APERS Entrevista: Marcus Vinícius de Freitas Rosa – Parte II

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Hoje damos continuidade à entrevista com Marcus Vinícius de Freitas Rosa apresentada na semana anterior (Clique aqui para ler). O historiador vinha falando das diferentes formas de identificação de negros e brancos nos processos criminais da virada do século XIX para XX.

E em que medida tu acreditas que o teu trabalho pode apresentar uma contribuição pro campo do pós-Abolição?

Pro campo do pós-Abolição eu imagino que seja justamente a importância das relações entre as próprias classes subalternas. Como a noção de raça sempre foi pensada como algo a partir de cima, construída por letrados ou imposto por administradores públicos, ou pela própria polícia, também é importante pensar as relações entre as próprias classes subalternas. Porque as maneiras como eles se relacionam também condicionam as possibilidades de inserção social da população de cor nesse período. Então eu acho que a contribuição é nesse sentido. Também é importante pensar as relações entre as classes subalternas como algo que pode ampliar ou reduzir as possibilidades de inserção social.

E também a questão da problematização da branquidade?

A questão da problematização da branquidade é um tema que eu hoje estou centrado, debruçado, na discussão que eu permeei, que eu fiquei, que ficou implícita na tese. Porque eu estou o tempo todo olhando para negros e brancos em uma perspectiva comparativa. Porque é justamente essa perspectiva comparativa que denuncia as diferenças. Fica mais explícita a diferença de sentido pra cor, quando a gente bota, compara. Mas o meu foco, naquele período não era pensar os brancos, era pensar como cor e raça são utilizados de uma forma prejudicial para os negros. Por isso uma história social do racismo entre as classes subalternas. Então o tempo todo eu fiquei permeando a discussão dos significados raciais brancos. Aí agora sim. Antes não era, ficou muito secundarizado.

É, mas tu descrevendo a tua problemática foi possível reconhecer algumas dessas questões.

Sim.

E nessa nova perspectiva de pesquisa mais recente, o Arquivo Público está no teu repertório de pesquisa? É um espaço que tu pretendes voltar?

Sim, sim, sim. Bom, o que eu pesquiso agora é a formação de identidades raciais brancas, como essas identidades foram construídas, o que elas significam, e quais são as vantagens, os privilégios associados a essa identidade branca. Só que em um período completamente diferente do pós-Abolição. Agora estou analisando a primeira metade do século XIX, tendo uma motivação justamente base da minha trajetória de pesquisa, que é pensar identidades raciais de uma maneira desvinculada da raça entendida de uma maneira científica. A noção de raça não surge no século XIX, como via de regra a gente está acostumado a pensar. Ela assume um caráter científico ao longo do século XIX, mas antes disso, durante muito tempo ela teve uma significação religiosa. A gente pega lá o dicionário do Bluteau, de 1712, ele define a raça como algo que incide a mouros e judeus. Então tem um longo percurso histórico que a raça teve até se tornar científica no século XIX, principalmente na segunda metade do século XIX, que é o momento que essas teorias científicas raciais são adaptadas ao contexto brasileiro. Então eu quis me distanciar e pensar como a raça e a identidade racial branca foi construída em um período anterior à cientifização do conceito. Continuo mesmo com questões muito parecidas, pensar como as relações entre as classes subalternas se dão, mas agora com foco em uma noção de raça que é diferente daquela que predomina na segunda metade do século XIX. E aí sim, as fontes do APERS estão no horizonte. Porque são processos que são muito bons pra pensar as relações entre os grupos raciais.

Processos-crime.

Processos-crime.

Não pensa em inventários, outras possibilidades?

Por enquanto ainda não. Porque eu estou muito centrado nos processos-crime.

