APERS? Presente, professor! – Mobilidade Urbana e Violência no Trânsito

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2014.08.27 Mobilidade Urbana_BlogHoje estamos disponibilizando a oitava proposta pedagógica do Projeto APERS? Presente, professor! Ela está inserida dentro do eixo temático A Transversalidade nas Fontes – diversas fontes arquivísticas para diferentes trabalhos pedagógicos e recebeu o nome de Mobilidade Urbana e Violência no Trânsito, que tem como objetivo a problematização, a partir de um documento de Investigação Policial, da paisagem urbana atual, do seu funcionamento e de suas contradições a partir da historicização do desenvolvimento das cidades e do transporte urbano. Vamos abordar o tema da violência no trânsito como uma evidência do desrespeito ao direito à mobilidade urbana e à cidade, que entendemos ser estendido a todos os habitantes de uma determinada circunscrição territorial.

Acreditamos que esse material pedagógico, aliado a um referencial que perceba o acesso a múltiplas formas de sociabilidade dentro de uma cidade como um direito que dever ser estendido e garantido a todos, consiga auxiliar o professor no encaminhamento do complexo trabalho de desnaturalização das difíceis relações vividas dentro de um espaço urbano e de construção, junto aos alunos, de outras possibilidades de organizarmos as relações urbanas. Acesse aqui o arquivo da proposta.

Caso o professor tenha interesse em acessar uma cópia na íntegra do fonte utilizada na construção da proposta, clique aqui. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

Bom trabalho!

Oficina Resistência em Arquivo na Jornada de Ensino na FURG

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2014.08.27 XX Jornada Ensino de HistóriaEntre os dias 3 e 6 de novembro, acontecerá na Universidade Federal de Rio Grande (FURG) a XX Jornada de Ensino de História e Educação. No evento serão abordados temas como a formação e funcionamentos de espaços, laboratórios e núcleos, nos quais sejam discutidos permanentemente questões relativas ao ensino de história. Trabalhos sobre formação continuada, estágios e aplicação das Leis 10.639 e 11.645 terão debate garantido. Além disso, ocorrerão diversas oficinas de diferentes temáticas como, por exemplo, ditadura e direitos humanos, ensino de história e cinema, ensino de história e povos indígenas, cultura afro-brasileira e práticas pedagógicas.

Para essa edição, o Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS) foi convidado a apresentar a Oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos, que é oferecida para o público escolar do Ensino Médio nas dependências do Arquivo. Estarão envolvidas com essa tarefa as servidoras Clarissa Sommer, Nôva Brando e Vanessa Menezes que fazem parte da equipe do Programa de Educação Patrimonial, uma parceria entre APERS e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Confira aqui a programação completa do Evento.

AAAP convida: comemoração de seus 20 anos

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CONVITE 3

No próximo sábado: APERS entre “Os Caminhos da Matriz”!

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2014.08.27 Programação Caminhos da Matriz 2014

Arquivos & conceitos: Classificação documental

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2014.08.27 Arquivos e conceitos - Classificação

Para organizarmos um arquivo de maneira padronizada e inteligível aos seus usuários é preciso estabelecer métodos. Em se tratando da organização arquivística de documentos de arquivos, a classificação é o principal procedimento, pois dá suporte a realização dos demais. Basicamente este consiste em uma atividade intelectual, que visa agrupar os documentos de acordo com as funções e atividades do seu produtor.

Gonçalves (1998, p. 12) explica no manual “Como classificar e ordenar documentos de arquivo” que o principal objetivo da classificação é “dar visibilidade às funções e às atividades do organismo produtor do arquivo, deixando claras as ligações entre os documentos” e para tanto, identifica e articula os tipos documentais entre si intelectualmente, levando em conta as razões que foram determinantes para a sua elaboração.

Na arquivística alguns autores distinguem os conceitos de classificação e arranjo, sendo o primeiro utilizado para arquivos correntes e o segundo para os procedimentos referentes a documentos de caráter permanente. A materialização da classificação e do arranjo se dá, respectivamente, no plano de classificação e no quadro de arranjo, mas ambos têm por finalidade traduzir de maneira visual as relações orgânicas da documentação e servem como instrumentos de busca ao usuário. De acordo com o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, estes instrumentos devem ser elaborados a partir do estudo das estruturas e funções de uma instituição e da análise do acervo por ela produzido.

