APERS entrevista: Thiago Leitão de Araújo

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2013.09.25 APERS entrevista - Thiago Leitao de Araujo

Thiago Leitão de Araújo, 35 anos, graduado em História pela UFRGS, onde desenvolveu sua dissertação de mestrado (2008). Desde 2010 desenvolve sua tese de doutorado no Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult/Unicamp), sob orientação do professor Robert Slenes. Utiliza as fontes primárias do APERS desde 2004, confira nossa entrevista com Thiago:

Blog do APERS: Thiago, você poderia comentar um pouco sobre como teve teu interesse despertado para a temática da história social da escravidão?

Thiago: Dois temas ou questões históricas na minha visão sempre serão fundamentais, imprescindíveis para se conhecer e deslindar a história do que hoje chamamos Brasil, tanto no passado quanto no continuum presente futuro: a história indígena e a história dos africanos e seus descendentes; estes últimos trazidos forçosamente para o lado de cá do atlântico como trabalhadores escravizados, mas que construíram significativamente a sociedade brasileira, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista sócio-cultural. O interesse pela temática, portanto, já existia, e veio a se consolidar no primeiro semestre de 2003 quando a professora Regina Xavier ofereceu uma disciplina sobre escravidão no Rio Grande do Sul, que se estendeu por alguns semestres (tais disciplinas à época foram cursadas por muitos dos atuais doutores e mestres em história da escravidão no Rio Grande do Sul). Neste sentido, sempre costumo dizer que se a disciplina oferecida fosse sobre história indígena certamente eu teria desenvolvido meus estudos nessa temática (que na verdade faz parte de minhas áreas de interesse, hoje já um tanto expandidas). Ademais, vale lembrar que em 2003 ocorrera a primeira edição do Encontro Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional, em Castro, no Paraná. Realizado bi-anualmente, tornou-se aos poucos referência para os estudos e debates sobre a escravidão no Brasil, e hoje muitos dos mais renomados pesquisadores da área consideram os Encontros como um dos mais importantes fóruns de discussão sobre o período escravista e o pós-abolição. Das seis edições pude participar de cinco, desde o realizado em Porto Alegre em 2005. Minha trajetória enquanto pesquisador, portanto, também está ligada a tais Encontros, nos quais a professora Regina Xavier teve um papel fundamental ao trazê-los para Porto Alegre, e principalmente ao criar um campo de estudos sobre escravidão até então praticamente inexistente (Para mais informações sobre os Encontros, clique aqui.). Em relação à história social, minhas pesquisas se inspiram fortemente nos estudos que, a partir da década de 1980, passaram a rever os pressupostos que pautavam as relações escravistas no Brasil. Longe de negar o caráter coercitivo das relações de escravidão, os historiadores dessa geração passaram a analisar o cotidiano dos escravos em seus embates e negociações com os senhores, a fim de decifrar os significados que eles podiam conferir às suas experiências de cativeiro e liberdade. Tais estudos passaram a rediscutir os significados dos castigos físicos na política de domínio senhorial, a participação dos escravos nas transações de compra e venda e a importância de suas lutas em torno da alforria, o papel da identidade étnica, por exemplo, no levante dos escravos malês e sua complexa relação com a identidade religiosa e de classe, a importância tanto da família e linhagens escravas na conformação dos conflitos entre senhores e escravos quanto a da herança africana para a interpretação que os escravos faziam de sua experiência, entre tantas outras e variadas temáticas (refiro-me aos estudos de João José Reis, Sidney Chalhoub, Silvia Lara e Robert Slenes). Enfatizaram, enfim, a capacidade dos escravos de agir a partir de lógicas próprias, dentro, é claro, dos limites e condicionamentos que pautavam suas relações com os senhores. A década de 1980, portanto, marca um momento de inflexão nos estudos sobre a escravidão no Brasil, pois além de outros pressupostos os historiadores mergulharam a fundo nos arquivos em busca de documentos que pudessem revelar aspectos das relações escravistas até então pouco estudados, ou mesmo negligenciados, anteriormente.

Blog do APERS: Qual a importância do acervo do APERS para tua atuação enquanto pesquisador?