E uma outra questão, que até a gente já estava conversando outro dia. Eu acho muito interessante no teu trabalho, e outros trabalhos de história urbana, trabalhos com a cidade de Porto Alegre, que é a possibilidade de reconhecimento por parte do leitor. Ele lê o texto e diz, não, esse lugar eu já andei, esse lugar eu já fui, esse lugar tinha tal coisa, hoje em dia tem tal coisa. Queria te pedir se tu podes falar um pouco sobre isso.

Sim. Eu tive essa preocupação, apesar de não ter trabalhado com plantas urbanas e mapas da cidade como eu gostaria de ter trabalhado, principalmente eu gostaria de ter demonstrado mais, mostrar mais ao leitor no próprio corpo da tese. Fisicamente imprimir todos os mapas, todas as plantas urbanas que eu utilizei… Por que é importante que o leitor se dê por conta de quais são esses espaços na cidade? Identifique na cidade de hoje essas referências? Porque determinados espaços da cidade são referenciais para a população negra de Porto Alegre hoje em dia, mas podem não ser pra maioria da população da cidade. Então é importante que as pessoas que andam pela João Alfredo saibam que aquele foi um espaço importante para o carnaval da população negra de Porto Alegre. Que ali, na década de 1880 e 1890 tinha várias agremiações negras. Ali clubes, sociedades bailantes que tinham a cor como nexo para sua própria formação. É importante que as pessoas saibam que o Rio Branco nem sempre se chamou Rio Branco. Um dia aquele espaço da cidade se chamou Colônia Africana, porque daí a gente consegue entender porque, como, as pessoas começam a se questionar, se se chamou Colônia Africana, por que não se chamou mais? E aí já temos uma discussão sobre modernização urbana e como ela impacta a vida das populações mais pobres, com foco na população negra. Não é que pessoas brancas não passem pelas mesmas experiências de serem removidas dos seus espaços quando elas moram em espaços marcados pela miséria. É que os negros são mais visados quando esse processo acontece. Porque a cor os torna um alvo no processo de modernização. Então é importante, na escrita do texto, ficar o tempo todo mostrando que aquelas ruas antigas tinham outros nomes, elas têm nomes atuais. E as pessoas conseguem encontrar essas referências no espaço da cidade.

Tá certo… Uma última pergunta, mais descontraída… Que que o Marcus faz quando não tá pesquisando?

O Marcus faz três coisas… Joga videogame, toca violão e fotografa (risos).

Três coisas ótimas! Muito obrigado pela entrevista, foi bem legal.

Eu que agradeço.

APERS? Presente, professor! Novo Projeto de Ação Educativa do Arquivo

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2014.04.30 Banner Face_Projeto APERS (1)

     O Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS), além das atribuições que lhe compete na área de gestão documental, possui uma significativa trajetória na área de Difusão Cultural. Dentre as ações desenvolvidas no sentido de divulgar os acervos custodiados pela instituição, as ações educativas e pedagógicas ocupam lugar privilegiado. Em parceria com o Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui um Programa de Educação Patrimonial que aproxima a educação básica e superior do mundo dos arquivos, das fontes arquivísticas e da discussão a respeito de patrimônio. De modo geral, todas as ações são desenvolvidas dentro da própria instituição, sejam elas as Oficinas de Educação Patrimonial com alunos da educação básica, sejam os diversos cursos destinados aos professores e aos estudantes de licenciaturas.

    Na intenção de darmos continuidade e de estendermos essa aproximação, elaboramos o Projeto APERS? Presente, professor! – Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas. O resultado das ações previstas nele, levará um pouco do Arquivo Público até a escola e até o professor, a partir da construção de propostas pedagógicas que tenham como ponto de partida os documentos custodiados por essa instituição. Elas serão disponibilizadas em formato PDF no Blog Institucional do Arquivo nas segundas e nas quartas quartas-feiras de cada mês, de maio até dezembro desse ano.