Ao pensar a classificação, a primeira tarefa a ser realizada pelo arquivista é o estudo minucioso da instituição produtora, o conhecimento profundo das atividades e funções da mesma para ter a compreensão do contexto de produção dos documentos, visando a construção de um plano de classificação objetivo e estável. De acordo com Gonçalves (1998), um plano de classificação deve ter três qualidades: simplicidade, flexibilidade e expansibilidade. Para a autora é fundamental que o plano seja claro e coerente, sem ambiguidades ou sobreposições, devendo ser continuamente aperfeiçoado e atualizado.

Como já comentamos aqui, a intenção do “Arquivos & conceitos” é informar os conceitos básicos das atividades arquivísticas ao público leigo. Mas claro, fica o convite para os arquivistas e demais interessados para debater tais conceitos. Até!

Capacitação de Oficineiros – Segundo Semestre/2014

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Nos dias 15, 18, 20 e 22 desse mês o Programa de Educação Patrimonial ofereceu a segunda edição do Curso de Capacitação de Oficineiro nesse ano de 2014. Dezesseis alunos de graduação, dos cursos de História, Pedagogia e Museologia, iniciaram em um total de 12 encontros. No primeiro dia, ocorreu a apresentação do Programa do Curso e uma Visita Guiada à Instituição. No segundo e no terceiro dia, vivenciaram as oficinas Tesouros da Família Arquivo e Resistência em Arquivo. No quarto dia, a partir de uma bibliografia pré-selecionada pela equipe do Programa, discutiram questões relativas à Educação Patrimonial.

Do quinto encontro em diante, a partir do agendamento de oficinas com as escolas e das disponibilidades de horários de cada cursista, ainda ocorrerão duas observações e seis práticas juntos as turmas que vivenciarão no Arquivo uma das duas oficinas mencionadas acima. Junto delas, os oficineiros poderão trabalhar com conceitos como memória, história, identidade e patrimônio, tomando como ponto de partida, documentos custodiados pelo Arquivo.

Com a edição de mais um Curso de Capacitação, esperamos que o Programa tenha contribuído para a apropriação, por parte dos graduandos, dos debates acerca dos usos dos bens culturais nos processos educativos.

XII Mostra de Pesquisa do APERS: inscreva-se!

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      A XII Mostra de Pesquisa do APERS acontecerá durante os dias 09, 10 e 11 de setembro, nos turnos da tarde e noite!

     A participação é gratuita; para se inscrever como ouvinte envie email com o seu nome completo para mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br. Para aqueles que atingirem 75% de presença será fornecido certificado de 30 horas.

     Participe! Venha prestigiar a apresentação de trabalhos de pesquisa elaborados a partir de fontes primárias! Confira a programação clicando aqui.

XII Mostra de Pesquisa APERS cartaz

Mulheres no APERS, gênero e história V

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A história de Emílio, 48 anos, comerciário, e de Emília, 28 anos, de afazeres domésticos, expressa fortemente o machismo e a desigualdade nas relações de gênero vividas em nosso país até ontem, e que de diversas formas ainda se manifestam, mesmo que as mulheres tenham conquistado mais liberdade e direitos. Essa história está registrada em um processo judicial de Anulação de Casamento do ano de 1946, em que Emílio solicita anulação do enlace matrimonial alegando que sua esposa não era mais virgem na noite de núpcias.

Segundo a versão do autor do processo, que pode ser acompanhada em seu depoimento pessoal, ao suspeitar no momento do ato sexual que Emília já havia sido “deflorada”, indagou-a a respeito, e ela teria dito que fora abusada por seu padrinho quando criança. Sem consideração pelo sofrimento da mulher, sem pensar na humilhação que ela poderia passar, exige que ela faça exames médicos para buscar atestar a quanto tempo não era mais virgem.