Thiago: A pesquisa em arquivos, em fontes primárias, é parte fundamental nessa renovação dos estudos sobre a escravidão no Brasil que acabei de mencionar. No início da década de 1980, Robert Slenes chamava a atenção dos pesquisadores para tudo aquilo que Rui Barbosa não havia mandado queimar (e o que mandou incinerar tinha a ver com a “queima” das possibilidades dos ex-senhores virem a pedir ressarcimento pela perda de suas propriedades depois da abolição em 1888). Naquela época os historiadores ainda não haviam explorado os inventários, as listas de matrícula constantes nos mesmos a partir de 1872, os documentos cartorários (cartas de liberdade, de compra e venda de escravos, contratos de locação de serviços etc.), os processos-crime, testamentos e uma gama bem mais ampla de fontes. A questão, no entanto, não era meramente do uso de fontes até então não utilizadas, mas também de método. A partir do cruzamento entre documentos diversos por meio do método de ligação nominativa, ou seja, de um nome de determinado senhor, seria possível reconstituir variados aspectos da organização produtiva de determinada propriedade, a demografia dos trabalhadores escravizados, suas relações familiares, as tecidas com seus senhores etc. Na pesquisa que resultou na dissertação Escravidão, fronteira e liberdade vali-me densamente da documentação conservada no APERS, onde estão os fundos mais importantes a permitirem tanto uma análise serial quanto uma análise qualitativa da documentação, possibilitando ao mesmo tempo a utilização do método de ligação nominativa referido acima. Utilizando o método de análise serial quantifiquei massivamente os inventários post-mortem, as compras e vendas de escravos e as cartas de alforria para a vila da Cruz Alta Oitocentista. Ao mesmo tempo utilizei essa documentação de forma qualitativa juntamente com os processos-crime e os testamentos, e quando foi possível cruzei estas variadas fontes a fim de acessar de forma mais densa as relações sociais de escravidão em determinadas unidades produtivas. Isto é, a documentação sediada no APERS foi e continua sendo essencial não só para minhas pesquisas como para a renovação dos estudos sobre a escravidão no Estado. A esse respeito é necessário enfatizar a enorme contribuição do Arquivo Público ao trabalho dos historiadores a partir dos projetos Documentos da Escravidão, em que foram produzidos instrumentos de pesquisa, na forma de verbetes, sobre as cartas de liberdade do interior do Estado (2006). No ano de 2010 foram publicados, também em forma de verbetes, os inventários, testamentos e processos-crime que arrolavam escravos entre os bens senhoriais ou traziam os cativos como réus ou vítimas no caso dos processos criminais. Atualmente o APERS vem desenvolvendo o projeto de digitalização das quase 30.000 cartas de liberdade registradas em cartório, desde o século XVIII até o fim do período escravista. Estas iniciativas são importantíssimas para um melhor acesso e mesmo um conhecimento mais amplo da documentação existente no Arquivo Público. Embora na época em que realizei a pesquisa para Escravidão, fronteira e liberdade estes materiais ainda não estivessem disponíveis, atualmente os tenho utilizado como um meio de busca que, ao contrário, demandaria muitos meses de pesquisa para a localização de determinada documentação.

Blog do APERS: Pesquisar em fontes primárias requer certos cuidados, qual a tua dica para os pesquisadores que estão começando agora a lidar com estas fontes?

Thiago: Neste ponto as dicas já foram dadas por grandes historiadores. De acordo com Marc Bloch, toda investigação histórica supõe desde os seus primeiros passos que a pesquisa tenha um fio condutor, uma direção; muito embora o pesquisador saiba que o itinerário previamente estabelecido no começo não será seguido ponto a ponto. No entanto, não ter um ponto de partida implicaria o risco de errar eternamente ao acaso. Ou seja, não devemos imaginar que indo ao arquivo e pesquisando centenas de documentos as questões irão de repente aparecer. Por isso desenvolvemos hipóteses de trabalho, que nos servem de guia à pesquisa, mesmo que durante o percurso elas geralmente se transformem (e é bom que isso aconteça). No entanto, o mais importante são as maneiras como interrogamos as fontes, as perguntas que a elas fazemos são fundamentais. Segundo o historiador Edward Thompson, o discurso disciplinado da prova consiste num diálogo constante entre conceito e evidência, um diálogo conduzido por hipóteses sucessivas, de um lado, e a pesquisa empírica, de outro. Se as evidências não estão de acordo com o conceito que determinado pesquisador utiliza, então não podemos sacrificar a história para manter a teoria em pé. Isso é uma questão básica para os bons historiadores. Quanto à documentação relativa ao período escravista que está conservada no APERS e os importantes instrumentos de pesquisa produzidos pela instituição, minha dica seria no sentido de sempre pesquisar as fontes originais, sempre. Os instrumentos de pesquisa não passam disto, instrumentos de localização e de mapeamento mais amplo da documentação. Cito um exemplo. Os instrumentos de pesquisa com seus pequenos verbetes sobre os processos-crime são de uma riqueza ímpar nesse sentido que falei: como um meio de busca. No entanto, listam apenas os escravos que constam nos autos como vítimas ou réus. Há poucos dias, por exemplo, fazia a triagem de processos-crime em suas respectivas caixas, independente de terem ou não escravos como partes principais dos autos. Deparei-me com um processo em que um menino havia sido assassinado num dia de domingo, na vila de Bagé. Embora nenhum escravo tivesse sido indiciado no caso, três ou quatro cativos serviram de testemunhas no processo. Em grande parte das regiões escravistas nas Américas era costume permitir que os escravos trabalhassem para si um dia da semana (ou realizassem outras atividades), geralmente no domingo. Esses depoimentos dos escravos são interessantíssimos, pois permitem acessar o seu cotidiano em tal contexto. Sendo inquiridos onde estavam naquele dia, no horário em que o crime ocorreu, seus movimentos e as pessoas que podiam confirmar tal versão, podemos descobrir se trabalharam para si ou para seus senhores, quais os percursos que realizaram, se comercializaram seus produtos nas vendas locais ou não, o horário em que costumavam acordar, almoçar, repousar e se recolher, por exemplo. Por isso minha dica seria no sentido de sempre pesquisar os documentos originais, por um lado, e vasculhar, no caso dos processos-crime, outros autos que possam revelar aspectos importantes do cotidiano escravista em plagas sulinas. Evidentemente, no caso da digitalização das cartas de liberdade o caso é diferente, já que se trata da conservação da documentação e da disponibilização a um público mais amplo, e no momento em que tal trabalho estiver concluído não haverá mais necessidade de utilizar-se dos originais.