      As propostas serão organizadas em três grandes eixos temáticos: (1) Ditadura Civil-militar no Brasil; (2) Escravidão no Brasil; e (3) Temas Transversais. O conjunto de publicações do primeiro eixo denomina-se A Resistência à Ditadura Civil-militar – das fontes arquivísticas para a sala de aula, 50 anos depois. Para a construção das propostas pedagógicas desse eixo, a equipe do projeto utilizará como fontes o Acervo da Comissão Especial de Indenização composto por processos de indenização de ex-presos políticos do período da Ditadura. Elas estarão disponíveis mensalmente no Blog, sempre nas segundas quartas-feiras de cada mês a partir de maio.

      Já o conjunto de publicações do segundo eixo, chama-se Cativeiro e Resistência – a escravidão negra no Rio Grande do Sul a partir de fontes arquivísticas. Construiremos as propostas desse eixo a partir de testamentos, inventários, documentos de compra e venda, processos crimes e cartas de liberdade, documentos sobre a escravidão que compõem diferentes acervos salvaguardado pelo Arquivo. Estarão disponíveis bimensalmente no Blog, sempre nas quartas quartas-feiras de cada mês a partir de junho.

    Para o conjunto de publicações do terceiro eixo, que recebeu o nome de A Transversalidade nas Fontes – diversificadas fontes arquivísticas para diferentes trabalhos pedagógicos, elaboraremos propostas a partir de documentos diversos de diferentes secretarias do Poder Executivo. Composto de temáticas variadas, planejaremos as propostas desse eixo, de modo que se adéquem aos temas transversais apontados nas legislações sobre a Educação Básica. Também estarão disponíveis bimensalmente no Blog, sempre nas quartas quartas-feiras de cada mês a partir de maio próximo (clique aqui para visualizar o calendário de postagens das propostas dos três eixos temáticos).

     Cada proposta pedagógica contará com texto de suporte temático para professor, texto didático-pedagógico para o aluno, fonte arquivística digitalizada, propostas de atividades a partir do texto e da fonte e sugestões metodológicas para a condução dos trabalhos em sala de aula. Ressaltamos, no entanto, que entendemos essa produção exatamente como uma proposta, cabendo ao professor o uso de sua total autonomia para avaliá-la, modificá-la e trabalhá-la em aula conforme seus princípios político-pedagógicos e seus métodos didáticos.

     É com grande satisfação que convidamos a todos, desde já, a acessar o Blog do Arquivo e a baixar as propostas que aqui serão disponibilizadas, incorporando-as ao planejamento de suas aulas, conforme seu objetivo e conforme os interesses específicos dos contextos nos quais se desenvolve o processo de ensino-aprendizagem de suas turmas.

    Professora e professor, a mochila do APERS está cheia de ideias e estamos ansiosos pelo momento de compartilhamento e de construção de conhecimentos!

Arquivos & Diversidade Étnica: descobrindo histórias entre acervos e catálogos

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Buscando efetivar a proposta de, através da série “Arquivos & Diversidade Étnica”, lançar luz sobre documentos que auxiliem na discussão a respeito de nossa constituição étnica, evidenciando as múltiplas potencialidades das instituições arquivísticas e de seus acervos para os processos de ensino e aprendizagem em torno da temática, hoje gostaríamos de difundir instrumentos de pesquisa que são uma porta de entrada de fácil acesso aos Arquivos para todos os seus usuários, e que com certeza podem ser utilizados por educadores nos mais diversos contextos educacionais para aproximar estudantes do patrimônio documental.

Estamos falando dos catálogos seletivos, produzidos a partir da pesquisa, seleção e descrição de acervos que tratam de determinada temática. São instrumentos de pesquisa construídos com a intencionalidade de ampliar o acesso e a difusão de terminados acervos, e elaborados a partir de um minucioso trabalho em que cada documento é apresentado em sua essência informacional a partir de um verbete.