Conforme nos mostra o laudo médico (que expõe em detalhes constrangedores a intimidade da mulher), a perícia atesta que a “ruptura do hímen” teria se dado antes da noite do casamento, mas obviamente não com precisão quando exatamente se deu, e muito menos quem seria o autor do defloramento. Emílio decide então anular o casamento, ainda que Emília declare em seu depoimento que o próprio noivo “a experimentava com os dedos” antes da noite de núpcias e dizia que ela era “sãzinha” – ato que na opinião da ré poderia ter causado a ruptura do hímen antes das núpcias.

Podemos imaginar o quanto esta situação pode ser degradante, o quão humilhante deve ser ter que passar por um exame como esse, sem que em momento algum seja questionada a “virgindade” do homem ou os motivos pelos quais Emília tecnicamente não era mais virgem. O casamento foi anulado por este motivo, e a verdade é que a decisão da Justiça estava de acordo com Código Civil em seu art. 119, inciso IV.

Emília jura inocência, afirma nunca ter mantido relações sexuais com outro homem, contesta a versão de Emílio – de que ele teria se afastado da esposa quando percebeu durante o ato que ela não era virgem, informando que na verdade naquela noite e ao amanhecer ele teria mantido diversas relações com ela – e nega também o defloramento por parte do padrinho, afirmando que o mesmo havia tentado, mas que ela teria conseguido escapar.

Hoje, pelo menos para a maior parte das mulheres, a manutenção do hímen e da virgindade já não é uma cobrança extrema e motivo para desfazer um casamento. Porém, os tabus em relação ao sexo, a compreensão majoritária de que os homens podem e devem praticá-lo desde muito jovens e como quiserem, ao passo que as mulheres devem ser recatadas caso não desejem ser rotuladas e malvistas, ainda é uma realidade. Se os exames para “atestar virgindade” caíram em desuso, por outro lado o estigma segue perseguindo muitas mulheres que buscam viver sua sexualidade de forma plena e livre. Ainda temos muito com o que avançar, e acreditamos que o conhecimento e a reflexão sobre o passado pode nos ajudar a repensar o presente para transformá-lo.

O caso analisado hoje traz uma série de informações e detalhes que registram época de forma clara. Nesse sentido, para aprofundar a reflexão, no próximo mês retornaremos a este processo, dessa vez para analisar as opiniões e valores expressos pelas testemunhas e pela Justiça, na sentença.

APERS participa do XII Encontro Estadual de História ANPUH/RS

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     Na última semana, entre os dias 11 e 14 de agosto, aconteceu o XII Encontro Estadual de História ANPUH/RS: História, Verdade e Ética; onde foram exibidos pôsteres referentes às oficinas do Programa de Educação Patrimonial do Arquivo Público do RS (APERS) em parceria com a Universidade Federal do RS (UFRGS).

     A participação do APERS ocorreu no dia 12, na sessão de “Extensão”, onde os estagiários Gabriel Chaves Amorim e Guilherme Tortelli apresentaram o trabalho intitulado História, memória e verdade: reflexão sobre desafios éticos a partir da aplicação da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”; já o bolsista Gustavo Mor Malossi e o estagiário Eduardo Hass da Silva expuseram o trabalho denominado Patrimônio, Escravidão e Ensino: abordagens e desafios éticos no ensino sobre escravidão no Rio Grande do Sul a partir da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo”. Ambos trabalhos tiveram a orientação da servidora Clarissa Sommer Alves.

     Participar do evento permitiu a troca de experiências com pesquisadores de diferentes partes do Estado, dando subsídios teóricos e metodológicos para continuar desenvolvendo e aprimorando as atividades desenvolvidas no Programa de Educação Patrimonial, bem como possibilitou a divulgação das atividades, criando novas possibilidades de pesquisa e problematização.

Exposição: “Colômbia”

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2014.08.13 Exposicao Fotografica COLOMBIA no APERS

   Nesta segunda-feira, 18/08, às 16h30, será realizado o lançamento da exposição fotográfica Colômbia, no Arquivo Público do RS.

   A mostra é composta por 32 fotografias da artista Vania Mattos e foi organizada em parceria com a Comissão de Cultura do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.

   As imagens ficam em exibição até o dia 02 de fevereiro de 2015 e o horário de visitação é das 8h30 às 17h (Arquivo Público do RS: Rua Riachuelo, 1031, Centro, Porto Alegre). Venha prestigiar!

