes e diretrizes, fomento de sistemas de gestão da informação e aplicação de tecnologias modernas a esses processos.
  • Utilização/ conservação: é a criação e melhoramento dos sistemas de arquivos e de recuperação de dados, gestão de correio e telecomunicações, seleção e uso de equipamentos, análise de sistemas, produção e manutenção de programas de documentos digitais e uso de automação nestes processos.
  • Destinação: consiste na identificação e descrição das séries documentais, estabelecimento de programas de avaliação e destinação de documentos, arquivamento intermediário, eliminação e recolhimento dos documentos de valor permanente.

Desta forma, a gestão documental possibilita a rápida localização da informação desejada, evitando o acúmulo de documentos que não apresentam valores que justifiquem sua guarda. Dentre os procedimentos da gestão documental, a classificação e a avaliação são primordiais para o êxito e racionalização deste processo. Conceitos que trataremos mais adiante!

XII Mostra de Pesquisa: Programação

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2014.07.23 Programacao XII Mostra     Divulgamos a programação preliminar da XII Mostra de Pesquisa do APERS, evento que ocorrerá no Arquivo Público do RS nos dias 09, 10 e 11 de setembro de 2014. Devido ao elevado número de trabalhos aceitos neste ano, acrescentamos um dia na programação para a apresentação dos mesmos. Clique na imagem para ler a programação.

     Participe como ouvinte! A inscrição é gratuita e com certificado. Faça sua inscrição através do email mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br

Arquivos & Genealogia: Habilitações de Casamento

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Enquanto pensava em como iria apresentar as Habilitações de Casamento para vocês lembrei de uma sopa que comi num restaurante tailandês, as palavras que encontrei para descrever foram: – É uma explosão de sabores! Ao pesquisar um processo de Habilitação de Casamento é mais ou menos isto que pode acontecer: – Uma explosão de emoções!!

Comecemos então por uma definição do que é a Habilitação de Casamento. Gostei do que está na Wikipédia: “Habilitação de casamento, habilitação para o casamento ou processo de casamento é o conjunto de documentos apresentados pelos noivos ao cartório do Registro Civil para que possam contrair matrimônio. Os documentos necessários são dispostos pelo Código Civil vigente à data do pedido de habilitação.”(Clique aqui para acessar o link).

Em geral podemos encontrar num destes processos:

  • Certidão de batismo ou certidão de nascimento dos noivos;
  • Passaporte, se for estrangeiro;
  • Declaração de testemunhas quando não há documentação;
  • Autorização dos pais para o casamento;
  • Data do casamento;
  • Assinaturas.

Disponibilizamos alguns exemplos de habilitações de casamentos de um mesmo município, em condições e épocas diferentes. Vejam que interessante, em um deles há um documento militar (Processo 1), em que há uma descrição das características do noivo. Em outro há um passaporte da România (Processo 2), que necessitou de tradução oficial! Analisem as páginas dos processos e vejam o quão interessante pode ser pesquisar nestes documentos.

Duas vantagens em relação aos Processos de Habilitação de Documentos: você pode procurar pelo sobrenome do noivo no índice do site do APERS, e pode encontrar as imagens digitalizadas no site do FamilySearch! Muitos voluntários, genealogistas ou não, estão fazendo índices das imagens para facilitar as buscas! Junte-se a eles e doe algumas horas de seu tempo livre para confeccionar o índice do município de seu interesse.

Que sua busca seja um explosão de emoções!!!!

Processo 1

Processo 1

Processo 2

Processo 2

Processo 3

Processo 3

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AAAP: Nossa oficina “Origens” foi um sucesso!

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Agradecemos aos palestrantes, painelistas e ouvintes que tornaram a oficina “Origens – Oficina de Genealogia”, realizada em parceira entre o Arquivo Público do RS e a Associação de Amigos do APERS, um sucesso!

Pela manhã, Adriana Weber e Daniel Teixeira Meilleres Leite compartilharam com os presentes dicas aos interessados em realizar uma pequisa genealógica para que saibam como e onde começar a pesquisa, os dados básicos que devem coletar, as possibilidades de informação de acordo com as tipologias pesquisadas, as fontes documentais disponíveis no APERS e no RS, entre outras.

Na parte da tarde participaram como painelistas: Vanessa Gomes de Campos, representando o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul – IHGRS, Nélio Jair Schmidt do grupo de pesquisadores “GenealogiaRS”, Viviane Velloso da empresa de assessoria em pesquisas “Oficina das Origens”, José Rommano Conzatti Giordani do Circolo Trentino Di Porto Alegre, Elimar de Castro Insaurriaga, representando o Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas – IHGPel, e Vera Lucia Maciel Barroso, representando a Casa dos Açores. Os painelistas expuseram aos participante informações sobre noções de pesquisas e instituições que tratam de acervos das principais etnias do nosso Estado.

Abaixo disponibilizamos alguns materiais apresentados durante a oficina!