Blog do APERS: Atualmente temos em vigor no Brasil leis como a 10.639/03, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira no ensino fundamental e médio, e a 12.288/10, que institui o Estatuto da Igualdade Racial. Como tu percebes a relevância de pesquisas como a tua para a efetivação de tais leis?

Thiago: A resposta não é simples, por isso começo com um primeiro exemplo. Muito embora os pesquisadores da década de 1960 tenham desconstruído em seus trabalhos o mito da democracia racial no Brasil, esta é ainda uma ideia que perpassa o senso comum de boa parte da sociedade brasileira e as instituições de ensino, e que até mesmo tem tido repercussões na forma como a Lei 10.639/03 tem sido por vezes percebida. Em abril deste ano, numa mesa-redonda em que se fazia o balanço e as perspectivas dos dez anos da lei, a professora Petronilha Gonçalves colocou a seguinte questão: se no fundo os encaminhamentos dados a partir da aprovação da lei estavam desconstruindo o mito da democracia racial ou se estavam lhe dando apenas novas tonalidades? (mesa também composta pela professora Nilma Lino Gomes; para visualizar o vídeo com o debate, clique aqui). A questão colocada nos obriga a refletir. No meu ponto de vista, acredito que nossos trabalhos têm sim uma relevância social. E porque não, podem até vir a ter para a efetivação das leis referidas na pergunta. Mas isso não é algo óbvio, nem ao menos provável, embora possível. Vamos então para um segundo exemplo. Até a bem poucos anos a ideia que se tinha da escravidão no Rio Grande do Sul é que ela só teria tido uma relevância nas áreas de colonização antigas, principalmente nas charqueadas e na escravidão urbana das principais cidades. Nas outras regiões o trabalho dos escravizados teria tido um papel secundário e não estruturante das relações de trabalho, principalmente no que diz respeito à pecuária. Estudos de história agrária na província, como os de Paulo Zarth, Helen Osório e Luís Farinatti, desconstruíram tal visão, mostrando a grande participação de cativos nos trabalhos pecuários, muito embora a ênfase de ambos os estudos não fosse centrado nas relações escravistas. Escravidão, fronteira e liberdade em certo sentido foi um estudo pioneiro na análise das relações escravistas na pecuária sob a perspectiva dos estudos sobre escravidão a partir da análise dos conflitos e negociações entre senhores e escravos (juntamente com o estudo de Luana Teixeira). Análise demográfica e econômica da vila da Cruz Alta, a perda ou não de cativos para o tráfico interno, negociações e conflitos entre senhores e escravos no interior das estâncias, a economia interna dos escravos e a luta em torno da liberdade foram temas abordados numa perspectiva crítica com os trabalhos clássicos sobre o tema que minimizavam a importância de tais trabalhadores na pecuária sulina. Juntamente com os autores acima citados, hoje em dia temos uma visão muito mais complexa da escravidão em tal contexto. Mas essa visão foi enriquecida no meio acadêmico, pois no senso comum ainda se ignora a participação fundamental dos escravos nas lides pecuárias, sendo que sua importância foi bastante significativa em todas as atividades produtivas da província de São Pedro, pelo menos desde o final do século XVIII até pelo menos 1884. Enfim, para concluir. Nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (2004) se lê: “para que as instituições de ensino desempenhem a contento o papel de educar, é necessário que se constituam em espaço democrático de produção e divulgação de conhecimentos e de posturas que visam a uma sociedade mais justa” (p.14-15). Neste sentido se fazem necessárias mudanças radicais na divulgação do conhecimento que vem sendo há muito produzido, visando à formação de professores e a incorporação crítica deste conhecimento no ensino básico (e sua socialização com um público mais amplo), a fim de que a história dos africanos e seus descendentes ganhem espaço nos currículos escolares, e aos poucos criem condições para mudanças efetivas nas relações étnico-raciais no Brasil. Esse processo, evidentemente, cabe a todos e a cada um.

Blog do APERS: Nas tuas horas vagas quais são tuas atividades preferidas de lazer?

Thiago: Coisas comuns, amigos por perto, um bom papo, uma boa música, ou um bom livro para ler.

Para acessar a dissertação “Escravidão, fronteira e liberdade: políticas de domínio, trabalho e luta em um contexto produtivo agropecuário (Vila da Cruz Alta, Província do Rio Grande de São Pedro, 1834-1884)” de autoria de Thiago, clique aqui.

APERS entre “Os Caminhos da Matriz” – setembro 2013

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     No próximo sábado, dia 28 de setembro, acontece mais uma edição do Roteiro 2 do projeto Os Caminhos da Matriz: visitas guiadas e atividades culturais.