Há anos o APERS vem trabalhando com o tema da escravidão e da luta por liberdade no Rio Grande do Sul, lançando 10 volumes de catálogos seletivos que evidenciam o peso da escravidão em nosso estado, e a presença dos africanos e afrodescendentes em nossa constituição societária. Todos esses catálogos podem ser baixados de nosso site em formato pdf, e estão referenciados de forma organizada em nossa aba “Publicações”. Partindo de exemplos extraídos de um desses volumes, gostaríamos de instigar visitas virtuais e reflexões coletivas a partir dos próprios catálogos, que podem gerar o desejo de realizar visitas presenciais e pesquisas no Arquivo!

Capa Processos CrimeComo o nome já diz, no volume intitulado “Processos Crimes: o escravo como vítima ou réu”, lançado em 2010, você poderá encontrar relacionados e descritos todos os processos crimes envolvendo escravos ou libertos mapeados em nosso acervo do Poder Judiciário, em cada Comarca. Os verbetes trazem informações a respeito dos escravizados, como nome, estado civil, cor, idade, origem, profissão, filiação e nome do proprietário, além de informações sobre o crime e a conclusão do processo. A introdução do instrumento explica de maneira detalhada a forma como foi construída a descrição dos cerca de 2 mil processos, auxiliando em sua compreensão. Veja exemplos:

Exemplo verbete crime 1

Exemplo verbete crime 2

Exemplo verbete crime 3

No primeiro caso encontramos três escravos, sendo dois “de nação”, ou seja, nascidos na África, e um crioulo, nascido no Brasil. São acusados de ferir com arma de fogo e ofender o proprietário de dois deles. No segundo caso encontramos relacionados uma série de escravos, de diversas idades e origens, acusados de organizar uma insurreição, formando um quilombo. Em ambos, os escravizados aparecem como réus. São apenas dois exemplos, entre tantos outros crimes semelhantes, que expressam a revolta e a organização de indivíduos que foram escravizados. São escravos congos, nagôs, moçambiques, angolas, crioulos da província e de outras localidades do país, com diferentes profissões e idades, de diferentes senhores, que, ligados pelos laços da opressão escravista, se encontram, se identificam e se rebelam.

Já no terceiro exemplo, a menina escravizada aparece como vítima de um crime que provavelmente foi muito mais comum do que os processos recolhidos ao APERS puderam registrar, já que o abuso de mulheres escravas por parte de seus senhores e outros homens brancos era muitas vezes percebido como natural. Fato que nos faz questionar até que pontos esses crimes chegavam a juízo.

O que esses processos demonstram? Que discussões a simples problematização de seus verbetes pode gerar em sala de aula? Que dados podem ser ressaltados? Acreditamos que os crimes e a violência, em si, devem ser o foco da análise quando o objetivo é questionar as bases da sociedade escravista, da qual somos legatários. Porém, também é possível realizar cruzamentos de dados entre processos para problematizar as origens dos escravos trazidos ao RS; analisar as funções por eles desempenhadas, expressas através de suas profissões, que muitas vezes eram bastante especializadas e complexas; relacionar suas idades e o envolvimento com determinados crimes; buscar processos de crimes ocorridos na localidade em que está situada a escola, para refletir sobre possíveis marcas na memória local… Enfim, as possibilidades são muitas, e isso apenas com o “resumo” dos documentos, que podem ser facilmente acessados e lidos através da internet.

Em relação ao método de trabalho, também há diversas possibilidades, adaptáveis à realidade da sua escola e ao tempo disponível para planejamento e construção da atividade. Sugerimos que você inicie o trabalho realizando uma pesquisa prévia, “viajando” pelas páginas dos catálogos a procura de casos que se relacionem com os objetivos traçados em seu plano de aula. Em seguida, anote as páginas que pretendes trabalhar com os alunos no laboratório de informática, onde eles mesmos poderão entrar em nosso blog e baixar o arquivo com o catálogo escolhido, primeiro explorando-o de maneira geral e em seguida se direcionando às páginas indicadas por você. Caso não seja possível utilizar o laboratório de informática, é possível preparar uma apresentação com os verbetes selecionados, que pode ser projetada em sala de aula com equipamento multimídia, ou até mesmo impressa para distribuir entre todos os alunos, ou por grupos. Com certeza em qualquer desses formatos a atividade renderá debates excelentes!