FONTE: Compilação do release enviado pela servidora do TRT4 Isadora Barcellos.

 

APERS? Presente, professor! – Esquemas Repressivos e Tortura

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2014.08.13 Esquemas Repressivos e Tortura_Blog   Hoje disponibilizamos a sétima proposta pedagógica do Projeto APERS? Presente, professor! que está inserida dentro do eixo temático A Resistência à Ditadura Civil-militar – das fontes arquivísticas para a sala de aula, 50 anos depois.

  Denominada de Esquemas Repressivos e Tortura, essa proposta tem como objetivo auxiliar na compreensão da construção de todo um aparato repressivo que sustentou a ditadura e da utilização da tortura como método sistemático aplicado por esse esquema, montado para varrer do território nacional qualquer tipo de oposição ao regime. Para construí-la, a equipe do projeto utilizou como fonte um processo de indenização de um ex-preso político do período, Antônio Pinheiro Salles. Acesse aqui o arquivo da proposta.

     Caso o professor tenha interesse em acessar uma cópia na íntegra do fonte utilizada na construção da proposta, clique aqui. Para acessar as propostas anteriores, clique aqui.

     Desejamos um bom trabalho!

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Post atualizado em 20 de agosto de 2014 – correção textual da proposta pedagógica.

Arquivos & Diversidade Étnica: AfricaNoArquivo II

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No dia 01 de agosto de 1835 Rita recebeu sua carta de alforria. Para muitos poderia ser apenas mais um pedaço de papel, mais uma de milhares de páginas registradas em livros de tabelionatos. Para Rita, um documento transformador, fundamental, conquistado através de muito trabalho, suor e luta. Para historiadores, estudantes, professores, pesquisadores em geral, é o registro de uma história de vida marcada pela escravização e repleta de informações e possíveis questionamentos que nos ajudam a compreender aquele período e seus desdobramentos na sociedade atual.

Rita, que vivia em Pelotas, fora ama de leite da filha de seu senhor, e era uma escrava “de ganho”, que vendia suas quitandas com a “licença” do dono. Assim conseguiu acumular pecúlio e comprar sua liberdade, por cento e tantos mil réis. A alforria foi entregue com a única “condição de nunca me faltar ao respeito devido, e a meus dessendentes”.

Pelo documento não temos como saber quantos anos ela tinha, se nasceu no Brasil ou foi trazida da África, se seguiu trabalhando para o ex-proprietário após a conquista da liberdade… Mas podemos nos aproximar um pouco mais desse passado, problematizando as relações sociais que se estabeleciam, os arranjos construídos entre senhores e escravizados, os primeiros no intuito de manter a escravidão por tantos séculos, os últimos para derrotá-la ou por amenizar sua condição de sofrimento diante do cativeiro.

A história de Rita já está registrada nesse documento, no verbete do catálogo de cartas de liberdade produzido pelo APERS, e também será compartilhada com milhares de estudantes e seus professores nas escolas públicas a partir da distribuição de caixas pedagógicas através do Projeto AfricaNoArquivo! Para aproximar-se mais dessa história, baixe as imagens da carta digitalizada e acompanhe as partes centrais de sua transcrição. Boa leitura e boa reflexão!

“Lançamento de huma carta de liberdade passada por Manoel José de Barros, a sua escrava preta, de nome Rita de Nação como abaixo se declara

Eu Manoel José de Barros attendendo ao serviço que me prestou a minha escrava Rita, de servir de ama de leite a minha primeira filha Anna Bernardina de Barros, e juntamente de me ter dado cento e tantos mil reis em dinheiro, que ganhou em quitandas com minha licença e por que a dita minha filha se interessa na liberdade da dita minha escrava. Hey por bem e de muito minha livre vontade, desde já dar-lhe a sua liberdade para todo o sempre unicamente com a condição de nunca me faltar ao respeito devido, e a meus dessendentes, e para clareza e sigurança de sua liberdade lhe passou o presente na minha residencia em Nossa Senhora da Luz aos vinte e hum de julho de mil oito centos trinta e cinco annos. Manoel José de Barros Reconheço verdadeiro a firma e letra supra por ser do próprio de que dou fé. Cidade de Pelotas primeiro de agosto de mil oito centos trinta e cinco.”