     Fazem parte deste roteiro o Arquivo Público do RS, Solar dos Câmara e o Museu Júlio de Castilhos; sendo o ponto de encontro a Praça da Matriz, às 14h. Lembrando que a participação é gratuita e sem necessidade de agendamento. Confira a programação completa e participe!

2013.09.25 Caminhos da Matriz - 2013

APERS conta histórias: Seção de Acidentes – Investigações Policiais – Danos Pessoais

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APERS conta historias - Livros

   Esta edição do APERS Conta Histórias tratará do acervo da Seção de Acidentes que era vinculada à Repartição Central de Polícia do Rio Grande do Sul. Cabia à esta Seção realizar investigações policiais relacionadas à danos pessoais de naturezas diversas, em sua maioria acidentes de trânsito e atropelamentos envolvendo carroças, carros, caminhões e bondes.

   É possível acompanhar as investigações através do registro feito na delegacia e pelas declarações das testemunhas. Nos termos de declaração, além dos depoimentos da vítima e do indiciado, estão relatadas as características físicas e endereço das duas partes e, como se deu o acidente de acordo com a versão narrada por cada.

 

APERS conta historias - Termo de abertura   Nestes documentos também constam a localidade, bem como os pontos de referência do local do acidente. Mesmo que alguns destes locais não mais existam, é possível ter uma ideia, por exemplo, do tipo de comércio predominante em determinadas áreas da cidade. Se por ventura o acidente tivesse vítimas, estão descritos nos documentos o tipo de escoriação e “machucados” sofridos e em alguns casos temos a cópia do Auto de Exame de Lesões Corporais.

   Quando o ocorrido originasse danos materiais, estes eram registrados por um perito que descrevia em detalhes o veículo, modelo, ano e quem era seu proprietário. Nesta avaliação, chamada de peritagem, eram relatadas todas as avarias sofridas pelo veículo, o que permanecia em perfeito estado e por fim, era definido o valor aproximado dos danos.

  Os documentos deste acervo estão acondicionados em livros e são compostos por registros de ocorrências, correspondências entre as delegacias e/ou departamentos, memorandos, peritagens, ofícios e telegramas. Este acervo foi gerado entre o final da década de 1930 e início da década de 1940 na cidade de Porto Alegre.

APERS conta historias - Ocorrencia

EDITAL APERS Nº 01/2013

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2013.09.17 Publicado no DOE de 17.09.2013 - Pág 31

  Publicada hoje no Diário Oficial do Estado a retificação ao Edital APERS 01/13, publicado em 16 de agosto último, sobre a restrição de acesso a documentos de ex-presos políticos. Os titulares dos processos da Comissão Especial de Indenização a Ex-Presos Políticos têm mais 30 dias para requerer a restrição do acesso aos documentos. Desta forma, caso não haja solicitações de restrição até dia 17 de outubro de 2013, os documentos pertencentes a este acervo sob custódia do Apers ficarão disponíveis para a consulta de qualquer cidadão.

   Para acessar a retificação clique aqui e aqui para acessar o edital.

   Outras notícias clique aqui.

Memória no Arquivo

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   Na noite do dia 12 de setembro, o APERS teve o imenso prazer de acolher no Auditório Marcos Justo Tramontini o evento Conversas Públicas, parte do Projeto SIG/Clínica do Testemunho, promovido pela Associação Psicanalítica Sigmund Freud.

  Com o objetivo de criar espaços de reflexão e de discussão com a comunidade sobre o tema da violência de Estado e as repercussões sociais da ditadura civil-militar, Conversas Públicas já havia inaugurado o ciclo de três atividade no dia 22 de agosto com “Para sempre: poesia de Rita Maurício” – uma peça de teatro de bonecos apresentada no teatro Tulio Piva.

  Dando continuidade ao evento, foi realizada no APERS, na quinta-feira, a mesa redonda Memória no Arquivo, que contou com a presença do deputado Raul Carrion, Isabel Almeida, (diretora dessa Instituição), Nilce Azevedo Cardosos (ex-presa política da ditadura civil-militar) e Bárbara Conte (psicanalista SIG/Clínica do Testemunho), que dialogaram com o público a partir de três diferentes e complementares perspectivas.

  Isabel abriu a fala da mesa, apresentando os trabalhos que já foram realizados e que estão sendo construídos pelo Arquivo em torno do tema da Ditadura civil-militar como, por exemplo, as Jornadas de Estudos sobre Ditadura e Direitos Humanos e a nova oficina de Educação Patrimonial “Resistência em Arquivo”, organizadas em parceria com o Departamento de História da UFRGS. Abordou também questões relativas ao Acervo da Comissão Especial de Indenização, salvaguardado no Arquivo, e sua importância para estudos referentes ao período da Ditadura no Estado. Nilce nos brindou com mais um de seus emocionantes testemunhos a respeito do período das prisões e, sobretudo, do período em que, diante da liberdade, teve de aprender como lidar com as lembranças e com os traumas deixados pelo cárcere e, sobre eles, reinventando a vida. E Bárbara, por fim, apresentou o Projeto SIG/Clínica do Testemunho cuja proposta se insere na perspectiva de prover apoio e atenção psicológica a atingidos por atos de exceção entre os anos de 1946 e 1988, bem como a seus familiares.