Daniel Leite

Daniel Leite

Viviane Velloso - Oficina das Origens

Viviane Velloso – Oficina das Origens

Vera Barroso - Casa dos Açores

Vera Barroso – Casa dos Açores

Vanessa Campos - IHGRGS

Vanessa Campos – IHGRGS

Elimar Insaurriaga - IHGPel

Elimar Insaurriaga – IHGPel

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Alguns participantes questionaram sobre como se associar a AAAP – Associação de Amigos do Arquivo Público. Então, para se associar deve-se preencher a Ficha de cadastro de novos sócios (clique aqui para acessar). O valor da anuidade é R$50,00 e deve ser paga no Banrisul Ag. 0100 CC. nº 06.260.287.0-7. Após o pagamento, enviar email para aaaprs@gmail.com, com a Ficha devidamente preenchida, informando o nome do sócio e a data do pagamento.

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Arquivos & Diversidade Étnica: AfricaNoArquivo I

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Como divulgamos em publicação no dia 12/02 (aqui), através da Associação dos Amigos do Arquivo o APERS conseguiu captar recursos para o projeto “AfricaNoArquivo” junto ao IBRAM, que somados a recursos da UFRGS via Edital Proext – MEC oportunizará, entre outras ações, a distribuição para escolas públicas de caixas pedagógicas contento reproduções de documentos de nosso acervo, jogo pedagógico, textos e um vídeo de apoio.

Após um minucioso trabalho de pesquisa e seleção de documentos, que vem sendo realizado desde abril, nossa equipe escolheu um conjunto de seis documentos que foram digitalizados, transcritos, serão impressos, plastificados e organizados nos kits, previstos para serem distribuídos entre a última semana de outubro e a primeira de novembro. Hoje, como forma de divulgar essa ação, e de já principiar o compartilhamento das informações constantes nos documentos escolhidos, iniciamos dentro da categoria Arquivos & Diversidade Étnica uma série com três postagens, neste e nos próximos dois meses, elaboradas a partir de parte desses documentos. Esperamos que estes posts contribuam para aguçar a curiosidade de professores, estudantes e nossos usuários em geral, de forma que desejem conhecer melhor esse projeto!

Começamos pela história de Antônio Gaia, preto forro de nação nagô, da Costa da Mina, que no ano de 1883 deixou seu testamento registrado na cidade de Rio Grande. Aparentemente este é mais um entre tantos testamentos que fazem parte do acervo do Arquivo Público. Porém, quando olhamos com mais atenção nos damos conta de seu potencial e riqueza. Ele registra com um bom grau de detalhes a vida de um homem das classes populares e oprimidas que, ao contrário de grandes líderes ou homens abastados, a princípio não teria sua trajetória registrada e sua história de vida discutida nos dias de hoje. A análise desse testamento pode trazer uma série de elementos para problematizar o contexto da escravidão no Brasil, a resistência dos escravizados, as brechas abertas no sistema escravista a partir da atuação desses sujeitos históricos.

Com seus “cincoenta e tanto de idade” e já adoentado, como declara Antonio, o ex-escravo decide registrar suas últimas vontades, demonstrando que possuía família – reconhecendo oficialmente uma filha natural e uma companheira –, bens e uma rede de relações com outras pessoas já alforriadas que parece lhe aferir status de um homem reconhecido entre os seus, capaz de acumular pecúlio e contribuir financeiramente para que outros indivíduos alcançassem a liberdade, como é possível acompanhar através da transcrição de parte do documento:

[folha 1] Declaro que tenho uma filha natural de nome Zeferina Gaia, havida da finada preta forra de nome Leopoldina, a qual minha filha natural n’este momento solene, reconheço e legitimo, como se filha legitima fosse, e a considero e a instituo por herdeira universal de tudo quanto possuo. Declaro que deixo ao preto forro de nome Claudino, filho da finada preta Leopoldina, a quantia de quatro centos mil réis. Declaro que o preto forro, de nação Mina, de nome Natasso Lubi Marinho, que foi escravo do Visconde Pereira Marinho, da Bahia, me é devedor da quantia de nove centos e cincoenta mil réis, dinheiro este que faz parte, do que dei pela sua liberdade (…) [folha 2] Declaro que deixo a preta forra Izalina, minha companheira, todos os moveis e roupa que existirem dentro de minha moradia, do tempo do meo fallecimento.

Tanto no trabalho de pesquisa quanto de ensino, nas diferentes formas de escrita da história, o caso de Antonio pode ser muito ilustrativo de uma série de relações estabelecidas no cotidiano escravista que dizem respeito às formas de negociação entre senhores e escravizados, assim como pode suscitar discussões sobre como era a vida das pessoas escravizadas naquele contexto – que de alguma forma permitia que uma parcela desses homens e mulheres alcançassem a liberdade –, sobre sua origem étnica e cultural, o lugar de onde ele veio (Costa de Mina) e os elementos pertencentes a tal sociedade no contexto em que foi trazido ao Brasil, as contribuições de matriz africana que com ele atravessaram o Atlântico, etc.

Essas e outras questões serão levantadas a partir do projeto em questão, ao qual temos nos dedicado com muito carinho no último período, levando para dentro das escolas um pedacinho do APERS. Assim pretendemos contribuir para que educadores e educandos possam explorar os potenciais dos documentos como fonte de informação, de produção de conhecimento, de experiências de ensino e aprendizado mais dinâmicas, investigativas e instigantes. Em breve compartilharemos aqui mais informações e ideias de abordagem a partir de tais documentos.

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