Rita p.1

Rita p.2

Explorando o SIARQ/RS: Utilizando a TTD

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explorando-o-siarqrs

      No Explorando o SIARQ/RS anterior, nossa postagem trouxe conceitos e explicações sobre a Tabela de Temporalidade de Documentos (TTD) para a Administração Direta do Estado. Hoje, a proposta é apresentar alguns exemplos práticos de como aplicá-la.

     Nesse sentido, visando a dar continuidade à dinâmica sugerida, aproveitaremos os exemplos utilizados na postagem relacionada ao Plano de Classificação de Documentos (PCD), clique aqui para acessá-la.

     Na ocasião listamos exemplos de documentos, explicamos e completamos com a Classificação (Série ou Subsérie) para cada um deles. Agora utilizando a TTD, vamos identificar os campos “Etapa de desenvolvimento da atividade”, “Prazo de guarda” e “Destinação” para os mesmos exemplos. Confira abaixo:

Documento (Descrição) Classificação    Entendimento / Identificação da temporalidade na TTD
Balancete Mensal: balanço realizado mensalmente com dados de materiais do almoxarifado. 2.7.2 Distribuir material permanente e de consumo Para a Série 2.7.2 temos 3 etapas de desenvolvimento da atividade: “Recebimento de material”, “Controle de estoque do material de consumo e permanente” e “Distribuição”. Assim pela descrição do documento é possível entender que se trata da etapa “Controle de estoque do material de consumo e permanente”. Identificada a etapa, já temos as informações de “Prazo de guarda” e de “Destinação” para o documento.
O prazo de guarda é condicionado, ou seja, a contagem do tempo dependerá da data de término do contrato com a empresa fornecedora, pois só a partir da data inicia-se a contar os “2 anos”. E a destinação para o documento é “Eliminação“, ou seja, será descartado.
Etapa do desenvolvimento da atividade: Controle de estoque do material de consumo e permanente.
Prazo de guarda: 02 anos após vigência do contrato.
Destinação: Eliminação.
Diário de bordo: serve como um controle de abastecimento e de viagem dos veículos, para uso dos motoristas. 2.6.3 Gerir meios de transporte do Estado A partir da Série 2.6.3 parte-se para a identificação da Etapa do desenvolvimento da atividade, como se trata de controle de abastecimento, dentre as opções, identificamos que é “Abastecimento”.
A seguir, verifica-se o prazo de guarda do documento: “02 anos” a contar do seu arquivamento. Neste exemplo é possível verificar a importância de identificar a Etapa correta, pois uma Série ou Subsérie pode ter etapas com prazos de guarda e destinação diferentes.Por fim, identifica-se a destinação que terá o documento após seu prazo de guarda: Eliminação.
Etapa do desenvolvimento da atividade: Abastecimento.
Prazo de guarda: 02 anos.
Destinação: Eliminação.
Processo Administrativo que solicita suplementação de verba. 1.2.2 Executar as ações orçamentárias A Série 1.2.2 possui 3 etapas do desenvolvimento da atividade. Como o processo é sobre pedido de mais verba, entendemos que o documento se refere à etapaObtenção de créditos adicionais”.
Verifica-se o prazo de guarda do documento, neste caso: “Enquanto vigente”. Significa que o documento deve permanecer arquivado enquanto a atividade está em execução e o mesmo for necessário ao órgão, não sendo possível especificar o tempo exato.
Por fim, identifica-se a destinação que terá o documento após seu prazo de guarda: “Recolhimento”, ou seja, deve ser guardado permanentemente, devendo ser encaminhado para o Arquivo Público do Estado do RS (conforme IN nº 04).
Etapa do desenvolvimento da atividade: Obtenção de créditos adicionais.
Prazo de guarda: Enquanto vigente.
Destinação: Recolhimento.
Processo administrativo solicitando revisão de aposentadoria. 2.5.7.4 Conceder a inatividade O processo, classificado na Subsérie 2.5.7.4, abrange a etapa do desenvolvimento da atividadeRevisão”, pois quer revisar uma aposentadoria já concedida.