  O APERS agradece a presença e convida a todos para participarem da atividade de encerramento do Conversas Públicas, “O Dia que durou 21 anos” – Discussão do filme de Camilo Tavares com Paulo Burd e Solon Viola na sede da Sigmund Freud Associação Psicanalítica (mais informações clique aqui). O SIG promove no próximo dia 28 o “Encontro Multiprofissional” no auditório da Faculdade de Direito da UFRGS, mais informações clique aqui.

Aplicando a Lei 10.639: ampliando o debate e incluindo os povos indígenas!

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2013.09.11 Aplicando a lei

   Desde novembro de 2012 e da realização do curso “Aplicando a Lei 10.639: Patrimônio, Cultura e História da África e Afro-Brasileira” nosso blog tem apresentado notícias e reflexões relacionadas a aplicação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira na rede de ensino de nosso país. Sabemos que esta Lei foi uma conquista de militantes de diversos seguimentos, em especial dos movimentos negros e da educação, que tiveram sua luta reconhecida por esse marco legal.

  Em função do reconhecendo à centralidade desta temática e das demandas dos usuários de nossas mídias sociais, estamos começando a nos organizar para realizar nova edição do referido curso, ainda em 2013 (ajude a construi-lo respondendo uma pesquisa com suas sugestões clicando aqui). Mas, também em função de alguns comentários e contribuições recebidos ao longo desse período, desejamos iniciar a ampliação do debate suscitado quando pensamos na luta por incluir nos currículos escolares temas que dizem respeito a grupos étnicos em condição de minoria – compreendendo-se o conceito de minoria não apenas em sua relação numérica, mas também política, quando se observa determinados grupos sociais em condições socioeconômicas desfavoráveis. E nessa perspectiva, indagamos a respeito da Lei 11.645, de 2008, que novamente altera artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir não apenas a história e cultura afro-brasileira, mas também a dos povos indígenas.

   Com certeza é um exercício complexo buscar entender os movimentos que levaram à aprovação da Lei 10.639 em 2003 com um texto focado na história afro, ainda que seja evidente a condição subalterna e muitas vezes de invisibilidade em que se encontram os indígenas de nosso país. A constatação de tal condição concreta, assim como as distorções, simplificações e estereótipos na forma como a questão indígena é tratada muitas vezes no sistema educacional parece suficiente para evidenciar a necessária garantia do ensino relacionado à história e às culturas indígenas brasileiras. Porém, estão envolvidos os agentes que se organizaram para lutar pela inclusão de dispositivos na Lei, assim como a própria condição dos diferentes grupos étnicos para que pudessem se mobilizar, sendo importante considerar ainda suas diversas concepções e formas de articulação.

   Ao fim e ao cabo, cinco anos após a aprovação da Lei 10.639, os povos indígenas e os segmentos a eles vinculados também obtiveram uma vitória, garantida pelo texto da Lei 11.645, que amplia o espectro das alterações na LDB ao garantir que seu artigo 26-A passa a vigorar com o seguinte redação: “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. E seu § 1o coloca que “O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.”

  Desejosos de ampliar a discussão nesse sentido, indicamos a leitura de um primeiro artigo que aborda a Lei 1.645 e o Ensino Indígena (para acessá-lo clique aqui), escrito por Leandro Vilar e Thiago Dantas e publicado no blog Seguindo os passos da História. Esperamos que a reedição do evento esse ano seja feliz ao tentar contemplar também, ainda que se forma inicial, a questão do ensino a respeito dos povos indígenas.

Conversas Públicas: Memória no Arquivo

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2013.09.11 Conversas Públicas

Informamos que a senhora Nilce Azevedo Cardoso receberá a Medalha de Mérito Farroupilha dia 17 de setembro, às 18h30min no Salão Júlio de Castilhos da AL/RS. Para acessar o convite clique aqui.

Realização da XI Mostra de Pesquisa do APERS

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   Nos dias 09 e 10 de setembro ocorreu no Arquivo Público a 11ª edição da Mostra de Pesquisa do APERS, promovida pelo Arquivo com o apoio de sua Associação dos Amigos (AAAP), da Associação dos Arquivistas do RS (AARS) e da Associação Nacional de História – Seção RS (ANPUH-RS). O espaço é organizado para a divulgação de pesquisas produzidas a partir de fontes primárias arquivísticas ou a respeito de instituições arquivísticas, suas funções e ações, oportunizando a troca de experiências e conhecimentos entre pesquisadores dos diferentes níveis de graduação, estudantes e demais interessados.

   O evento foi aberto na noite do dia 09 com as saudações da diretora do APERS, Isabel Almeida, e da presidente da ANPUH-RS, Marluza Harres. Em seguida deu-se início à palestra “O Processo Crime para além dos Crimes”, realizada pela Prof.ª Cláudia Mauch, do Departamento de História/UFRGS, que abordou possibilidades de pesquisa e questões teórico-metodológicas pertinentes ao trabalho com fontes judiciais. Na sequência, após rodada de debate, passou-se a comunicação de artigos, contando com trabalhos produzidos a partir, especialmente, de processos judiciais, tratando de temas como escravidão e liberdade e imigração.