Mas, se com os verbetes a aula já será ótima, imagine o que você pode propor a partir de uma visita com sua turma à sala de pesquisa do APERS, ou a partir de imagens dos documentos que podes captar em pouco tempo e levar até a escola?! Neste caso, realize a pesquisa prévia no catálogo, anote as referências dos documentos que gostarias de analisar com seus alunos, entre em contato conosco fazendo o pedido dos mesmos, para que sejam separados e fiquem a sua espera na sala de pesquisa, e em seguida opte pelo que mais se encaixar na sua dinâmica: agende a visita para o grupo, ou se organize para vir ao Arquivo e tirar suas fotos, que depois poderão ser trabalhadas com os estudantes. Visualizando os processos certamente a aula poderá se tornar ainda mais interessante.

Arquivos & Diversidade Étnica

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2014.01.15 Arquivos e Diversidade Etnica     Ao longo de todo o ano de 2013 nosso blog apresentou postagens mensais relacionadas à aplicação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas brasileiras. Foram posts que exploraram diversas possibilidades pedagógicas a serem utilizadas em sala de aula para trabalhar o tema em questão.

     Para 2014 estamos preparando postagens um pouco mais abrangentes em relação à temática, porém focadas nos documentos de arquivo: mensalmente apresentaremos propostas de reflexão sobre diversidade étnica no Brasil a partir de documentos de arquivo, com enfoque nas matrizes africanas e indígenas de nossa sociedade. Com isso pretendemos lançar luz sobre processos crimes, inventários, testamentos e outros documentos que auxiliem na discussão a respeito de nossa constituição étnica, assim como evidenciar as múltiplas potencialidades das instituições arquivísticas e de seus acervos para os processos de ensino e aprendizagem.

     Para uma ideia do que está por vir, releia a postagem “Aplicando a Lei 10.639: ensino de história afro e o uso de documentos de arquivo” clicando aqui, que foi produzida a partir de uma proposta semelhante, e confira as novidades na categoria “Arquivos & Diversidade Étnica” a partir de fevereiro. Esperamos que gostem!

10ª Mostra de Pesquisa: programação 01/09

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Carnaval no APERS

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     É Carnaval! Por isso procuramos relacionar este feriado com o Arquivo Público do RS. Assim verificamos que na VI Mostra de Pesquisa do APERS foi publicado um artigo resultante da pesquisa em dois processos-crime ocorridos no carnaval em Porto Alegre, no século XIX. Nessa época existiam na cidade várias sociedades carnavalescas, como a Esmeralda Porto-Alegrense, Germânia, Congos e Os Venezianos que promoviam os bailes à fantasia.

     Para entender sobre estes dois processos de meados de 1880, confira na íntegra o artigo de Caroline P. Leal: “O carnaval através dos processos-crime: ácidos e facadas nos festejos momescos do final do Império”.

     A fim de expor a riqueza dos processos, fotografamos algumas páginas que narram as ocorrências tanto pelas vítimas quando acusados e também alguns recortes de jornais da época que ilustram os fatos. (Clique na imagem para expandi-la).

     Lembramos que neste ano ocorre a X Mostra de Pesquisa do APERS, saiba como participar.

A Esmeralda em aguaceiro

A Sociedade Germânia

Charge

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Uma infamia

Os limões de ácido sulphúrico

Processos-crime pesquisados no Acervo do APERS

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Processo Marçal Nunes Garcia – Denúncia

Processo Marçal Nunes Garcia – Sentença final

Processo Irmãos Gertum – Depoimento das vítimas

Processo Irmãos Gertum – Depoimento dos acusados

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