Verifica-se o prazo de guarda do documento, neste caso: “30 anos após a aposentadoria”. Ou seja, prazo condicionado, necessário saber a data de aposentadoria do servidor para iniciar a contagem de 30 anos.
Identifica-se a destinação que terá o documento após seu prazo de guarda: “Eliminação”.
Etapa do desenvolvimento da atividade: Revisão.
Prazo de guarda: 30 anos após a aposentadoria.
Destinação: Eliminação.
Prontuário do apenado: dossiê com informações do apenado e suas movimentações, desde sua entrada no sistema penitenciário. 3.3.1 Cumprir a execução penal A Série 3.3.1 possui 3 etapas de desenvolvimento da atividade; pela descrição do documento pertence à etapa “Acompanhamento da execução penal”.
Seu prazo de guarda, neste caso é “Enquanto vigente”. Por fim, identifica-se a destinação que terá o documento após seu prazo de guarda: “Recolhimento”.
Etapa do desenvolvimento da atividade: Acompanhamento da execução penal.
Prazo de guarda: Enquanto vigente.
Destinação: Recolhimento.
Registro de ocorrência policial. 3.2.1 Registrar e apurar as infrações penais e civis Para a Série 3.2.1 são descritas 10 etapas de desenvolvimento da atividade. Dentre elas, identificamos como a etapa deste documento: “Registro de ocorrência”. Seu prazo de guarda é de 05 anos. Por fim, identifica-se sua destinação: “Eliminação”.
Ressalta-se que a Série 3.2.1 possui uma Observação muito importante, que interfere diretamente na Destinação de 2 das etapas: “Registro de ocorrência” e “Instaurar diligências de investigação policial nos crimes contra a pessoa”. Os documentos produzidos de 1964 a 1985, classificados nestas etapas, possuem destinação: “Recolhimento”.
Etapa do desenvolvimento da atividade: Registro de ocorrência.
Prazo de guarda: 05 anos.
Destinação: Eliminação ou, se produzidos de 1964 a 1985, Recolhimento.
Relatório geral anual (dos órgãos do Estado). 1.2.3 Acompanhar a execução financeira e operacional do Estado Dentre as etapas de desenvolvimento existentes para a Série 1.2.3, podemos verificar que o documento pertence à etapa “Elaboração de relatórios consolidados”. A seguir, verifica-se o prazo de guarda do documento, neste caso: “Enquanto vigente”.
Por fim, identifica-se a destinação que terá o documento após seu prazo de guarda: “Recolhimento”.
Etapa do desenvolvimento da atividade: Elaboração de relatórios consolidados.
Prazo de guarda: Enquanto vigente.
Destinação: Recolhimento.
Termo de responsabilidade por número de bem patrimonial: listagem emitida por sistema com a relação de bens móveis sob responsabilidade de determinado setor. 2.6.4 Gerir o patrimônio mobiliário A Série 2.6.4 possui 3 etapas de desenvolvimento da atividade, no caso este documento pertence à etapa “Registro e acompanhamento”.
Quanto ao prazo de guarda do documento: “05 anos após o julgamento de contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)”. Ou seja, prazo condicionado, é necessário saber se o TCE já julgou as contas do órgão em questão e quando, para iniciar a contagem de 5 anos.
Por fim, identifica-se a destinação que terá o documento após seu prazo de guarda: “Eliminação”.
Etapa do desenvolvimento da atividade: 05 anos após o julgamento de contas pelo TCE.
Prazo de guarda: Enquanto vigente.
Destinação: Eliminação.

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   Então, conseguiram compreender o uso da TTD para avaliar os exemplos de documentos expostos? Ressaltamos que, para qualquer documento, o exercício para classificar e avaliar segue o mesmo raciocínio! Na próxima postagem falaremos sobre os procedimentos para realizar a eliminação de documentos. Até breve!

     Para ler outras postagens sobre o SIARQ/RS clique aqui.

Divulga APERS – 3 anos!

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    O núcleo de difusão virtual do Arquivo Público do RS, Divulga APERS, está completando mais um ano de atividades!