  As atividades foram retomadas na tarde do dia 10/09, iniciando às 14h com a palestra “O Trabalho nos Arquivos: a produção da fonte histórica a partir da documentação corrente”, proferida pela Prof.ª Rita de Cássia Portela, do curso de Arquivologia/UFRGS. Rita apresentou reflexões sobre a importância da gestão documental para a viabilização da pesquisa histórica, buscando abordar os conflitos inerentes a este processo e alternativas para sua construção realização. Em seguida passou-se a apresentação de artigos e pôsteres, que abordaram desde o tratamento arquivístico e a análise diplomática de acervos até a valorização da história a partir do resgate e organização de documentos em uma escola.

  Ao final do intervalo para coffee break e confraternização, o evento seguiu no turno da noite, recomeçando com a palestra “Inventários: as relações sociais por detrás dos Bens”, realizada pelo doutorando da UFRJ, Jonas Moreira Vargas, que dialogou com o público explorando as múltiplas facetas dos inventários enquanto fontes primárias de pesquisa histórica. Depois do debate, a Mostra seguiu com a apresentação de artigos que se utilizaram de inventários, entre outras fontes, em trabalhos que buscam reconstituir dinâmicas comerciais e redes de sociabilidade a partir de tais documentos.

   Após o processo iniciado em abril deste ano com o recebimento e avaliação de trabalhos, mais uma vez encerramos a Mostra de Pesquisa com a certeza de ter cumprido um importante papel na difusão de acervos, locais e metodologias de pesquisa. Ao longo do segundo semestre trabalharemos na organização da publicação dos anais do evento, e assim que possível divulgaremos a data de seu lançamento. Agradecemos aos participantes, aos membros da Comissão de Seleção e Organização e servidores do Arquivo envolvidos para viabilizar mais esta realização.

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Oficina Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos

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   Como já abordamos em outras postagens, o Programa de Educação Patrimonial do APERS, realizado em parceria com a UFRGS, está em fase final de construção da oficina “Resistência em Arquivo: Patrimônio, Ditadura e Direitos Humanos”, voltada aos estudantes do Ensino Médio e construída a partir do acervo da Comissão Especial de Indenização, salvaguardado pela instituição.

   Criada pela Lei 11.042, de 1997, a referida Comissão trabalhou até 2004 recebendo e analisando pedidos de indenização pecuniária feitos por indivíduos que tivessem sofrido violência física e/ou psicológica por parte de agentes do Estado entre 1961 e 1979, e o acervo de processos administrativos gerados a partir desse trabalho é hoje fonte riquíssima de informações a respeito do período que se estende desde o movimento pela Legalidade até o processo de abertura política da Ditadura Civil Militar em nosso país. Assim, a partir do patrimônio documental do Arquivo a nova oficina abordará com os estudantes conceitos como ditadura, direitos humanos, patrimônio, violência, exílio, clandestinidade, estigma e tortura.

   Tendo em vista que na próxima semana ocorrerá a primeira oficina com uma turma escolar, no dia 06/09 realizamos uma “oficina-piloto”, em que a equipe do Programa e diversos servidores do APERS de diferentes áreas disponibilizaram-se a vivenciar a atividade, de forma a testar sua metodologia e funcionamento. Foi um importante momento não apenas de reflexão e crítica a respeito da atividade construída, mas também de integração entre os servidores do Arquivo e demais colaboradores do Programa. Confira algumas fotos abaixo!

   Agradecemos a todos e todas as envolvidas na construção de mais uma ação do Programa de Educação Patrimonial, consolidando o Arquivo como uma instituição pública conectada com as demandas da sociedade, que prima pela difusão e amplo acesso a seus acervos e serviços.

   Se você é educador, aproveite a oportunidade e entre em contato conosco para agendar oficinas para suas turmas através do e-mail acaoeducativa@sarh.rs.gov.br ou do fone (51)3288-9117. Lembramos que a participação é gratuita, que há também atividades voltadas às séries finais do Ensino Fundamental, e que atendemos a toda a Rede de Ensino, tanto pública quanto privada. Participe e divulgue!

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XI Mostra de Pesquisa do APERS: inscreva-se e participe!

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    Na próxima semana tem: XI Mostra de Pesquisa do APERS!

  Envie seu nome completo e telefone para mostradepesquisa@sarh.rs.gov.br para realizar sua inscrição e venha prestigiar a apresentação de trabalhos de pesquisa realizados a partir de fontes primárias. Para ver a programação completa, clique aqui.

2013.09.04 Cartaz XI Mostra

Dia 12 no Conversas Públicas: Memória no Arquivo

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2013.09.04 Conversas Públicas APERS SIG

Sábados de funcionamento da Sala de Pesquisa do APERS – Setembro

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Para melhor atender aos seus pesquisadores, a Sala de Pesquisa do APERS abre dois sábados por mês, das 9 às 14 horas, mediante solicitação prévia da documentação.