    Ressaltamos que os objetivos do Divulga APERS são: tornar públicas as ações desenvolvidas na instituição; estimular a pesquisa em seus acervos e fidelizar nossos usuários; aproximar a sociedade e incentivar a sua participação nos eventos do APERS.

     Agradecemos a todos que acompanham nosso trabalho através das mídias sociais do APERS: Blog, Twitter, Fanpage no Facebook e email! Sua interação é o nosso incentivo!!!

2014.08.06 Divulga APERS 3 anos

Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – mês de Agosto

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2014.08.06 Sala de pesquisaA Sala de Pesquisa do APERS abre um sábado por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de Agosto a Sala de Pesquisa abrirá no sábado, dia 23.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS em Números – Julho 2014

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de julho:

Usuários atendidos: 742

Atendimentos aos usuários: 1.760

Busca e rearquivamento: 1.231

Documentos recuperados: 138

Encaixamento: 111

Indexação Sistema AAP: 2.563

Oficinas de educação patrimonial: 14

Reprodução de documentos: 844

Visitas guiadas: 4

Visualizações blog institucional: 7.647

Visualizações blog temático: 2.400

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de julho:

2014.08.06 APERS em numeros

Saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Oficinas de Educação Patrimonial – Julho

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Imagem para post Oficinas

Confira as escolas que participaram das Oficinas de Educação Patrimonial oferecidas pelo APERS durante o mês de julho:

Dia 1º: os alunos do 6º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Herbert José de Souza participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Marcelo Roberto da Silva Rios. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 1º: os alunos do 6º Ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Rafaela Remião participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Laura Ferrari. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 02: os alunos do 6º Ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Ivo Corseuil participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pela professora Joice Gomes dos Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 03: os alunos do 7º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora do Carmo participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Juliano Santos. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 08: os alunos do 8º Ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Itamarati participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Marcelo Dantas de Oliveira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 09: os alunos do 5º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro participaram da oficina “Os Tesouros da Família Arquivo” acompanhados pelo professor Rodrigo Ciconet Dornelles. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 09: os alunos das turmas 82 e 92 do Centro Educacional Santa Isabel – CESI Vianópolis participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados pela professora Amanda Silva. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 10: os alunos da 3ª Série do Colégio Estadual Cônego Paulo de Nadal participaram da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos” acompanhados pela professora Itaara Pires. Clique aqui para acessar o álbum de fotos

Dia 15: os alunos do 9º Ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Itamarati participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados do professor Marcelo Dantas de Oliveira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 15: os alunos do 9º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Alberto Pasqualini participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados do professor Angelo Patrício Gomes Souza. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: os alunos do 5º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados pelas professoras Simone Marli Milczarek e Karen Veneza. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 16: os alunos da turma C33 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Alberto Pasqualini participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados do professor Walter Lippold. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 17: os alunos da turma 83 da Escola Estadual de Ensino Fundamental Itamarati participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados pelas professoras Adriana Scarton Marson e Maria Rosa Reichel de Oliveira. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Dia 17: os alunos da turma C31 – 9º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Alberto Pasqualini participaram da oficina “Desvendando o Arquivo Público: historiador por um dia” acompanhados do professor Angelo Patrício Gomes Souza. Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

 Para saber mais sobre nossas oficinas clique aqui.

Visitas guiadas ao APERS – julho 2014

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No mês de julho foram realizadas 04 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 18: neste dia a Escola de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO) realizou duas visitas guiadas:

  • no turno da manhã participaram 7 alunos;
  • no turno da tarde participaram 14 alunos.

Dia 30: a Escola de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO) realizou duas visitas guiadas:

  • no turno da manhã participaram 7 alunos;
  • no turno da tarde participaram 15 alunos.

O objetivo dos alunos da ESPRO, em realizar as visitas guiadas ao APERS, foi contemplar a parte prática de uma disciplina relacionada à noções de gestão documental. Todos foram acompanhados da professora Taís Dorneles.

Guias: Carlos Henrique Nery, José Gonçalves de Araújo e Marta Helena de Araújo.

 

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