No mês de setembro a Sala de Pesquisa abrirá nos sábados 14 e 28.

Em agosto foram atendidos 6 pesquisadores.

Os pesquisadores interessados em realizar suas pesquisas podem solicitar previamente os documentos no balcão de atendimento presencial ou por email (saladepesquisa@sarh.rs.gov.br), telefone (51 3288 9104) ou, ainda, através do Balcão Virtual.

Agende sua pesquisa!

APERS debate o uso de mídias sociais para a difusão de instituições culturais!

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   Na última sexta-feira, dia 30 de agosto, o Auditório Marcos Justos Tramontini do APERS foi palco do Seminário Difusão Virtual em instituições Culturais: Mídias Sociais no Mundo dos Arquivos, evento que debateu o uso de mídias sociais para a difusão destas instituições, seus serviços e acervos, ampliando o acesso à informação e a cultura.

   Após a solenidade de abertura, que contou com a presença do Secretário de Estado da Administração e dos Recursos Humanos, Alessandro Barcellos, e da diretora do APERS, Isabel Almeida, iniciou-se a primeira mesa, Difusão do patrimônio e inclusão digital: experiências e usos de mídias sociais, teve como mediadora a arquivista da Prefeitura de Porto Alegre e Secretaria da Associação dos Arquivistas do RS, Camila Lacerda Couto e como palestrantes o Secretário-Geral de Governo e Coordenador do Gabinete Digital do RS, Vinícius Wu, as arquivistas do APERS Silvia Soares e Viviane de Portella, e os historiadores da Unidade de Documentação e Memória da Companhia Carris Porto-alegrense, Anita Souza e Aderson Ribeiro.

   Em sua fala Vínicius Wu ressaltou a importância da gestão documental para a renovação da democracia e a independência tecnológica do Estado a partir da adoção de formatos abertos de arquivos para a produção, formatação, armazenamento e distribuição de documentos, embasada pela da Lei 14.009/12 (para acessar a Lei clique aqui). Explicitando que a transição para os formatos abertos começou pela Secretaria-Geral e se estende gradativamente a toda a administração Estadual, representando um avanço para a garantia da longevidade e interoperabilidade dos arquivos digitais.

   A apresentação da experiência do Divulga APERS no uso das mídias sociais para a difusão do Arquivo Público do RS teve o intuito de demonstrar como se deu a criação, veiculação e acompanhamento do blog, Twitter e Facebook no âmbito de nossa instituição. Apresentando como se estruturou o núcleo que tem por função gerenciar o uso das ferramentas e instigar a participação dos servidores na publicização das ações do Arquivo, registrando seu histórico de forma online e com amplo alcance, rompendo as barreiras físicas de acesso à Instituição.

  Anita Souza e Aderson Ribeiro expuseram como se dá o uso das redes sociais pela Companhia Carris Porto-alegrense através de sua Unidade de Documentação. A Companhia começou a utilizar seu blog em 2007 para comunicar-se com estudantes que recebiam em suas escolas a visita do Museu Itinerante Memória Carris. Atualmente o canal é utilizado para a veiculação de textos semanais contanto a história da Carris e de Porto Alegre, além de informar ações do Setor e publicar fotografias e imagens de documentos que compõe seu acervo. A partir de 2010 foram adotados perfis no Facebook, Twitter e You Tube, sendo ressaltado que a página no Facebook é um canal de intensa interação com a sociedade, tendo em vista a aproximação e sentimento de pertencimento que as imagens provocam.

  Esta mesa oportunizou aos presentes debater sobre os múltiplos usos das mídias sociais como meios de comunicação e aproximação com a sociedade, propiciando um diálogo aberto entre instituições e cidadão, franqueando o acesso à informação.

   A noite a mesa Tecnologias no mundo digital: descrição arquivística e acessibilidade teve como mediadora a professora do Curso de Arquivologia da FURG, Valéria Raquel Bertotti, a qual conduziu a explanação e debate entre a professora do Curso de Arquivologia da UFRGS, Rita de Cássia Portela da Silva, o professor da FESPSP e consultor da Feed Consultoria, Charlley Luz, e o gerente do Projeto de Acessibilidade Virtual do IFRS, núcleo Bento Gonçalves, Everaldo Carniel.

  Em sua fala sobre a “’Difusão pela Difusão’ nas mídias sociais, no mundo dos arquivos” Rita de Cássia Portela da Silva explorou os conceitos e abordagens da difusão em suas dimensões e práticas, trazendo ao público, de forma agradável e dinâmica, as possibilidades de difundir instituições culturais com o uso das mídias sociais. Chamou a atenção para a interdisciplinariedade que esta função arquivística estabelece com o marketing para o estabelecimento do público que se pretende acalçar, no planejamento das prioridades e ações; com os estudos de usuários para determinação dos usos e necessidades, e com as tecnologias da informação como ferramenta de apoio a implementação de políticas de difusão. Por fim, destacou a importância do constante repensar dos propósitos das práticas de difusão.

   Charlley Luz abordou o “Mundo digital: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos” perpassando as diversas fases pelas quais as formas de comunicação passaram, desde a comunicação gutural até linguagem binária e as possibilidades de descrição arquivística no ambiente digital. Enfatizou que hoje somos os “seres da informação”, agentes produtores de informação orgânica.

   A inclusão e acessibilidade foram os temas abordados por Everaldo Carniel ao expor o case do Projeto de Acessibilidade Virtual do IFRS e do Comitê Gaúcho de Acessibilidade, Tecnologia e Informação (CGATI). O projeto tem por finalidade certificar que todos os seus produtos atendam aos conceitos de acessibilidade, usabilidade e comunicabilidade, independentemente da limitação do usuário. O palestrante explicitou a importância da aplicação da Portaria 03/2007 (para acessá-la clique aqui), que tornou obrigatória a observância do Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico (e-MAG) para o desenvolvimento dos sites e portais do governo brasileiro de forma padronizada e de fácil implementação (para acessar a e-MAG, clique aqui), a exemplo do site modelo de acessibilidade virtual acessibilidade.bento.ifrs.edu.br. Também expôs as possibilidades de se avaliar a acessibilidade de sítios e portais de forma automática com o uso de softwares, ressaltando que tal forma não dispensa a avaliação manual e o julgamento humano. Outro ponto evidenciado foram os cuidados necessários ao se elaborar documentos digitais para facilitar o acesso a quem utiliza recursos de tecnologia assistiva.

  Nesta mesa o debate girou em torno das possibilidades e necessidades da disponibilização das informações de forma acessível e inclusiva. Ficou clara a precariedade de acesso a documentos e sites públicos e apontou-se novos eixos de pesquisa na área da arquivística: a acessibilidade universal aos documentos e informações públicas.

   Acreditamos que o Seminário atingiu seu objetivo: instigar a reflexão e a prática da difusão virtual em instituições culturais visando a difusão e o amplo acesso à informação e a cultura. Evidencia-se que para dar acesso tais instituições faz-se necessário disponibilizá-las de forma acessível e inclusiva a todos os públicos.

  Agradecemos aos palestrantes e mediadores pela gentileza de socializar seus conhecimentos com nossos usuários, e aos participantes pelo interesse na temática! Informamos que os certificados foram encaminhados por e-mail e pedimos que respondam à pesquisa de satisfação encaminhada junto ao mesmo!

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APERS em Números – Agosto

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Confira alguns dados referentes aos serviços realizados no APERS durante o mês de agosto:

Atendimentos aos usuários: 1.552

Busca e rearquivamento: 3.112

Documentos recuperados: 78

Encaixamento: 177

Indexação Sistema AAP: 4.106

Reprodução de documentos: 1223

Visitas guiadas: 09

Veja abaixo gráfico com os quantitativos diários de atendimento aos usuários referente ao mês de agosto:

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em agosto de 2013

Gráfico de atendimentos realizados aos usuários em agosto de 2013

Clique aqui e saiba mais sobre os serviços que o APERS presta a comunidade.

Visitas guiadas ao APERS – Agosto

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   No mês de agosto foram realizadas 09 visitas guiadas ao conjunto arquitetônico do Arquivo Público do RS. Visitaram nossa instituição:

Dia 16: 18 alunos do 5° semestre do Curso de História da UFPEL, acompanhados da professora Elisabete Leal.

Dia 19: As alunas Victória Reina Caminha e Ana Victória Schwengber, da Escola Técnica Ernesto Dorneles.

Dia 23: 19 alunos do 7° ano do Ensino Fundamental, da Escola Professor Leopoldo Tietböhl, acompanhados pelos professores Maria Lúcia e Maurício Oliveira Dias.

Dia 24: 12 alunos do 1° semestre do Curso Técnico em Biblioteconomia, do Instituto Federal Rio Grande do Sul (IFRS), acompanhados pelo professor William Gontijo Silva, que ministra a disciplina de Organização de Materiais e Arquivos.

Dia 24: 07 alunos do último semestre do Curso Técnico em Secretariado, do IFRS, acompanhados pela professora Gleide de Oliveira.

Dia 24: 34 pessoas do Grupo Escoteiro da Associação dos Profissionais em Telecomunicações e Tecnologia da Informação (ASTTI), acompanhados pelo Coordenador do grupo Jeferson Lima.

Dia 26: Olga Maria Mata Fagundes Nunes, professora de História da 13ª Coordenaria Regional de Educação do município de Bagé.

Dia 29: Krzysztof Smolana, historiador polonês e professor universitário e dirigente do AAN – Archiwum AKT Nowych, em Varsóvia, e Wilson Rodycz, Cônsul Honorário da República da Polônia em Porto Alegre. O historiador está visitando Arquivos brasileiros que contenham acervos relativos à imigração polonesa.

Dia 29: 6 alunos do Curso de História da ULBRA – Canoas, acompanhados pela professora Evangelia Taravanis.

Guias: Carlos Henrique Armani Nery, Iara Gomide Machado, José Gonçalves Araújo, Maria Lucia Ricardo Souto e Rosemeri Franzin Iensen.

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